A morte
do menino Bernando na pacata cidade de Três Passos é a notícia que está por
todas as partes. Todos opinam. Dos chamados especialistas às conversas de bar.
A conclusão, todavia, é única: como é possível tanta maldade?
Importa
saber o (s) responsável (is) para encaminhamento, julgamento e eventual
responsabilização. Mas, agora, para este texto, concentro as linhas sem
precisar qualquer identificação, mas somente na busca das razões e do motivo
pelo qual isso aconteceu.
As
teorias vagueiam naturalmente para todos os cantos. O técnico, o teórico, trará
à discussão a partir de sua formação e descriminará as possíveis razões que
leva um ser humano a um procedimento de tal magnitude. Por outro lado, numa
opinião qualquer, sem conteúdo acadêmico, igualmente se chegará a uma conclusão
nada distante. Porém, tudo isso serve para a tentativa de explicar algo
monstruoso. Talvez possa haver uma explicação. Talvez não se encontre uma
explicação.
A única
verdade, se é que ela existe mesmo, é que um menino de 11 anos foi morto por
algum motivo. Ciúmes, posse, dinheiro, competição. Não sei, motivos têm de
sobra. O que falta, definitivamente, é o que vem antes da motivação. Como são
os atos de preparação? Qual é o norte da mente de quem pensa (e realiza) um ato
desta envergadura?
Confesso
que o simples pensamento já é assustador. A simples possibilidade de alguém
pensar em algo desta natureza já me aterroriza. O que dizer de levar a cabo
tudo?
É claro
que crimes bárbaros são recorrentes. É fruto do ser humano ser também menos
humano possível, chegando ao ponto de ser o animal mais inferior das espécies
vivas. Que constatação infeliz e igualmente real.
Ao
contrário de muitos, não vejo como espraiar a culpa no episódio ao Ministério
Público ou ao Poder Judiciário. Seus agentes fizeram o que deveria ser feito,
ou seja, uma tentativa de reaproximação e a garantia da entidade familiar.
Igualmente
não pode ser olvidado que o caso era particular, uma vez sendo verdadeira a
afirmação de que o menino procurou diretamente ajuda dos órgãos respectivos.
Enfim,
ainda fico com o sentimento de que cada vez mais somos humanos, demasiados
humanos.
NO FIM
Dizer o
quê?