Em uma manhã comum nesta
semana, passando o habitual café, entre os aromas que naturalmente exalam e uma
ou outra olhada pela janela, surpresa: um barulho forte! Olhei fixamente para
todos os lados possíveis e avistei dois pássaros, caídos, talvez mortos, no
chão ao lado exatamente da janela.
Certamente curtiam
um voo em velocidade superior e inadvertidamente, por não enxergarem o vidro,
achando que estavam longe dos obstáculos, acabaram por bater, mas não
simplesmente isso. Acabaram nocauteados por uma colisão frontal inesperada.
Eram dois pássaros,
de porte médio para grande. Conheço pouco, mas achei próximo a um sabiá. O
canto poderia esclarecer. Porém, quem canta após uma forte pancada na cabeça? Cheguei
perto, sem saber muito (ou nada) o que fazer; pensei em chamar o Véinho, fiquei apreensivo - e nada é
pior neste momento, chegando perto de ambos, analisando e imaginando uma
massagem cardíaca (nem sei se é possível), quando a nova surpresa: o pássaro que
estava desfalecido ressuscita e o outro, que parecia estar somente tonto, cai
desfalecido! Apavorei-me em relação a um e tive alívio em relação ao outro,
condições em que nada alteraram o meu estado primitivo de angustia.
E agora?
Vou chamar o Véinho.
Que nada, o
desfalecido posterior igualmente inicia um processo de recuperação. Claro, os
dois ainda nem tinha retomado a consciência (pássaro tem consciência?) de que
seriam pássaros, mas estavam caminhando para tanto.
Fui ficando aliviado
aos poucos. Finalmente os bichos estavam se recuperando e eu também.
Fiquei também feliz,
após tudo restabelecido, café passado e com a certeza de que a conspiração
telepática possivelmente tenha ajudado de alguma forma. Brincadeira!
NO
FIM
O Velho, do início, a
quem rendo homenagens, é o Véinho ou
o grande Osmar Schmidt, um genuíno e famoso protetor dos animais.