Sartre, o filósofo
“pop”, bem definiu a liberdade: apesar de sermos livres, estamos ligados ao
outro que por sua vez nos faz enxergar quem realmente somos. O inferno,
portanto, são os outros e talvez não sejamos tão livres assim.
Experimentei esta
semana uma rica conversa com um velho amigo que há muito não via. Falamos sobre
muito. Lembramo-nos do passado recente e do já longínquo, como também
gravitamos sobre fatos e perspectivas.
Enquanto
o fogo era absorvido pelo assado, entre uma cuia e outra de chimarrão, pequenas
olhadas pela janela e pontuais inserções sobre a conversa dos demais que na
sala ao lado animadamente conversavam, ouvi experiências fortes e ao mesmo
tempo animadoras.
Falamos que o mundo
é cheio de encruzilhadas, provações, enfim de que somos serem humanos sujeitos
à chuva e também ao sol. A escolha passa por nós e também por aqueles que
realmente estão ao nosso lado.
Chegam castanhas
para acompanhar o mate.
Continuamos em águas
profundas, sensíveis ao tempo e ao espaço; por vezes olhamos a carne; novamente
pela janela, constatando que a temperatura está agradável e que a brisa que
entra não consegue obrigar a fechá-la.
Está quase no
momento de servir.
A vida é assim, uma
constante sucessão de atos e acontecimentos onde cabe buscar entender a forma
mais adequada de condução. Tropeçaremos, sim. Mas o grande lance é continuar a
caminhada.
Quanto às provações,
a sombra sempre nos rodeará.
NO FIM
Foi um grande
encontro.