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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

INTERNACIONAL




 

                            Escrevo esta coluna na segunda-feira. Emblemática e sugestiva. Iremos sim disputar um campeonato inédito. Isso é fato e dele não desprenderemos. Sim, há ainda o tribunal. Não quero fixar nele neste momento.

                            O grande Internacional, o campeão de tudo, chega e conhece a base do poço.  E sabem por quê? Porque perdeu sua essência. Porque não foi mais o Internacional. Embebedou-se na fonte da soberba; na ausência da humildade e deu no que deu. Aliás, deu no que deveria dar.

                            O Internacional que viu um de seus, senão o maior, ídolo carregar tijolos em carrinho de mão na construção do seu estádio; que assistiu muito, mas muitos mesmo, doarem tijolos, cimentos, material de construção em geral, para simplesmente contribuir com a construção da nova casa; que viu torcedores, os maiores torcedores, assistirem jogos na “coreia”, local, para quem não sabe, onde ficavam em pé junto ao fosso os aficionados menos favorecidos economicamente; que viu ser reconhecido como o Clube do Povo, pela origem dos seus torcedores; por ser o clube que primeiramente aceitou um jogador negro; por ser um clube que tem como símbolo um saci e um macaco; por ser um clube da resistência, que nasceu do contraponto.

                            Sim, o Internacional é tudo isso e muito, mas muito mais.

                            Porém descemos ao calabouço do futebol por nossos próprios deméritos. No final foi merecido o que aconteceu. Talvez precisasse realmente acontecer, para que a volta às origens finalmente eclodisse e gritasse com toda força: somos o Internacional!

                            Passaremos por tudo isso também. Outros passaram. Somos muito grandes.

NO FIM

                            Que tudo mude, outra vez.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

STF




 

                            O cuidado com os “heróis de ocasião” é requisito básico para o ridículo.

                            Há muito pouco tempo vi manifestações alçando a ministra presidente do STF à condição de heroína, uma vez que teria proferido uma decisão que “agradou” especialmente a extrema-direita em um desses tantos embates entre os poderes e os mandatários da república.

                            Agora, na análise quanto ao afastamento do presidente do senado federal, votou contra. Isso fez o “vento mudar”. De salvadora da pátria passou a vilã!

                            Ou seja, dependendo do meu interesse sobre determinado assunto o juiz passa a ser bom ou ruim, pouco importando a análise jurídica a partir de uma perspectiva constitucional. Isso não é o suprassumo do ridículo e que belisca dolorosamente a ignorância?

                            O Brasil está fora dos trilhos. Não será a fórceps e com a camisa da seleção que isso mudará. Muita coisa errada foi feita e potencializada. O momento é extremamente delicado e a confusão se generaliza.

                            Pobre povo brasileiro.

CASA DA CULTURA

                            Após todo esse tempo a Casa da Cultura de nossa cidade será inaugurada. Pelas imagens o local ficou muito bonito. Certamente atende todos os requisitos para fazer nascer uma nova era na cultura. Prestigio ao teatro, música e toda a forma de manifestação, com professores e artistas locais, deve ser a prioridade.

                            Parabéns a todos os protagonistas.

NO FIM

                            Os fatos e o direito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

FORÇA CHAPE!




 

                            Não há outro assunto. Tudo leva à tragédia ocorrida no voo da equipe da Chapecoense, o qual levava também jornalistas, além dos trabalhadores da companhia aérea. De todos, restaram cinco sobreviventes, sabe se lá como e em que condições reais. Mas estão vivos!

                            A causa principal, ao que se noticia, foi uma “pane seca”, ou simplesmente falta de combustível. Ninguém pode acreditar que isso seja possível. Mas, ao que parece foi!

                            Pensando que 99% dos desastres, não só aéreos, e sem medo de exagerar, são por falhas humanas. Uma sucessão de falhas. E nisso lembro-me de um exemplo: se você mantiver seu carro, com revisões, troca de óleo, pneus, etc., além de respeitar as regras de trânsito, quando que ele irá dar algum problema?  O mesmo acontece com uma aeronave.

                            Mas o que realmente importa após tudo são as consequências. Esposas, companheiras, pais, mães, filhos, sobrinhos, netos, amigos, colegas, anônimos e todos mais. O que dizer? Só restam clichês. Não resta mais quase nada.

                            Estive há bem pouco tempo em um hotel onde casualmente a equipe da Chapecoense estava hospedada. Tomamos café, “juntos”. Conhecia alguns jogadores: Alan (sobrevivente), Josimar, Kempes, o técnico Caio Júnior. Estavam concentrados para uma viagem à Argentina na mesma Copa Sul-Americana. Ficou uma bonita imagem.

                            Resta torcer, para os que ainda lutam pela vida e da mesma forma e intensidade aos que ficaram.

                            É isso.

NO FIM

                            No fim é o recomeço.