Em mais uma grande
discussão mundana, fui perguntado: tem alguma comida que você não gosta? Não
demorou cinco segundos para a resposta: mondongo, bife de fígado, miúdos em
geral, asa de galinha e maionese com batata. E bebida? Cerveja, chope, qualquer
refrigerante, suco concentrado, espumante ou vinho que não sejam secos.
Nada excepcional,
por certo, pois conheço muitas pessoas que não gostam de sorvete, chocolate ou
pizza, isso sim seria caso para estudo.
Falando muito sério,
há muito venho pensando na alimentação. A Carol é vegetariana. Tal condição,
mesmo que silenciosamente, nos contaminou. Conversas sobre animais, origem,
relações, substituição de proteínas, equilíbrio e amor à vida de modo geral,
alterou e está alterando o foco de todos principalmente em relação a carne.
Nosso ambiente é
carnívoro. Fomos criados com alimentação a partir da carne. Tudo o mais era
complemento. A carne sempre foi, desta forma, a base para todos os pratos, quer
sejam os do dia a dia ou de datas especiais.
Visitei alguns
restaurantes e ambientes com a proposta vegetariana e também ao veganismo. Tudo
é uma filosofia. Tudo deve ser visto, analisado e abordado de maneira muito
respeitosa.
Aliás, o respeito
deve bater em todas às portas. Aceitar o outro como ele é. Suas opções, suas
escolhas, sem que isso seja visto ou censurado a partir de conceitos
ultrapassados.
E da gastronomia que
abordamos neste texto passamos às formas de amar, ou ainda deverá ser dado voz
a todos que acreditam que fora a heterossexualidade nada é válido ou é “doença”?
Sabem o que é realmente
uma enfermidade: a ignorância e, sobretudo, a hipocrisia. Como aquele que reza
junto ao templo e ao mesmo tempo deseja o mal; como aquele que fala do outro
para justificar sua amargura; como aquele que pensa e age contrariamente ao que
defende.
Vamos tentar evoluir
um pouco.
NO FIM