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sexta-feira, 17 de junho de 2016

OPORTUNIDADE




 

                            Há muito não escrevo sobre futebol e possivelmente resistirei em tal condição. Nada envolvendo o também meu Internacional, mas porque o futebol de um modo geral ficou muito chato. Entrou numa dinâmica corruptiva idêntica aos desmandos e aos desvios que acompanhamos na política todos os dias. Talvez escrever sobre manteria a chama acesa, ao menos na aldeia. Mas, certamente, as prioridades devem ser outras.

                            Acho que sou um dos únicos contrários à ascensão de Tite ao principal cargo brasileiro, o de técnico da seleção nacional. Primeiro porque é um oportunista. Há pouco tempo, após a eliminação da Copa de 2014, junto com a imprensa do centro do país, fez uma descarada campanha para ser o técnico da seleção. Ofereceu seu trabalho e foi preterido pelo Dunga, como sabemos. Depois, no final do ano passado, assinou um manifesto contra o atual presidente e a atual administração da corrupta CBF. Agora, aceitou o convite das mesmas pessoas que disse não poder comandar o futebol brasileiro.

                            E não é só por isso que acho um erro trazê-lo ao cargo. O futebol brasileiro está doente, em estado terminal. E a conhecida conversinha do escolhido não terá o condão e a força de ultrapassar os muros muito bem construídos do sistema.

                            Quero sim estar equivocado.

OPORTUNIDADE II

                            Reagan, enquanto presidente dos EUA teve, nos anos 1980 a oportunidade de mudar o curso da história, tivesse aceitado a proposta de seu colega soviético Mikhail Gorbatchev, na questão do desarmamento nuclear. Preferiu a utopia do projeto Star Wars ou Guerra nas Estrelas, no qual somente ele acreditava.

                            Arrependeu-se, pediu desculpas e se livrou de um impeachment, quando mesma sorte não foi experimentada pela maioria de seus aliados Republicados da época.

                            Perdeu a oportunidade. Como não raros.

NO FIM

                            A chuva não parou.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

MORTE ANUNCIADA



 
                            Gabriel García Márquez em “Crônica de uma morte anunciada”, publicada no já longínquo ano de 1981, se encaixa perfeitamente aos dias e a situação atual.
                            No livro, Santiago Nasar já estava fadado à morte ao levantar. Quase todos sabiam que estava prometido. Muitos não acreditaram, outros pensaram ser possível e os assassinos até emitiram todos os sinais possíveis de que cumpririam a promessa. Ninguém impediu, por um motivo ou outro, pela descrença ou pela crença. A morte aconteceu.
                            A grande sacada ou grande desafio é descobrir por quem Santiago morreu. Havia uma certeza: o motivo do crime não poderia ser a ele atribuído.
                            E o que temos para hoje?
                            Um governo interino que teve sua morte anunciada antes mesmo de assumir. Todos sabiam, alguns avisaram e outros aplaudiram. O fato é que “nasceu morto”. Anunciadamente!
                            E qual o caminho?
                            Pelas circunstâncias, eleições já!
                            Quem tem mais a temer (desculpem a redundância)? Todos que estão com o interino e todos os tradicionais que não conseguem o aval das urnas há todos esses anos. Tendo eleições, perdem novamente.
                            Que incapacidade para falquejar um líder. Por que será? Quanta incompetência.
                            Bom, de Santiago até o interino. O fato é que a morte foi anunciada.
NO FIM
                            Só o povo pode tirar e só o povo pode colocar.

CONTINUA A FESTA




 

                            A média está sendo um ministro por semana e os sinais indicam que podem deixar de caírem individualmente para caírem em lote.

                            Pobre país, que sangra na ilusão de uma “solução mágica” com mágicos que repetem exatamente a mesma mágica; com os palhaços que contam sempre a mesma piada; com cabeças, disse Cazuza - sempre atual, que não mudam quando é lua cheia.

                            E o mais interessante neste contexto é todos que, agora e por força das circunstâncias, têm que defender os que chegaram e estão interinamente no poder utilizando exatamente o mesmo expediente daqueles que defendiam a Presidente afastada. É simplesmente você ser contra aos atos ditatoriais de governantes sul-americanos atuais e ser a favor da ditadura militar. Quanto riso, quanta alegria!

SUCESSÃO LOCAL

                            Período fértil para especulações e movimentação decisiva dos dados no tabuleiro. As eleições municipais se aproximam e proporcionalmente também quem serão os protagonistas.

                            Ao que posso visualizar numa leitura rápida é que já temos candidatos. E isso sim é importante.

                            Espero um jogo em alto nível. Sou otimista.

O ÚLTIMO

                            Está sendo lançado o definitivo e póstumo livro do Eduardo Galeano: O Caçador de Histórias. Galeano revisa suas histórias, sua obra, sua vida.

                            Neste período triste de perdas, de frio, de dores, revisar talvez seja importante.

NO FIM

                            O que é terminar?