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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

TESES




 

                            A confusão, o desmando ou a falta de comando que o país experimenta é algo gigantesco. Ninguém se entende. O jogo está sendo muito duro. As instituições são testadas a todo o momento e não conseguem responder. O Estado se curva e todos nos vemos sem saber para onde correr.

                            O foco já foi quase exclusivamente voltado à saúde. Todos diziam que a “saúde está falida”, o sistema não absorve as necessidades, tornando este setor o que canalizava maiores concentrações e ações.

                            Agora, o foco é, além dela, a saúde, educação, segurança, presídios, judiciário, alimentos, juros, relacionamentos, hierarquia, qualidade, ações, reações, omissões, etc.

                            Quando na casa não há respeito, todos os cômodos são utilizados para o que se bem entender. No Brasil está assim: como não há mais respeitos, as instituições enfraqueceram e quem manda é outros criminosos, os que hipoteticamente ficam atrás das grades.

                            O pior é que a realidade pavimenta um caminho em direção ao extremo; ao extremismo que uma importante parcela aposta que é a saída, sem conhecer o mínimo que é o simples direito de ter o direito de pensar assim. Talvez na condição extrema não exista tal direito e nem mesmo a liberdade de pensar desta ou daquela forma.

                            Uma grande virtude é o aprendizado vindo das experiências. Tal condição está lançada ao calabouço. O caminho é pavimentado gradativamente e sistematicamente com o foco na “minha luta”.

                            Que se construam pontes ao invés de muros.

NO FIM

                            Todos sabem.

 

 

DIFICULDADES




 

                            Em época de chuvas de verão renascem dificuldades que não consigo superar. Uma delas é entrar no carro com o guarda-chuva aberto. Sempre na tentativa de fechá-lo, com a porta aberta e a água entrando por todos os lados as consequências são muitas. É tudo molhado: camisa, calça, banco, direção, tapete, óculos, sem contar que não se acha um lugar para fixar adequadamente o instrumento.

                            Têm situações piores, eu sei. Parar na faixa de segurança e ficar olhando pelo retrovisor o carro que se aproxima perigosamente e ao mesmo tempo você olha para frente e a pessoa acaba de iniciar a travessia. É praticamente o caos.

                            Outra é aquela em que dois carros atravessam a avenida um do lado do outro para que os motoristas possam revisar todos os assuntos que provavelmente irão influir na bolsa de valores ou, ao menos, determinar o aumento da taxa de emprego.

                            Ah, não posso esquecer os que transitam exatamente a 2km/h do lado direito da pista. Esses são impagáveis.

                            Agora, superar os motoristas que se deslocam milimetricamente no meio das duas pistas, não dando qualquer chance de ultrapassagem por qualquer dos lados, é o ápice da loucura.

                            Somando todos esses fatores e quando percebo aos domingos que o congestionamento da sinaleira da Avenida Afonso Pena chega perto da quadra do hospital, definitivamente operam-se pequenos milagres (um conceito cristão para relaxar) pelo baixo número de acidentes. Ponto positivo!

                            Amigos e amigas, o melhor mesmo é a chuvinha no final do dia, especialmente num domingo, quando tudo é alimentado pelo guarda-chuva e o ingresso no veículo. Nada vai nos separar.

NO FIM

                            Venho homenageando Hemingway desde o início do verão, com Mojito preparado e hortelã da nossa horta.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

AME-O OU DEIXE-O




 

                            Para os que não sabem ou mesmo não lembram a ditadura militar produziu um marketing feroz para sustentar o regime. Frases como “ame-o ou deixe-o; musicas dizendo: “este é um país que vai pra frente” ou “ninguém segura a juventude”, tinham essencialmente o objetivo de dar credibilidade e fomentar o sentimento de apoio da população ao golpe.

                            Vou fixar-me unicamente na célebre “ame-o ou deixe-o”. O sentido da afirmação já é a essência do autoritarismo. Ou seja, não há qualquer possibilidade de uma análise democrática ou de qualquer discussão. Ou concorda e ama; ou discorda e pega suas malas.

                            E o pior disso tudo é que a massa, ou uma importante quantidade dela, acreditou que o sentido era o bem. Que não havia inserido dentro do sentido maior exatamente a ordem militar da qual se aceita ou vai embora, sem espaço para argumentação.

                            Não se poderia desta forma, continuar amando e ao mesmo tempo dizer que algumas coisas mereceriam ser questionadas, e mudadas, no objetivo de amar mais ainda. Não, era simplesmente “ame-o ou deixe-o”, sem pensar, só aceitar.

                            A sensação de que a presença desta trágica e ufanista afirmação está mais evidente do que nunca me incomoda por demais ultimamente. Não quero deixar mesmo que não esteja amando. Quero o direito de mudar, amando. Não quero em 2017 ter a condicionante que fora experimentada há 50 anos. Quero evolução!

                            Talvez seja o caso de ficar assim mesmo, uma vez que aqui tem o sorvete belga häagen dazs em fartura e isso justificaria amar e não deixar o país.

                            Estou em dúvida.

NO FIM

                            Pode sobrar somente o sorvete seco que vinha bexiguinha dentro.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

QUALIDADE




 

                            Nestes dias em que o sol e a chuva se cruzam como nunca ou como somente o fazem na estação; também em período dos conflitos gastronômicos e etílicos, através de pequenas inserções na literatura, permaneci por tempo razoável pensando no ensino, sua forma e sistema.

                            Os mais experientes sempre lembram do finado “exame de admissão”, que nada mais traduzia senão a passagem de um estágio ao outro da grade curricular. Após, a partilha deu-se em primeiro e segundo grau. Agora temos ensino fundamental e médio, com a repartição em anos e não mais em séries.

                            Certo. Mas qual a exata intenção dessa singela reforma no sistema? Obviamente a visão é para e refletir a evolução. Que tudo seja adaptado aos tempos. Assim, tenho uma pergunta? O que efetivamente altera sob o aspecto educacional?

                            Nada, digo eu. A essência não foi enfrentada.

                            Enquanto todos nós permanecermos na imitação como forma de aprendizado nada será alterado. Já pensaram, como bem lembrou Robert Pirsig, por que as crianças antes de entrar na escola não têm o hábito da imitação e por que esta (a imitação) somente se manifesta quando entram na escola?

                            Enquanto restar fomentada a imitação em detrimento da criatividade de nada adiantará trocar o clássico pelas séries e estas pelos anos, porque tudo continuará na mesma sequência, ou seja, tudo igual.

                            Então vamos mudar o ensino. Esqueci: temos primeiro que pagar os professores dignamente e, pasmem, em dia!

                            Sim, está tudo fora da ordem.

NO FIM

                            Qual é exatamente a saída?