Em tempos de exceção
como os vividos atualmente os debates são necessários e devidos. Por
consequência os embates inevitáveis.
Num desses o
criminalista Alberto Toron criticou o Conselho Federal da OAB, na
pessoa de seu presidente, o gaúcho Claudio Lamachia, classificando aquele como
“acorvardado” e em ataque direto disse que a “presidência está calada diante
dos ataques contra a sociedade”.
O presidente do
Conselho da OAB contrapôs afirmando que a “entidade não se preocupa em defender
os clientes de advogados”.
Na tréplica, o
criminalista disse: “Quem pediu para que a OAB defendesse nossos clientes? Nós
só pedimos que nossa entidade, de um jeito ou de outro, se manifestasse sobre
as questões postas em debate”.
Diversos juristas se
manifestaram: Leonardo Yarochewskt (advogado e professor da PUC/MG) disse que
“A sociedade e, especialmente, a OAB precisam entender definitivamente que o
verdadeiro cliente do advogado criminalista é a liberdade”. Fábio Tofic
(advogado e Presidente do Instituto de Defesa do Direito de Defesa) questiona o
“vazio” que precisa ser preenchido quanto a omissão da OAB frente aos
advogados. Fernando Fernandes (advogado,
doutor em Ciências Políticas e mestre em Direito Penal): “Não se quer que a OAB
substitua os advogados, mas defenda os direitos fundamentais”. Marcelo Nobre
(advogado e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça: “O que se espera de
um presidente da OAB do Brasil é que ele honre o juramento que fez quando
assumiu o honroso cargo”; “É inaceitável ver um presidente da OAB desconectado
das lutas democráticas e discursando de forma a agradar uma parcela de
palpiteiros sem qualquer compromisso com os direitos e garantias dos
brasileiros que estão sofrendo a violência estatal. Roberto Podval (advogado
criminalista): “Acompanhei entristecido sua manifestação (do presidente
Lamachia) em contraponto às críticas de Toron, que em síntese cobrava-lhe uma
postura pró-ativa contra os abusos e excessos que temos sofrido”. E conclui: “Não
precisamos que V. Sa. defenda nossos clientes, tampouco, precisamos de ajuda
institucional para nossos casos, para isto nós advogados nos ajudamos
reciprocamente, mas esperamos sim, que nosso bâtonnier não se perca no discurso
fácil e barato da luta contra a corrupção a qualquer preço. Enfim, espero que
estas poucas palavras, possam servir para acordá-lo, como um convite a dividir
nossas trincheiras e para que nesses meses que findam Vosso mandato, possamos
tê-lo conosco ativamente na defesa da advocacia criminal, até porque, é isto
que esperamos do Presidente da OAB Federal”.
NO FIM
Lembram de Raymundo
Faoro?