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quarta-feira, 13 de julho de 2016

CASÃO




                            Assisti (duas vezes) no programa Resenha da ESPN/Brasil uma entrevista com o jogador de futebol Casagrande. Como entrevistadores os igualmente ex-jogadores Sorín, Djalminha e Alex, junto ao âncora Rodrigo Rodrigues.

                            Senti um misto de entusiasmo e de decepção.

                            O entusiasmo deu-se porque Casagrande além de um extraordinário jogador de futebol foi um personagem com atitude, com opinião. Junto ao mais extraordinário ainda, doutor Sócrates, foi protagonista da chamada democracia no futebol, onde os jogadores exigiam participar das decisões dos clubes, tinham inserções na política e não temiam alardear suas opiniões e preferências.

                            A decepção vem em seguida: o que temos hoje e talvez há muito tempo?  Jogadores nada preocupados com o país e com a imagem que possuem em benefício deste. Temos jogadores preocupados somente com o penteado e a amealhar muitos e muitos mais dólares, euros.

                            Não existe mais referência como figuras com protagonismo a partir da fama. Lembro-me da campanha das diretas, só para ficar num exemplo básico.

                            Casagrande fala e falou sobre todas as questões, inclusive sobre seus problemas pessoais, vícios, etc. Contudo em qualquer momento deixou de falar com a consciência de quem sempre teve coragem de dizer o que pensa sem o receio de que isso pudesse prejudicar seu próximo contrato.

                            Isso não existe mais. Ou vocês viram algum jogador se manifestar sobre a podridão da CBF? Ex-presidente “refugiado” nos EUA. Outro ex-presidente preso. E o atual, não pode viajar com a seleção de medo de ser preso!

                            Como na música, na literatura, no futebol estamos muito pobres.

NO FIM

                            Quero mudança!

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