Final de
ano. Início de ano. Festas, comidas, bebidas e muitas conversas. Período fértil
para novas emoções e para uma recapitulação das antigas, das naturais e das
inesquecíveis.
Neste
contexto, recebendo em casa todos aqueles que eu considero “meus”, vem o Micka
com uma história: estava ele aguardando o sinal verde para pedestre, quando
percebeu um deficiente visual iniciando sua travessia. Como é da sua natureza,
imediatamente pegou no braço da pessoa cega e passou a conduzi-la sobre a faixa
de segurança. Ambos, o Micka e o conduzido usavam óculos escuros. Pois bem,
diante de tal situação uma terceira pessoa enganchou no braço dos dois e passou
a conduzir ambos para atravessar a rua. O Micka, pela contextualização dos
fatos, deixou assim, ou seja, talvez até tenha agradecido.
Mas a
história não acaba assim, simplesmente. Passados alguns minutos, o Micka se
encontra com o “seu condutor” numa banca de jornal, quando estava lendo uma
revista. Não preciso descrever a expressão facial do condutor! Ou preciso?
OS ANOS
Nada
muda, já foi dito muitas vezes. Talvez a mudança mais significativa seja mesmo
aquela onde o calendário antigo é substituído. A vida segue e todos seguem por
seus contornos, inclusive para todos que comem uva e pulam das cadeiras.
AOS LEITORES
Tenho
muito a agradecer àqueles que sempre acompanham as minhas insistentes palavras,
minhas frases por vezes desconexa e muitas vezes despretensiosa, que não
retiram, todavia, a certeza de que a empatia das palavras possa levar todos aos
caminhos do bem.
Obrigado,
sobretudo aos personagens sem rosto que prestigiam esta coluna de forma
silenciosa.
NO FIM
Que
venha!