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quinta-feira, 29 de março de 2012


EGOCÊNTRICO E HUMILDADE





                            A discussão estava pesada até que encontrou uma encruzilhada que se pôs, dentro do pleonasmo vicioso, interrogativa: o egocêntrico pode ser também humilde? Tudo pode parecer um paradoxo, mas sustentei que a possibilidade é real.



                            Existem muitos, sabemos todos, que mantém uma “fábrica de confetes” para jogar em si, de maneira ininterrupta. As explicações são tantas, podendo citar uma única, a qual possivelmente convirja todas: autoestima relativizada. Explicando: por mais que faça tudo e tente abranger todas as condições, ainda assim o egocêntrico nunca está satisfeito. Ele sempre acha que está sendo pouco “massageado” ou que o mundo não está girando sob a órbita que ele entende a mais correta.



                            Por isso tudo, vejo que o egocêntrico é, ao fim e ao cabo, um humilde disfarçado. Ele tenta, ininterruptamente e sem qualquer descanso, justificar a si próprio o motivo pelo qual o pêndulo que sustenta o mundo não está, hoje, ou em determinados minutos do dia, voltados ao seu interesse. Disso surge a humildade. É claro que o orgulho não deixará que seja esta angústia vista externamente. Contudo, no “tribunal interno”, na discussão consigo, onde o réu e o julgador são a mesma pessoa, a humildade se avivará e mesmo que ainda permaneça nos porões escuros da mente, será o próprio combustível para que, ao conhecimento de todos, nunca esta humildade poderá ser vista, pois na visão do egocêntrico é o sinal mais claro de fraqueza.



                                      O egocêntrico, portanto, é o mais humilde dos cidadãos, porque para manter sua condição terá que manter vivo seu alter ego, que externamente será perfumado, mas internamente será o suserano de um vassalo mal resolvido.



                                      Qualquer semelhança não é mera coincidência.

                           

NO FIM



                                      Para o desespero da sucursal gaúcha da maior rede de televisão do país e, de uma forma especial, aos ciumentos de plantão, contrariamente a forma que eu gostaria, as obras estão começando.



























GERAÇÃO DESERTA





                                      Minha geração nasceu, foi gerada e deu seus primeiros passos no auge da ditadura militar. Portanto, somos “frutos” concebidos e criados sob a sombra de um período essencialmente sombrio, com perdão ao trocadilho sem graça.



                                      Também neste período, a partir do final dos anos 1960 e por praticamente toda a década de 1970, a produção artística brasileira, passando dos poetas, da música, dos filmes e da arte como um todo, foi extraordinariamente rica, o que culminou com todos aqueles que hoje flutuam entre os 60 e 80 anos de idade, em média.



                                      Estes senhores, os jovens da época, foram sim protagonistas, dentro de um mundo que girava sob outra órbita, quer seja no aspecto político, filosófico, cultural, estrutural, bélico, etc. É evidente que o combustível - e o resultado de tudo - para o que foram e o que são é vinculado às experiências da época e pela época.



                                      Tal constatação faz nascer uma distância assustadora entre aquela geração, do período em que a minha foi concebida, e a atual ou as duas últimas.



                                      O “tudo pronto” dentro de um conceito de progresso, sobretudo progresso virtual, da geração “cola e copia” traduz a falta da essência; a não estabilização de paradigmas e ao final a deficiência no pensar.



                                      O regime de exceção, período dos mais nefastos de nossa história, ajudou, incrivelmente, naturalmente e obviamente, a estabelecer um novo padrão e um novo conceito de pensar, especialmente em relação aos jovens, intelectuais e com sede de ver tudo acontecer.



                                      Hoje o período é muito diferente. Não há ditadura, ainda bem. Mas, igualmente não existe estímulo para que possamos ver derrubarem o muro e o brete onde estão muitos, infelizmente, sem conseguir enxergar dois passos à frente do facebook.



                                      Não interpretem isso como saudosismos à época da crueldade. Mas, tão somente como um evidente conflito paradoxal contempla e perfuma o caminho da humanidade.



NO FIM


                                      Tudo isso acontecendo e eu aqui na praça, dando milho aos pombos (...).  

segunda-feira, 19 de março de 2012


SÍMBOLOS RELIGIOSOS E O PODER JUDICIÁRIO





                            Causou uma esperada discussão, que reascendeu o debate, a decisão do Conselho de Magistratura do Tribunal de Justiça gaúcho em retirar de seus espaços os crucifixos e outros símbolos religiosos.



                            A decisão do Colegiado foi unânime, sob o principal argumento de que o Brasil é um estado laico e por tal condição não comporta, no espaço público do Poder Judiciário, a manifestação ostensiva desta ou daquela religião.



                            O tema não é novo e sempre evoca manifestações de toda ordem.



                            O princípio do estado laico é manter-se neutro em relação às questões religiosas, sem discriminações e respeitando todas as orientações, crenças ou preferências.



                            Pois bem, a decisão do TJ/RS alvoroçou a religião católica, pois tal posicionamento é visto como um desrespeito e uma desnecessidade, haja vista que não será um símbolo que determinará os rumos de um julgamento.



                            Acho que esta discussão sempre toma uma “proporção desproporcional” . A bobagem é ainda ser perdido um precioso tempo para discutir este assunto. É evidente que num estado laico não deve haver manifestação desta ou daquela crença, sob pena de discriminar as demais. Não se trata de condicionar decisões, de desconhecer doutrinas, mas de respeitar princípios constitucionais. Só isso.



                            Retiram-se os símbolos e segue a vida.



CBF



                            Caiu o Teixeira, porém permanece sua filha, seu genro, entre outros tantos parentes que fazem parte do COL. Permanece o vice-presidente, conhecido como o Zé das Medalhas, o qual já indicou que não será uma nova gestão, mas uma continuidade ao trabalho “invejável do presidente Teixeira”. Ou seja, caiu uma das laranjas, talvez a maior delas. O problema é que o pé ainda está muito carregado.



NO FIM



                            As obras irão finalmente iniciar?

















VIAS



                            É fato que o maior número de vias para circulação automobilística, ciclística e ao fim de pedestres contribui para o desafogo e para oxigenação de todos.



                            Então são melhores duas vias do que uma; três vias do que duas e assim por diante. Não se perde pelo aumento do número, pois no máximo a via ficará com “pouco uso”, contudo sem experimentar ou desenvolver prejuízos para o fluxo em si.



                            Diante de tal constatação, que a cada dia é mais corrente no seio de nossa sociedade, a ideia e a necessidade da construção de uma nova via, mesmo que a pavimentação aguarde detalhes, está consolidada.



                            As justificativas são importantes e reputo a maior delas que é a alternância no poder. Não se trata essencialmente de apresentar um estrado e colocar as medalhas seguindo a orientação de valores dos metais. É mais adiante.



                            O desenho eleitoral já conhecido traz dois candidatos. Todo mundo fala neles e nos mesmo se estabelece a concentração dos debates. Não havia, até pouco, nenhuma incisão mais profunda quanto a possibilidade de nascer outra via, uma terceira via, no mínimo.



                            Vejo que nos últimos dias a possibilidade de uma discussão mais profunda sobre o assunto é condição inevitável. O nascimento já ocorreu e o desenvolvimento do feto é a grande tônica.



                            Quantos nomes existem para encabeçar esta nova via, com pavimentação recente? Certamente que haverá muitos pretendentes. Mas, em condição de suportar o processo e, especialmente, de fazer um papel que corresponda às expectativas? Acredito que o número seja reduzidíssimo! Vejo um, no máximo dois.



                            A democracia e o sufrágio popular merecem um engrandecimento do corpo restrito até então estabelecido. Acho que algo está para acontecer. Aguardo.



NO FIM



                            O equívoco evidente na última coluna onde indiquei o estádio para a Copa do Mundo foi de que informei que este (estádio) pertencia a uma equipe de futebol, enquanto todos sabem que o empreendimento, inclusive o estádio, é de uma construtora.