No último roda de conversa veio à lembrança um
poema, simples, porém bonitinho, que diz assim: não existe canção antes de ser
cantada; não existe sino antes de ser tocado; não existe amor antes de ser
doado.
Que
alegria “ser tocado” por algo tão simples e ao mesmo tempo tão extraordinário.
Conversamos
na oportunidade sobre a vida, sobre as relações e sobre o meio em que estamos e
vivemos. A conclusão, como sempre, é a mesma: como perdemos tempo na vida e
pela vida.
Caminhamos
por “carreiros” espinhosos, como a morte, a perda, o suicídio e a vontade de
que tudo poderia ser de certa forma, diferente. Mas, também gravitamos por
estradas menos conflituosas, como a busca do amor em coisas simples, aliás,
muito simples (que palavra).
Lembramos,
ou talvez eu lembrei-me e nem falei, de que podemos ser como a chuva
(excetuando este período especial de tempestades), que tem aparições raras e
pouco entendimento. Ou como o sol, tão perseguido e ao mesmo tempo por vezes
tão nefasto.
Seguimos e
não perdemos o foco. Tudo é muito real, retorno. E porque a simplicidade nós é
tão cara? Por qual motivo não conseguimos sustentar tudo aquilo que constatamos
regularmente que está certo ou que está errado. Provavelmente seja a busca da
verdade. Mas o que é verdade?
Poderia
fazer como Norman Lewis (A Máfia no Poder), onde as galinhas foram utilizadas
para o encontro definitivo com a morte daqueles que a perseguiam, nos outros.
Isso, eu
sei, é outra estória.
NO
FIM
Sejamos
todos.