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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

DIZER NADA




 

                            Nunca tive muito. Porém, atualmente, tenho praticamente nada a dizer. Penso na reforma do ensino, onde filosofia, artes, ente outras, restam desprezadas. Penso no papagaio de pirata que antecipa uma “sigilosa” operação policial. Não esqueço, do que li, vi e refleti sobre o extermínio no Carandiru e  que agora vê-se tudo anulado. Não esqueço da sistematização e orquestração de um golpe. Não deixo de pensar no Cunha livre, leve e solto. Não tenho quase nada mesmo a dizer.

ENTREVISTA

                            Assisti despretensiosamente no início, confesso, a entre vista do médico Silvano Raia, pioneiro em cirurgia de fígado na América Latina e retirei desta algumas coisas interessantes. Não só pelo aspecto médico em si, como, por exemplo, a pioneira técnica de transplante de fígado em crianças, hoje utilizada no mundo todo. Mas, de forma especial, pela abordagem também sob a perspectiva médica do conceito de ética a partir dos ensinamentos de Max Weber.

                            Em momentos como o presente de manifestação sanguínea e pontual no exercício da democracia em sua mais profunda essência, a ética é a bússola a ser perseguida.

                            Weber confrontou o que chamou de ética da convicção com a ética da responsabilidade. São os valores que orientam versus os valores possíveis. É a balança entre o ideal e o que pode ser feito. É a escolha e a prova do juízo pessoal. É o conflito entre a promessa e a realidade.

                            Não esqueçamos de que ela, a ética, ainda existe.

 

COLORADO

                            Errei o primeiro prognóstico. Voltamos perdendo. Continuamos a luta! Não vai ser nada fácil. Vai dar. Espero!

NO FIM

                            São os valores.

RODOVIÁRIA




                                     

                            Existem lugares que deveriam ser proibidos de fechar, e a “nossa” rodoviária é um desses.

                            Recebo a notícia que os últimos ônibus aportarão lá até o dia 16 próximo. Ficará mais uma lembrança, como tantas, de todas as épocas (Cine Guairacá e Colégio Duque de Caxias), guardadas todas as proporções e razão de existência de cada um.

                            Por residir sempre nas cercanias da nossa “Estação Rodoviária” lembro claramente das chamadas: “atenção, senhores passageiros, partirá o ônibus com destino a Barretos, Fátima, Tupinambá e por ai ia. Queiram ocupar os seus lugares e boa viagem!”.

                            O progresso, a modernidade, traz consigo efeitos colaterais e o fechamento deve ter também relação com isso.

                            Seguirá, dizem, a venda de passagens e um ponto de embarque/desembarque. Mas, certamente, aquela chamada nunca mais voltará, e todos restarão saudosos dos microfones a da “boa viagem”.

CRIATIVIDADE

                            A minha impressão é que as propagandas eleitorais, especialmente em rádios/TV, pecam pela falta de criatividade e por isso se tornam enfadonhas e muito chatas. Vejo que a maioria diz a mesma coisa, sem absolutamente nenhuma “perfumada” na fala, sendo possível apertar a tecla “repetir tudo” e quase nada muda de um para o outro.

                            O último grande inovador foi o Enéas. Tinha pouco mais de alguns segundos e, pela estratégia, ficou, na eleição para Presidente da República em 1994 em terceiro lugar, à frente do Brizola, Quércia e atrás somente do Lula e do Fernando Henrique.

                            Eu achava horrível, das falas às ideias. Mas a propaganda vinha com a 5ª Sinfonia de Beethoven ao fundo, o que não deixava de ser outro “grande lance” e demonstrava que estava sempre sobre a média.

                            Pretendentes, vamos ser um pouco mais do que muito simplório!

NO FIM

                            O silêncio às vezes não é sempre aliado.

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

AQUARIUS




 

                            Assisti o filme Aquarius e gostei muito. Muito mesmo! Fazia algum tempo que não ficava sentado até passar quase todas as legendas ao final.

                            A atuação da Sônia Braga é sensacional. Agora os momentos dos discos de vinil e a trilha sonora é o ápice.

                            Sem prejuízos, o filme trata do Brasil. Suas mazelas, lutas de classes, capitalismo desenfreado, corrupção, ajeite e pressão. É tudo o que sempre foi. E é tudo agora muito pior.

                            O principal: no final teve muitos aplausos e um sonoro “foraaaa”. Gostei mais ainda!

CHURRASCO

                            Apesar de ser minha vez, fui à residência dos amigos Joel/Márcia, juntamente com o colega Aldoir, o Ademar e o Rodrigo, e saboreamos um suculento churrasco, animado por um arroz clássico e saladas diversas, tudo sob o manto e a degustação de exemplares da nossa bebida favorita (será só minha?): o vinho!

                            Entre goles e palavras falamos de muito; de quase tudo o que norteia nossa atualidade. Divergimos (ainda bem), mas não deixamos em momento algum de gravitar entre o impedimento da Presidente e a situação do Glorioso Internacional, o que, aliás, também foi dito, é nosso principal problema.

                            Ao final, após ser agraciado com o empréstimo de um livro pelo anfitrião, o importante é que saímos mais felizes, renovados e com a certeza de que, finalmente, a próxima os receberei em meu território.

                            Vinhos que nos esperem.

NO FIM

                            Não vai ter sossego.