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quinta-feira, 14 de novembro de 2013


JUREMIR

 

                            Recebo um telefonema do amigo Ademar convidando-me para participar do programa Lagoa Debate, onde a pauta seria uma roda de conversa com o professor Juremir Machado da Silva, Patrono da Feira do Livro.

 

                            Prontamente aceitei, agradecido, pois seria a oportunidade de conversar com um grande escritor e exímio polemista, predicados que nunca desprezei.

 

                            Encontramo-nos no estúdio da rádio Lagoa FM, juntamente com o colega Paulo Sgarbossa e pudemos desfrutar da franqueza, da simplicidade e especialmente do conhecimento do professor Juremir, o qual gravitou sobre muitos assuntos que conhecidamente fazem parte de seu cotidiano.

 

                            Falamos e debatemos sobre bolsa-família (que para muitos foi criação do Lula), bolsa-rico, juros camaradas para determinada parcela da população, juros desanimadores para os pobres mortais; Jango, sua história e exumação que se avizinha; sobre sua predileção ao Clube do Povo; sobre ter declinado (após oito indicações) de ter o seu nome para Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, etc.

 

                            Todos nos embebedamos com sua participação, seu conhecimento linear e sua coerência, independente de concordância, discordância ou ratificações.

 

                            Somente ficou faltando uma coisa: tempo. Pois tínhamos muito ainda o que falar, a prova é que o próprio Juremir, ao final da conversa, disse: eu ficaria aqui conversando com vocês por muito mais tempo, o quanto vocês quisessem.

 

                            Este é o Juremir, um grande sujeito!

 

FEIRA DO LIVRO

 

                            Gostei muito da “nossa” Feira do Livro (parabéns a todos), não somente pela pauta ou pelos convidados, mas de uma maneira especialíssima pela participação infanto-juvenil (ainda existe esta expressão?). Vi muitos jovens e muitas crianças, alguns “perdidos”, mas certamente no caminho de que irá ali, bem pertinho, se encontrar.

 

                            Viva a feira e viva (m) os livros.

 

NO FIM

 

                            O patrimônio que uma movimentação cultural deixa é algo imensurável.

 

                           

 

SER TALVEZ HUMANO

 

                            Caminho sem documentos e vejo lançado num muro qualquer: Soy un ser humano, no doblar, romper o torcer. Imediatamente paro e fico analisando a profundidade daquilo que lá está, sem, contudo, deixar de igualmente enfrentar e perceber a multidão anônima que transita. O anonimato da frase contagia intensamente como o povo acostumado ou, possivelmente, desinteressado pelo cotidiano dos passos recorrentes daquele lugar.

 

                            Um lugar onde a energia se espante nas esquinas; onde as pessoas ou las personas não passam de um mesmo povo, dentro do mesmo sistema e que buscam o mesmo fim.

 

                            Não se trata de inveja. Longe disso. Propaga-se aleatoriamente e indefinidamente como aquele sujeito que fala transpirando confiança sem exigi-la. Ou aquele outro que a indefinição é tanta que nem mesmo sua idade poderá ser desvendada. Naturalmente ser humano.

 

                            Continuo. Acompanho meus passos e todos os demais que circundam e deparo-me com uma cena encantadora: um mendigo tocando saxofone. Muitas mesas, repletas de pessoas, de copos que se tocavam num verdadeiro balé; de xícaras que subiam e novamente desciam repousando sob uma base que também mantinha sintonia com a música. Percebia a vida pulsando e, outra vez, pensei na felicidade, sua efemeridade, no fim e no recomeço. Ah vida! Que bela e que traiçoeira sua presença.

 

                            Não pude desviar mais do músico, que matinha um surrado chapéu de pano onde repousavam escassas moedas, que poderiam ser traduzidas num café, num sanduiche ou mais provavelmente na busca de um refúgio líquido e alucinógeno que lhe desse o combustível necessário para que viesse a seguir.

 

                            Tudo não passava do evidente. Tudo era conhecido.

 

NO FIM

 

                            Como entender que o pequeno possa ser tão grande?

 

 

O MEDÍOCRE

 

                            A mediocridade humana não tem limites. Experimento prova disso cotidianamente. O medíocre se manifesta, na maioria das vezes, achando que está “por cima”, que está “agradando”, mal sabendo que não ultrapassa os limites da sua insignificância. Talvez não, ele é sim significante, mas como medíocre e nada mais!

 

                            O medíocre é primo/irmão do imbecil e parente muito próximo do covarde. Aliás, quando numa só pessoa são agregados todos esses “predicados”, aí sim fica completo. Temos, de forma definitiva, o mais perfeito idiota.

 

                            O mais interessante é que o medíocre geralmente é fantoche, ao contrário do que ele mesmo pensa, sendo que, também por isso, é o que é, e nada mais.

 

                            O parentesco com a imbecilidade o faz um ser humano no pior de seu exemplar. Ele é exatamente tudo aquilo que é desprezível, descartável e sugere ao final o retorno da sociedade à época das cavernas. Possivelmente não, pois os homens das cavernas tinham a ruptura para evoluir como marco; na ultrapassagem de suas limitações como foco. O medíocre, contrariamente, não passa de um pseudoconhecedor de sua natureza, o que o torna verticalmente aquilo que é: um vácuo, um nada.

                             

                            Não são necessárias teorias - apesar do excelente O Homem Medíocre de José Ingenieros, para os perigos e as evidências do rebaixamento moral tão impregnado e tão recorrente.

 

                            A espécie cada vez mais sem rumo e dissociada do espírito coletivo, do suprimento de todos por todos, de uns pelos outros, porque o Idiota não navega somente em águas rasas.

 

NO FIM

 

                            Quanto eu estiver cantando não se aproxime.

TODAS AS LUZES

 

                             Perseguindo a solidificação final de um conflito, tanto pra um lado como para outro ou, de certa forma, se mantendo convenientemente sobre o meio, encontrei sinais num improvável caminho.

 

                                   Assistindo domingo, exatamente no período crítico de um dia sempre ou ordinariamente crítico, um filme comum chamado As Palavras, em tradução literal, após passar por John Fante (sugiro A Irmandade da Uva, apesar de Pergunte ao Pó ser o clássico) veio o que esperava: todos fazem escolhas, o difícil é conviver com elas.

 

                            Em Crossroads ou na Encruzilhada onde se cruzam duas ou mais ruas, estradas, caminhos, vidas, é exatamente onde as maiores são feitas. As maiores e as menores, pouco importa.

 

PODER

 

                            Luc Ferry, lembrado esta semana por um amigo, e por tal razão repito, disse que a sabedoria pode ser resumida na seguinte frase: espere menos, lamente menos e ame mais.

 

                            Ou Hemingway no poder de síntese para algo chocante: For sale: baby shoes, never worn.

 

                            O problema é quando se pensa tarde demais ou a mediocridade teima em preponderar, mesmo sobre o óbvio.

 

                            Saudades do Monty Python e do Alberto Roberto.

 

 

NO FIM

 

                            Quem não tem colírio usa óculos escuros.

 

 

terça-feira, 1 de outubro de 2013


GRANDES INVENÇÕES

 

                            No programa semanal Roda de Conversa, que vai ao ar na rádio Lagoa FM todas as terças-feiras às 21h, no qual os indicadores projetam, sem modéstia, audiência fantástica, apesar do embate por vezes ingrato com as novelas midiáticas, lancei uma indagação: depois da descoberta do fogo, da invenção da roda, qual a maior descoberta?

 

                            No momento dúvidas gravitaram sobre os colegas de debate, pois a resposta dificilmente seria única, a partir do avião,  da luz elétrica, da penicilina, etc.

 

                            Eu, que apresentei e propus o debate, parti de um dado único: o que o ser humano visa, essencialmente? A resposta é uma só: ser feliz!

 

                            Pois bem, o que traz a felicidade (sempre analisada sob o prima da efemeridade, como não poderia e nunca poderá ser diferente)? O que move o mundo? Muito poderia ser dito: não ser uma pessoa doente; viver com dignidade; poder realizar alguns sonhos (os prioritários ao menos); ver o sucesso dos seus; ter amigos; tomar um bom chardonnay à sombra, etc, e muitos etc.

 

                            Mas ser feliz passa pelo encontro consigo mesmo, por estar bem. E para isso é necessário também, além de escovar os dentes, ter uma vida sexual saudável.

 

                            Portanto, o citrato de sildenafila, o tadalafila ou verdenafila, devem ser, no mínimo, incluídos entre as grandes descobertas da humanidade.

 

                            Alguém duvida?

 

CONTRAPONTO

 

                            O colega e amigo dr. Diógenes Lobo mantém contato telefônico e apresenta seu contraponto em relação ao conteúdo da última coluna. Combinamos nos encontrar para aprimorar, amplificar o assunto e, juntos, buscar evoluir.

 

NO FIM

 

                            Abraços aos colegas Filipe Zonta, Rogério Grigol, Altair Ramos e ao professor Nei Godinho, com os quais aprendo toda semana.

 

 

 

 

 

 

CUIDADOS

 

                            Sempre que falamos de paixões todo cuidado é pouco, especialmente para que a opinião não seja utilizada como munição pelos raivosos.

 

                            A guerra civil conhecida como Revolução Farroupilha, e como todos sabem, foi uma ação oligarca. Os interesses sempre estivem bem definidos, ou seja, os grandes proprietários buscavam cegamente seus objetivos, como, aliás, não poderia ser diferente.

 

                            Todavia, não se pode olvidar, que a revolução foi alicerçada monetariamente e essencialmente no comércio de escravos, aos quais foi prometida alforria no caso de vitória sobre o Império.

 

                            Igualmente é verdade que a Batalha (ou traição) dos Porongos, conflito derradeiro na guerra, foi uma ação combinada e que determinou o massacre dos conhecidos Lanceiros Negros. Com isso, a promessa abolucionista seria relativizada. Tudo orquestrado.

 

                            O jornalista e professor Márcio Cavalli, em recente coluna para um jornal de grande circulação, disse: “... O Amor às coisas do Rio Grande não se formou nos combates e não se sustenta por epopeias de versões montadas. Por isso, celebremos a Semana do Gaúcho sem perpetuar como feitos gloriosos os interesses de meia dúzia de estancieiros que quiseram que o Rio Grande se associasse às suas causas ...”.

 

                            O Rio Grande do Sul, sua história e tradição, é muito, mas muito maior que uma guerra, que, aliás, foi perdida, e que, por tudo, não deveria ser cultuada como paradigma até mesmo nas linhas do Hino.

 

                            Evidente que o Gaúcho, que é o que efetivamente interessa, é um contestador, um desbravador, um corajoso e muito mais. Contudo, todos os adjetivos não merecem permanecer gravitando sob a fumaça de uma guerra que, definitivamente, não é, ainda hoje, corretamente contada.

 

NO FIM

 

                            Viva o povo gaúcho.

 

 

 

 

DEFESA

 

                            Começo a partir de uma animada conversa de rua: quer guabiju, chacoalha o galho! Ou seja, faça e não espere acontecer.

 

                            Tal marco regulatório de convivência deveria pautar nossas ações, contudo, sem culpa, mas pela cultura, a inércia sobre os assuntos, sobretudo os de maiores relevância, não ultrapassam os muros da falta de comprometimento.

 

                            Falo sem a intenção de mudança. Falo por falar, sem que minha atitude vise, ao fim e ao cabo, alterar um estado letárgico recorrente.

 

                            Não sei, só sei que é assim!

 

EMBARGOS

 

                            Sem ingresso no desanimador juridiquês, o recurso de nome feio, ou embargos infringentes, devem sim ser admitidos no Supremo Tribunal Federal na AP 470 que julga os personagens do conhecido mensalão, pelo simples fato de que há previsão no regimento interno da Corte para tanto, norma que não foi revogada como sustentam alguns.

 

                            Escrevo antes de iniciarem os debates sobre o acolhimento ou não do recurso. Espero que os ares de “celeridade” (o judiciário já esqueceu a muito o que é isso) não levem a um atentado a ordem legal e, independentemente de quem são os réus, a análise da admissibilidade do recurso fique adstrita as normas e os princípios legais.

 

DESFECHO

 

                            Acho que, uma vez admitidos os embargos infringentes, poderá ocorrer a mudança em algumas das penas aplicadas, aliás, tal recurso visa exatamente isso, é a lei.

 

                            Caindo a pena de formação de quadrilha, muitos, talvez a quase totalidade, poderão invocar um trocadilho dos bancos escolares: agora poderemos dormir com os pés espalhados.

 

NO FIM

 

                            Eu acredito é na rapaziada.   

 

 

 

 

 

 

 

 

quinta-feira, 15 de agosto de 2013


LÓGICA

 

                            Escrevo pensando no que o cotidiano regional e recente nos apresenta. O frio não é mais novidade e para quem, como eu, pensava (e torcia) que ultrapassado junho estávamos “salvos”, experimentamos um revés definitivo com julho e, sobretudo com agosto. Nada de diferente, o que, contudo, nunca anulará a luta.

 

                            Seguindo na mesma esteira, quando o termômetro teima em não ultrapassar a barreira dos 4 ou 5 graus durante o dia é porque a situação está brasina, talvez pecuária como observou bem outro nativo. Igualmente, nada de diferente, todavia a luta continua.

 

                            Ao sair de casa pela manhã, após todo o processo para desgrudar-me da cama, o qual passa por uma sessão de autoanálise, sobre a necessidade de mudança para o nordeste, sobre a impossibilidade de raciocínio em temperaturas extremas, sobre a procura no Google de capas para o nariz, sobre a forma pela qual as extremidades devem ser protegidas enquanto deitados e também após o ritual de passagem que culmina com o lavar do rosto, enfim entre tantas dúvidas que se manifestam com gélida propriedade no espaço anual que ultrapassamos agora.

 

                            Alguém disse: há certamente “coisas” muito piores. Certamente que sim, mas não será uma visão conformista e de acomodação que trará a resposta ou o conforto para enfrentar esta loucura.

 

                            Qual a solução? Foi dito que o “negócio” é não pensar. É levantar imediatamente e começar a movimentação no esquema retilíneo, uniforme ou simplesmente colocar no automático.

 

                            Não serve. Esta história de “não pensar” comigo não dá certo, pois é evidente que ninguém pensa nessa hora, porque tudo está congelado, inclusive a sinapse.

 

                            Talvez uma alternativa seja sim pensar que estamos a cada dia, mais próximos da primavera e do verão, onde tudo muda.

 

                            Porém, nasce outro problema: o calor que será, com certeza, novamente insuportável!

 

                            O ser humano é terrível!

 

NO FIM

 

                            Será possível a evolução sem efeito colateral?

 

 

                           

 

 

 

                           

 

 

        

 

 

 

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


UMA BUSCA

 

                            Renovando algumas questões que nunca descartam a inserção em “águas profundas”, após fervorosa discussão à mesa, cheguei a conclusão que Freud, muito provavelmente, não passa de uma fraude, com escusas ao trocadilho infame.

 

                            Não tenho certeza (ainda bem), porém caminho sob tal órbita, especialmente quando trago a matéria “ser feliz”, gravitando em Bauman a partir do Mal Estar da Civilização de Freud.

 

                            Dizia eu, com ressonância, que muitas vezes cheguei a conclusão sobre “odiar o ser humano”, não especificamente, por óbvio, um ser humano, mas o ser humano. Tal condição abriu caminho para um debate que chegou até o conceito de perdão como construção cristã. Daí tudo se desenvolveu.

 

                            Segundo Freud, há três razões básicas para definir que o homem nunca será feliz ou a felicidade é inalcançável: o medo da morte, a decadência corporal e a relação com ou outros serem humano.

 

                            Portanto, diz Freud, a felicidade é ao fim o afastamento do desprazer. Será?

 

                            Bauman, por zua vez, sobre o tema assim se manifesta: "Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo".

 

                            Escuto, ordinariamente e com pesar, muitos sustentarem que a felicidade é fracionada em “momentos”, sugerindo que nossa vida é pautada pela absorção dos momentos e não como reflexo de um todo, de algo uno.

 

                            Chego a conclusão que é definitivamente impuro considerar quebra molas como balizador da essência humana.

 

                            Só isso.

                           

                           

NO FIM

 

                            Johnny Depp: Investiguei vinho e bebidas fortes a fundo, e com certeza eles me investigaram também, e descobrimos que nos damos muito bem, talvez até demais.  

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


O CARA

 

                            Tivemos ou temos Beethoven, Dostoiévski, Muhammad Ali, Baryshnikov, Picasso, Bob Dylan, Ney Matogrosso, Robert Plant, como também o Oitavo Rei de Roma, o qual o Micka encontrou numa bela tarde de sol porto-alegrense.

 

 

ESPAÇO PARA SER INSERIDA A FOTO

 

 

        

                            Nada como ter a possibilidade de referenciar um dos maiores. Não é para muitos! Só pararraros!

 

 

MUITO BOM

 

                            Não, muito bom não. Excelente é a palavra que mais se encaixa sobre o novo espaço gourmet de Lagoa Vermelha. Uma mistura de bistrô, com ambiente tranquilo e familiar, inteligentemente decorado, onde se pode apreciar e degustar uma variação de pratos nunca vista antes por estes lados do pampa gaúcho.

 

                            A Itália é aqui! Sucesso à Casa Toscana.

 

O OUTRO CARA

 

                            Na semana em que se comemora o aniversário de Mário Quintana lembro que nunca saí da casa onde nasci.

 

                           

 

NO FIM

 

                            A partida sem regresso é sempre a vitória da morte.