Escrevo esta coluna
na segunda-feira. Emblemática e sugestiva. Iremos sim disputar um campeonato inédito.
Isso é fato e dele não desprenderemos. Sim, há ainda o tribunal. Não quero
fixar nele neste momento.
O grande
Internacional, o campeão de tudo, chega e conhece a base do poço. E sabem por quê? Porque perdeu sua essência.
Porque não foi mais o Internacional. Embebedou-se na fonte da soberba; na
ausência da humildade e deu no que deu. Aliás, deu no que deveria dar.
O Internacional que viu
um de seus, senão o maior, ídolo carregar tijolos em carrinho de mão na
construção do seu estádio; que assistiu muito, mas muitos mesmo, doarem
tijolos, cimentos, material de construção em geral, para simplesmente
contribuir com a construção da nova casa; que viu torcedores, os maiores
torcedores, assistirem jogos na “coreia”, local, para quem não sabe, onde ficavam
em
pé junto ao fosso os aficionados menos favorecidos economicamente; que viu ser
reconhecido como o Clube do Povo, pela origem dos seus torcedores; por ser o
clube que primeiramente aceitou um jogador negro; por ser um clube que tem como
símbolo um saci e um macaco; por ser um clube da resistência, que nasceu do
contraponto.
Sim, o Internacional
é tudo isso e muito, mas muito mais.
Porém descemos ao
calabouço do futebol por nossos próprios deméritos. No final foi merecido o que
aconteceu. Talvez precisasse realmente acontecer, para que a volta às origens
finalmente eclodisse e gritasse com toda força: somos o Internacional!
Passaremos por tudo isso
também. Outros passaram. Somos muito grandes.
NO FIM
Que tudo mude, outra
vez.