Assisti (duas vezes)
no programa Resenha da ESPN/Brasil uma entrevista com o jogador de futebol Casagrande.
Como entrevistadores os igualmente ex-jogadores Sorín, Djalminha e Alex, junto
ao âncora Rodrigo Rodrigues.
Senti um misto de
entusiasmo e de decepção.
O entusiasmo deu-se
porque Casagrande além de um extraordinário jogador de futebol foi um
personagem com atitude, com opinião. Junto ao mais extraordinário ainda, doutor
Sócrates, foi protagonista da chamada democracia no futebol, onde os jogadores
exigiam participar das decisões dos clubes, tinham inserções na política e não
temiam alardear suas opiniões e preferências.
A decepção vem em
seguida: o que temos hoje e talvez há muito tempo? Jogadores nada preocupados com o país e com a
imagem que possuem em benefício deste. Temos jogadores preocupados somente com
o penteado e a amealhar muitos e muitos mais dólares, euros.
Não existe mais
referência como figuras com protagonismo a partir da fama. Lembro-me da
campanha das diretas, só para ficar num exemplo básico.
Casagrande fala e
falou sobre todas as questões, inclusive sobre seus problemas pessoais, vícios,
etc. Contudo em qualquer momento deixou de falar com a consciência de quem
sempre teve coragem de dizer o que pensa sem o receio de que isso pudesse
prejudicar seu próximo contrato.
Isso não existe
mais. Ou vocês viram algum jogador se manifestar sobre a podridão da CBF?
Ex-presidente “refugiado” nos EUA. Outro ex-presidente preso. E o atual, não
pode viajar com a seleção de medo de ser preso!
Como na música, na
literatura, no futebol estamos muito pobres.
NO FIM
Quero mudança!
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