Seguidores do Victor Hugo

Páginas

Total de visualizações de página

quarta-feira, 3 de abril de 2013


PAPA ARGENTINO

 

                            No frigir dos eggs pouco importa a nacionalidade de um Papa, a não ser pelo narcisismo enraizado no ser humano. Sendo o Papa argentino, qual definitivamente será a vantagem? Piadas nas redes sociais? Vai canalizar algum benefício para construção de um templo moderno em seu país de origem? Dará uma benção especial ao San Lorenzo, seu time do coração? Bobagem.

 

                            Senhores, senhoras, neste momento de transição eterna (para usar a nomeclatura apropriada e correspondente) que passa a Igreja Católica, melhor mesmo é ficar de fora, com exceção daqueles que privelegiam os flashs, que também não são poucos.

 

CARACAS

 

                            Tinha prometido não fazer qualquer observação, contudo diante das circunstâncias e do clássico que o extraordinário clube da Venezuela enfrentou nesta semana, ficou a frase: caracas, o porto ta vazio!

 

ESCOLAS

 

                            Ouvi uma entrevista sobre a falta de professores nas escolas de nossa cidade, ou que os alunos ainda não tiveram aula de química e de geografia. Como é possível? Como tal situação é recorrente, podendo ser considerando um fato normal? Por que motivo a desvalorização da educação e sobretudo dos professores não é enfrentada de maneira definitiva? O que falta e o que sobra? Definitivamente o problema deve ser a chuva, ou a falta dela, pois tal condição afetará o “nosso carro chefe econômico”?

 

CAMPEÃO

 

                            Internacional, seguindo sua senda de vitórias, coloca no armário mais um título, conforme traduz a normalidade. Não desprestigiar o campeonato regional é ratificar o sentimento de bravura, reconhecimento e amor aquilo que é daqui. Aliás, no ano passado (como no outro e no outro...) igualmente não houve desconsideração, sendo a taça igualmente erguida e guardada junto a tantas outras do acervo.

 

OAB

 

                            Retorno para mais um período de três anos no Conselho Estadual da Ordem, de onde as discussões pulverizam e refletem  no dia a dia de todos. Não há dúvidas!

 

NO FIM

 

                            Bom final de semana.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM PONTO

 

                            A propaganda é a “alma do negócio”. Nada original. Nada mais verdadeiro.

 

                            Paulo Francis disse que a virtude maior do ser humano é a caridade. Eu, ao contrário, acho que é a humildade. Ou seja, quanto mais perto chegar dela, mas “humanos” todos ficam. Francis, que nada mais foi do que o maior articulista brasileiro do último século e também, digo eu, o mais contraditório, o que ao fim o tornou especial dentro da mediocridade reinante e renitente, terá sempre, com toda obviedade e certeza, mais bagagem para tudo.

 

                            A sociedade é duramente criticada, seguindo ainda em Francis, por quem não consegue inserir-se nela. Talvez haja uma relação umbilical entre ser socialista, estando fora, e tornar capitalista, estando dentro. A miopia é corrigida sem vergonha ou constrangimento.

 

                            Será mais importante a propaganda de um vestido, quando a protagonista tropeça deliberadamente, ou sua manifestação consequente? Que absolutamente ninguém vai dar a mínima é fato, todavia o impacto já fora estabelecido e este é o mais importante.

 

                            Sofro censuras, especialmente de minha filha Carol, pela mania (vou chamar assim) de relativizar muitas questões. Talvez esta “mania” tenha uma carga cultural baseada em experiências pouco conhecidas da grande massa. Experiência que vem, sobretudo do experimentar situações especiais. Sou um verdadeiro especialista (são muitos “e”), talvez com graduação importante, neste quesito. A razão para relativizar pode estar ligada no contexto. Mas, acho também que minha filha tem razão.

 

                            Dito isso, retrato que não acredito, ordinariamente, que uma ação não esteja ligada a uma forma estabelecida previamente, sendo tudo ligado, “tudo toca tudo”.

 

                            Portanto, não acredito em altruísmo de quem entrou nesta linha como paraquedista, atribuindo a “alma do negócio” como verdadeiro paradigma da ação.

 

                            Talvez esteja desanimado com os humanos, demasiadamente humanos, o que é compreensível, perdoem-me, para quem já está alçado a idade das dores na coluna cervical.

 

NO FIM

 

                            E a escola do “grande” presidente Kennedy, continua linda? 

 

O PAPA NÃO É POP

 

                            O assunto da hora é a renúncia do papa e seus consequentes efeitos. Não se falou em outra coisa desde o anúncio da decisão de saída no próximo dia 28 de fevereiro.

 

                            A igreja não perdoa nem mesmo o seu chefe. O Papa está acuado, faz muito tempo. Sem prestígio, sem força física ou apoio moral, o Papa sofre sistematicamente censura de seus pares, condição que levou a inevitável “decisão” extrema. Teremos uma sucessão papal, sem morte. Não é nada comum, mas é sim possível, com longínquos precedentes.

 

                            A pergunta é: por que a igreja determinou a renúncia do dito representante de São Pedro? Quais os interesses por trás da ruptura na missão do pontífice? O que a igreja realmente almeja com tal ação?

 

                            Como a igreja católica não é uma instituição democrática, consoante afirmado pelo Papa mais querido de todos, não há definições, tão somente ilações, com todo o subjetivismo correspondente, o qual é diminuído por uma lógica natural: a igreja católica não tem interesse em explicar nada, deixando seus mandos e, como na maioria das vezes, seus desmandos com posições ditatoriais para que cada um pense no que quiser! Desde que continuem acreditando no seu Deus, pois, segundo a mesma igreja, é isso que ao fim e ao cabo interessa.

 

                            O “caso do mordomo” não foi nada, se for considerado todos os deslizes protagonizados ao longo do tempo. Nem é preciso a caça às bruxas ou a compra de uma cadeira no céu para que entendamos que o processo é sempre o mesmo: cuidado, se não for obedecidas dez regras, apesar de meu amor por você, seu destino será o fogo. É definitivamente muito fácil basear as lições alimentando tudo pelo medo e, a partir deste, utilizando razões que sempre indicam sacrifício sem razão ou sentimento sem sentir.

 

                            Só não digo “coitado do Papa”, porque ele também sabia que a engrenagem funciona nesta rotação, ou seja, é parte do sistema.

 

NO FIM

 

                            O marketing de um conclave é similar, e por isso mantém os mesmos efeitos midiáticos e os frutos, a um casamento da monarquia inglesa ou mesmo a exploração da morte de uma celebridade.

 

                           

 

 

 

 

 

 

 

 

 

POR QUE OS STONES NUNCA SERÃO BEATLES E MUITO MENOS LED

 

                           

                            Falamos todos dos anos 1960 e a partir deles de todo o resto do mundo.

 

                            Os Rolling Stones, considerada uma das maiores banda de rock and roll, em sentido lato, de todos os tempos, essencialmente pela sonoridade, capacidade de reinvenção e longevidade, nunca conseguiu, e nunca conseguirá, alcançar os Beatles e, na minha modestíssima amadora opinião, ficando mais longe ainda do Led Zeppelin.

 

                            Antes de mais nada, para localizar, não se trata de qualquer censura ou mesmo desconhecimento da qualidade extraordinária da banda e de suas influências. O que se busca é uma avaliação geral, onde as regras sociológicas devem preponderar.

 

                            Primeira questão diz respeito ao Pai dos Stones, ou seja, os Beatles. Aliás, os Beatles, inclusive, forneceram música para os Stones gravar no início de sua carreira, sendo que o contrário não é verdadeiro. Tal fato, aparentemente irrelevante, é balizador e sinalizador de quem é quem.

 

                            Segundo diz respeito a formação das bandas. Enquanto os Beatles, e mesmo o Led, sempre tiveram a mesma formação, do início ao fim (separação tornou insustentável a existência de qualquer uma delas), os Stones alteraram seus componentes e sua essência umbilical, sem que, evidentemente, a musicalidade fosse perdida, contudo não é disso que o texto se trata.

 

                            Outro aspecto importante, sobretudo em relação ao Led, é que vendeu, na época áurea de todos no início dos anos 1970, confrontando com os Stones, uma quantidade de discos infinitamente superior a estes, sem que a utilização de marketing ou de toda a espécie de mídia que os Stones sempre mantiveram em alta. O Led, por exemplo, nem mesmo fazia (permitia) a gravação de shows, sendo a raridade de somente dois, recentemente atualizada.

 

                            Ou seja, sem desprezar todos e suas importâncias ao cenário musical, por diversos aspectos, muitos nem elencados aqui, os Beatles e o Led Zeppelin sempre foram, e sempre o serão, superiores a pedra que rola.

 

NO FIM

 

                            Opinião de um amador, sujeito as chuvas e muitas trovoadas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ESCOLHAS

 

                            Todos têm suas características, sendo tal obviedade salutar e direcionadora para tudo aquilo que buscamos na vida.

 

                            Será?

 

                            Quando se busca construir uma casa, por exemplo, qual a parte dela que você se preocupa mais? Sendo a sala, talvez você seja ou preserve ser um comunicador; sendo a cozinha, você é, a partir de uma ou de um gourmet, um apreciador da boa comida, antes de tudo; se você pensa no banheiro, o que seria? Talvez um adepto a solidão que se manifesta dentro desta peça ou apreciador dos elementos que conduzem todos a este lugar; quanto a área de lazer, sendo este o lugar preferido, você se encaminha a troca de energia em busca do sentido de tudo, sendo tal procedimento alimentado pelo ócio, que nunca deixará de ser criativo; um escritório ou um gabinete, para aqueles que não conseguem sair e estar junto a tudo e a todos, sem que não tenha ninguém por ali. Enfim, qual o lugar da sua casa que você mais aprecia?

 

                            Eu, que estive já em alguns lugares, já gravitei por algumas peças, hoje me fixei definitivamente numa só: aquela que abrange todas que me fazem feliz.

 

                            Pensando sobre tal prisma, busquei na ação de abrir portas, fechar janelas e deixar o espaço o mais abrangente possível, fazer algumas interpretações.

 

                            A principal foi de que procurei buscar na retirada do muro balizador qualquer resistência ao novo e ao socializar. Parece fácil, mas posso garantir que não é.

 

                            Quero poder manter todas as paredes abertas, com todas as peças resumidas a uma só, para que ao fim tudo não passe de uma forma para que seja buscado o possível  visando a, mesmo efêmera, felicidade.

                            A busca será incessante e talvez ingrata. Mas, por todos, devemos sim tentar.

 

NO FIM

 

                            Muita água gelada e os cuidados necessários neste carnaval.

 

TODOS MORRERAM

 

                            Já morri algumas vezes, e sendo possível um fracionamento, ao menos, uma parte (grande) de mim já se foi,  a muito tempo, particularmente quando lembro que perdi o Jeffe e o Vinícius.

 

                            Domingo de madrugada morri mais uma vez, mais um pouco, como muitos, porque não há imunidade para o que aconteceu em Santa Maria.

 

                            A estipudez da situação, da forma, dos meios, da ação e da falta desta, da natureza onde tudo se estabeleceu não é para ser explicada, mesmo e especialmente porque não haverá explicação. Não será encontrado sentido, como por vezes nos deparamos em relação a vida. Não se encontra qualquer motivo para nada, porque o futuro ficou tão sem graça que o passar do tempo somente será o passar do tempo.

 

                            Dizer que agora é “um dia após o outro” é exatamente a falta de outra opção. O conforto que autorize um novo sorriso, uma nova alegria, um novo viver, jamais se apresentará. Será a superação, que virá, pois é da natureza humana, contudo jamais chegará ao estágio do “superado”.

 

                            As mães, pais, parentes, amigos, conhecidos, vizinhos, amigos dos amigos, amigos dos familiares, qualquer pessoa, mesmo que não tenha relação alguma ou conheça alguém envolvido no episódio, estão todos mortos. Eu estou morto.

 

                            Penso, especialmente, na mãe e no pai de todos. Não há castigo ou injustiça maior do que perder um filho. Não há dor similar. Não há explicação e ao menos sentido. Tudo isso é redundante, tudo isso é verdadeiro.

 

                            Muita informação ainda virá, dos heróis anônimos aos que de alguma forma se livraram da morte; dos que bravamente lutam para viver e daqueles que estão perdendo esta luta; dos possíveis culpados e das ações medievais que procuram dar uma satisfação à sociedade. Muito ainda está por vir. Nada alterará a essência, pois o filho, a filha, o irmão, o neto, o primo, o amigo, ficará no mesmo lugar que esteve no último domingo.                          

 

                            Para pessoas que não acreditam em céu ou inferno, em destino, em caminhos traçados, que num mínimo lapso racional conseguem absorver que as “grandes perguntas” não encontraram “grandes respostas”, muito menos na religião, a lógica será mantida, mesmo que, por outro lado, uma maioria respeitável, seguindo a leitura da crença, venha vincular a culpa no chamado Deus.

 

                            Os sinos dobram por todos nós.

 

NO FIM

 

                            Paz.

 

 

 

 

A NOVIDADE

 

                            Em época de circunstâncias, onde uma generosa parcela utiliza indumentária como “prato principal”, notadamente para o acesso aos espaços destinados ao mesmo fim, os lúdicos se apresentam definitivamente.

 

                            Tudo se estabelece. A forma é a mesma, com pequenos detalhes. Os passos tentam se encontrar, porque a vida é assim e para ela, especialmente em respeito dela, os limites superam um pequeno cercado dentro de um conjunto maior.

 

                            Nada supera a alegria de todos, sobretudo daqueles que são alegres pelo momento e para o momento.

 

                            Tudo sempre foi assim. Haverá de continuar.

 

A GUERRA

 

                            Claro que, para o aqui e para o agora, é literal. A disputa não passará das canchas, do fazer o melhor, ou talvez somente o bonito, pois impressionar nunca passa da manifestação íntima com respingos necessariamente público do egocentrismo.

 

                            A excitação é contagiante e, somente por isso, tudo deve ser dito naturalmente, com respeito e pequenas reverências.

 

JUNTOS

 

                            Quando a novidade era a guerra o paradoxo não é entre o feliz poeta e o esfomeado, porque tudo junto é a tradução exata daquilo que é vendido em relação aquilo que pode ser comprado.

 

                            Não sei, só sei que é assim!

 

 

NO FIM

                            Todos, ou quase,  com as calças típicas abotoadas no tornozelo.