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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

TEMPOS ESTRANHOS?



                            Em períodos férteis para as notícias falsas, ou, para alimentar palmas à língua opressora, das fake news, tudo pode acontecer, inclusive, para não dizer especialmente, a utilização dos profissionais da área que alimentam “informações” que são utilizadas pela massa de manobra, que são àqueles ventríloquos de qualquer coisa, desde que essa “coisa” seja de seu interesse.

                            Hoje temos intelectuais, sociólogos, juízes, advogados e toda uma gama de filósofos que se apresentam especialmente em redes sociais. Emitem opiniões variadas, sem inclusive ter vergonha do que dizem e do limite entre o certo e o errado, a partir de comezinha razoabilidade ou do bom senso.

                            É o chamado vale tudo! Vale, aliás, até bomba, como dizíamos todos nos antigos torneios de futebol por este interior a fora. Vale bomba, dedo no olho e até algo mais forte, desde que seja do meu time.

                            Se desenrola uma campanha política, curta e, em tese, econômica, que resta caracterizada exatamente pelo destempero, pela ignorância enraizada e pela cristalina utilização daquela já dita massa de manobra, que ao final entende estar fazendo algo especial ou simplesmente descarregando uma represada energia baseada exclusivamente no ódio.

                            Estamos sim no odiando. Nas esquinas, nas repartições, nas escolas, nos tribunais, nos colégios, nas famílias, dentro da nossa própria casa. Onde fomos realmente parar?

                            Não sei o limite. Não sei se ele efetivamente existe. Sei sim que a polarização chegou a um patamar que a solução deixou há muito de ser no campo das ideias, dos ideais e busca do bem da vida. Agora ou é a fogo ou a ferro!

                            Não esqueçamos, por último, quem são os fomentadores disso tudo. Quem são os apresentados como salvadores de uma pátria em frangalhos. Quem tem a “solução mágica” para os problemas que diariamente alimenta.

NO FIM

                            O que será disso tudo?

A CHUVA



                            Períodos bélicos/nostálgicos levam a recapitulação de fatos e acontecimentos. Lembrei, por algum motivo não definido, do periódico “A Chuva”. Lembram dele?

                            Vejam que nada passa incólume. Em recente pesquisa no Google encontrei menções sobre jornais que já circularam em Lagoa Vermelha e na região. E entre os quais, para minha agradável surpresa, encontrei referências ao jornal ‘A Chuva”, o que me deixou surpreendentemente vaidoso.

                            Foram poucos anos e exemplares, mas Graxaim das Coxilhas, Herman N. da Silva, Necitta Caixa Alta, Fiódor Pávlovitch, DuffFlea, Diogoção e Alzaimer, marcaram época.

                            Talvez se aproxime o momento do retorno do “pasquim” dos campos de cima da serra. Vai que tudo isso se materializa. Estou torcendo, como sempre.

FRIO E A INTROSPECÇÃO

                            Já debatemos por aqui. O frio é sinônimo de inevitável recolhimento e, por consequência, de introspecção e ausência de senso coletivo. O frio nos deixa sisudos. Ficamos não tão bem-humorados e procuramos organicamente na gastronomia nosso sossego.

                            Da estética do frio, como diz o Ramil, para o companheirismo que emerge dos estalos contagiantes de um fogo à lenha.

                            Vamos passar por esse também.

COMIDA PREFERIDA

                            Não tem jeito. Não é churrasco, carreteiro ou mesmo a polenta. A minha comida preferida, mesmo que isso não altere em absolutamente nada e não represente igualmente nada além do meu paladar, é a massa. E a com calabresa, regada a generosos temperos a partir de alho e óleo. Fazer o quê?

NO FIM

                            Sopa de agnolini e molho com pão nunca deve ser desprezado.  
                           

MISTÉRIO E AVENIDA PRINCIPAL



                            Inegavelmente a avenida principal de nossa cidade tem uma visão urbanística elogiável. Diria mais. Foi projetada de maneira extremamente inteligente. Avenida larga e com uma praça em sua extensão igualmente em proporções extraordinárias.

                            Aliás, talvez muitos não saibam, correu a notícia, há bons pares de anos passados, que o Luiz Antônio Assis Brasil, reconhecido escritor gaúcho, quando em visita em nossa terra foi enfático: só vi praças nestes moldes em Paris! Evidente que pode ter sido um exagero. Mas não deixa de registrar a excelência da via e o reconhecimento de quem a projetou.

                            Hoje vejo corte de árvores em nossas praças centrais de maneira sistemática. O que ouço é que tudo faz parte de um estudo de revitalização. Confesso que desconheço detalhes e mesmo quem foi o protagonista da ideia. Igualmente desconheço os termos de tal estudo/projeto. O que acho, todavia, é que, mesmo considerando que algumas espécimes causem prejuízo nas calçadas, em dias ventosos, etc., a extração é o ponto final da linha.

                            E neste aspecto vejo que alguns passos podem ter sido atropelados. Primeiro, o trabalho teve início há anos; portanto, não se trata de uma questão pontual, mas de uma continuidade; segundo, não presenciei uma discussão mais aprofundada com a comunidade sobre a forma e o procedimento de retirada de árvores e, eventualmente, recolocação de outras. E para aqueles que podem pensar que tal procedimento independe do aval da população, os digo: tecnicamente até pode ser verdade; entretanto, considerando o sentido coletivo, a importância do debate e, sobretudo, o respeito às origens, entendo que o pragmatismo neste aspecto é relativizado mortalmente.

                            Assim, pensando em nossa “pequena Paris”, confesso que fico desconfortável com tal procedimento. Poderia ser de outra forma. Mas talvez o que escrevo não tenha qualquer eco.

NO FIM

                            Poderia ser diferente.

LEMBREI DO RAUL



                            Dia desses estava eu aguardando o eclipse, o qual, aliás, não vi, e, por isso, não apostaria em sua presença, apesar de muitos alertarem ter aparecido, subitamente pensei no Raul. Sim, no Raul Seixas!

                            Disse ele muitas coisas em sua farta obra musical. Entre tais cantou “O dia em que a terra parou”. Seria neste dia em que ninguém faria nada, sairia de casa; nem mesmo para comprar pão, ir à missa ou promover qualquer ato.

                            Raul era visionário. Somente teve um pequeno equívoco quanto disse que isso seria “um dia”, ainda mais para nós, os brasileiros.

BEATLES FORAM OS MAIORES

                            Nunca tive dúvida. Porém, agora tendo assistido os dois últimos documentários sobre os Beatles tenho certeza de forma absoluta (existe isso?), que eles foram (e ainda são) os maiores. Aliás, muito maiores.
                            Por exemplo: um dia, há muito tempo, cheguei ventilar a possibilidade de comparação com Rolling Stones. Mas não há como. É muita distância. Aliás, os Rolling Stones e todos os demais somente existiram em sua plenitude porque haviam os Beatles. Todos partiram deles.

                            Perdoem-me, para utilizar um recurso cristão, àqueles que discordam. Os Beatles, juntos ou separados, não há a menor comparação. Aceitem, amigos!

CAROL

                            Semana que passou experimentei especial momento em minha já não tão curta existência. Estive na formatura de minha filha Luiza Carolina ou simplesmente da Carol. Compartilho minha alegria. Foram espaços ímpares e de grande emoção. Parabéns, filha!

NO FIM

                            Claro que não esqueci do Bob Dylan ou da minha predileção sobre todos: Led Zeppelin. Isso, entretanto, é outro papo.