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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

REFORMA DA PREVIDÊNCIA



                            Vocês, amigos leitores, deram uma olhadinha na proposta de reforma da previdência? Se não ainda, sugiro que fiquem sentados. Não. Fiquem bem sentados e se possível com alguma proteção nas cercanias.

                            Pequenos exemplos: hoje, por idade, o homem pode se aposentar (trabalhador urbano) com 65 anos, a mulher com 60 anos, tendo no mínimo 15 anos de contribuição. Na proposta do governo a idade para o homem continua aos 65 anos, a da mulher aumenta para 62 anos e o tempo mínimo de contribuição será de 20 anos. Os professores, que hoje, se aposentam, os homens com 55 anos mais 30 de contribuição, e a mulher com 50 anos mais 25 de contribuição, passarão a ambos ter 60 anos com 30 de contribuição.

                            Aos trabalhadores urbanos, ao final do período de transição, estes com três regras distintas, deixará de existir a aposentadoria por tempo de contribuição, a qual hoje é de 30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens.

                            Aos professores, somente poderão se aposentar a partir dos 60 anos, com tempo mínimo de contribuição de 30 anos. Para o caso de Regime Próprio de previdência, ainda serão necessários 10 anos no serviço público e 5 anos no cargo.

                            Ainda, pensão por morte ficará menor, tanto no setor público como no privado, com o benefício de 60% acrescido de 10% por dependente. Ou seja, os 100% somente será alcançado se tiver no mínimo quatro dependentes.

                            O recolhimento do FGTS não será mais obrigatório para o empregado que já estiver aposentado, bem como cessará a obrigatoriedade ao pagamento da mula de 40% sobre o saldo do FGTS.

                            Por fim, pela regra proposta o cálculo considerará o percentual de 100% da média de contribuição desde julho de 1994, enquanto hoje é considerado 80% da média dos maiores salários.

                            E tem muito mais.

NO FIM

                            Aos pretensos aposentados: sofá, pantufa e televisão serão objetos em extinção.



FRUTAS



                            Todos sabemos os benefícios de comer frutas regularmente. Ajuda em praticamente tudo, além de auxiliar no melhor funcionamento da “nossa máquina”.

                            Mas fruta é também sinônimo de algo mais. Por exemplo: tenho um abacaxi para descascar; estou com um pepino para resolver. Agora a fruta da moda é a laranja. Nunca esteve tão em voga. Nunca gravitou tão tranquila por todas as esferas. Na verdade, passou a laranja ser conhecida como o laranjal, pela sua atual importância no cenário nacional.

                            Acho que o mais interessante é quando as laranjas começarem a transbordar das cestas. Aí passaremos para a fauna e a cobra irá fumar.

                            O Brasil é maravilhoso!

RECOLHIMENTO DO LIXO

                            A estratégia e a logística da empresa que recolhe o lixo em nossa cidade segue o seguinte critério: passa um funcionário e empilha os lixos em determinados lugares ou junta-os em pontos específicos. Depois, mas muito tempo depois, passa o caminhão que os coleta.

                            Será a melhor forma de ação?

                            A realidade indica o contrário. Entre os dois atos, muito acontece: passam pessoas, animais e até intempéries climáticas, condições que não só espalham o lixo acumulado, como também traduzem uma grande onda de sujeita que se espraia por toda a cidade.

                            Será possível que o procedimento não seja visto e revisto?


NO FIM

                            Do finado Getúlio Vargas para o desconforto da Av. Presidente Vargas. Polêmicos!



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

MALANDRO É O MOURÃO



                            Definitivamente o mais inteligente de todos partícipes do governo federal é o general Mourão. Até agora, pelo menos.

                            Assumiu a presidência em duas oportunidades. Foi respeitoso com a imprensa; não disse bobagens, como estamos acostumados a ouvir e ler diariamente em matérias que envolve o governo e pelo governo; não bateu de frente ou se indispôs com ninguém. E ainda, como cereja do bolo, fez declarações amistosas, de cunho pacificador, inclusive em relação aos seus adversários políticos.

                            Ou seja, o Mourão pavimentou o seu terreno de maneira sensata, fez o seu comercial e articuladamente, com luzes, deixa a impressão, mesmo que tudo não seja realmente verdade, de que poderá ser um instrumento pacificador neste verdadeiro lamaçal.

                            Por tal forma de proceder, inverso de tudo o que se apresentou até então, foi elogiado e como efeito colateral causou ciúmes nos truculentos e raivosos pares.

                            Mesmo nos bastidores e silenciosamente já há um processo de fritura do vice-presidente. Isso já é notado. Ele sabe disso. Mas ele é malandro.

                            Mourão vende sua imagem de pessoa sensata. Como nenhum outro consegue assim aparecer, quem aparece é ele. E nessa surfa como um profissional.

                            Já viram Mourão fazer “arminha” ou bater letras em redes sociais? Já foi dito pelo poeta: malandro é malandro e mané é mané.

                            Até agora esses personagens já estão bem definidos, dentro do nosocômio, na ala psiquiátrica, que esse território continental está concentrado.

NO FIM

                            Se não frearem, ele passa por cima. 


OURO DE TOLO



                            Raul Seixas foi um visionário. Além disso foi um gênio, igualzinho aqueles que não vimos mais há décadas e muito provavelmente nunca mais veremos. Pessimista eu? Em Absoluto. São os fatos e os acontecimentos frente a estes que me fazem emergir de um realismo gritante.

                            Voltando ao Raul, assisti um documentário sobre sua vida e sua arte, o qual fora lançado em 2012. Cronologicamente avançado, apesar de pecar um pouco pela qualidade visual. Porém, isso não é nada em relação ao que vi e revi.

                            Raul teve muitos parceiros, mas o parceiro filosófico, nas letras, no esoterismo e, sobretudo, na loucura, foi Paulo Coelho. Aliás, muito não gostam de Paulo Coelho, considerando o quesito literário. Provavelmente eu seja um deles. Mas venho paulatinamente mudando alguns paradigmas que me faz olhar mais atentamente para o que ele disse e por vezes ainda diz.

                            Mas voltando outra vez ao Raul, que agora em 2019 completa 30 anos de seu falecimento, que foi o responsável por verdadeiras obras primas da música brasileira. Raul, junto ao Paulo Coelho, produziu obras de uma simplicidade e ao mesmo tempo de uma inteligência avassaladora.

                            Cito uma música, até aleatória dentro da vasta obra, pois poderiam ser tantas, mas fico hoje com Ouro de Tolo. Quem já se ateve na análise da letra desta música fica impressionado. Eu sempre fiquei.

                            A obra além de atualíssima deu uma curva na censura e passou incólume, provando que os censores, além de truculentos, eram muito limitados intelectualmente.

                            Voltando ao Ouro de Tolo: “Eu é que não me sento no trono de um apartamento; com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar; porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais; no cume calmo do meu olho que vê; assenta a sombra sonora de um disco voador.

NO FIM

                            Viva Raul!

ARMAS



                            O governo flexibiliza o regramento sobre a POSSE de arma de fogo. Não há qualquer mudança quanto ao PORTE, o qual já fora objeto de consulta ao povo (e rejeitado). Portanto, a promessa de campanha está mais ou menos sendo cumprida.

                            Mas independente desta situação o fato é que, além da alegria da indústria de armas e munições, houve sim uma espécie de atalho nas restrições até então impostas. Isso é inegável.  Porém, ao meu ver, a reflexão que se impõe é as consequências que poderão emergir sobre tal “afrouxamento legislativo”.

                            Nos EUA, país que o presidente faz continência à bandeira, conforme dados da Universidade de Harvard, sobre a matéria há três constatações e fatos: a) esporadicamente as armas são utilizadas em legítima defesa; b) nos lares são mais usadas em violência doméstica que em resposta ao crime; c) são utilizadas geralmente para intimidar e raramente para defesa.

                            Por outro lado, a partir do argumento de que a população precisa ter o direito de autodefesa, há um atestado material da incompetência do estado em uma de suas obrigações básicas, ou seja, da segurança do cidadão. O estado, assim, transmite ao povo o hipotético direito de defesa, a partir do atestado de sua ineficiência.

                            Um argumento favorável a flexibilização e que merece reflexão é aquele em que o chamado “cidadão de bem” se sentirá mais seguro em sua casa. E que o delinquente, por tal condição, veja a possibilidade como fator inibidor do crime.

                            Por tal raciocínio o bandido, considerando a flexibilização quando a posse de arma, seria inibido em sua ação. Você, lá no fundo, acredita mesmo nisso?

                            As análises são muitas e geram incontáveis enfrentamento teóricos. O negócio é também esperar para ver o que efetivamente acontecerá, mesmo que tudo pareça desde logo tão claro.

NO FIM

                            Seguimos em frente, ou não.


MORTE ANUNCIADA



                            Ao retornar a este espaço após uma breve pausa para o recarregar, quase nada é surpresa. Sei, mudou o mês e pela folhinha o ano também. E além disso?

                            Sim, quase esqueci! Estamos com novos governantes. E isso inegavelmente é um fato importante que se soma às tradições da farofa, carne de porco, espumantes, uvas e pular ondas (ainda pulam ondas?).

                            Ao mesmo tempo em que “estamos com os novos”, nada de novo ainda pipocou em nossas vidas. Continuam os escândalos, as negociatas, as trocas de favores, os apoios aos mesmos de sempre no congresso nacional, porém há um acréscimo: uma decisão é anunciada e logo em seguida é desmentida. Teve uma, aliás, que durou menos de 24h entre o anúncio e a “revogação” deste mesmo anúncio.

                            Mas inegavelmente há um diferencial: foi formada uma comissão (ou uma secretaria, ou quase isso) para organizar os desmentidos ou alertar para a revogação daquilo que foi decidido. É realmente um acréscimo na administração considerando tudo aquilo em que éramos acostumados.

                            No mais é fomento ao ódio e a manutenção das redes sociais para dizer aquilo que uma importante parcela do povo quer ouvir. É um jogo inteligente, considerando os jogadores e a plateia.

                            Tenho um amigo alerta e sempre alerta aos fatos mundanos que sentenciou certa vez: “eu já passei por sete crises econômicas e meia; por isso, estou imune por tal experiência”. É uma verdade incontestável. 
    
                            Outra é que a morte estava anunciada. Como dizia outro filósofo lagoense: “só não via, quem não enxergava”. E eu acrescento: “todos viam, porém, guerra é guerra”.

NO FIM

                            Um Feliz Ano de 2019 a todos vocês.





TODOS OS NOMES



                            Com licença ao Saramago trago esse nome ou Todos os Nomes para intitular a presente escrita. Ela nada terá a ver com o livro do grande escritor português. Mas buscará retomar um assunto que ao menos para mim ainda não terminou.

                            Há alguns anos lancei uma ideia que foi encampada pelo Jornal Folha do Nordeste; houve uma enquete entre seus eleitores sobre eventualmente mudar o nome da Escola Presidente Kennedy. Na pesquisa, para surpresa de muitos, a posição favorável a substituição do nome da instituição foi vencedora, com alguma folga.

                            Não retornarei os argumentos que à época justificaram minha ideia, mas trarei algumas questões para reflexão.

                            Primeiramente não haverá como desconhecer o costume. A escola é chamada assim há muito tempo e qualquer mudança, condição que principalmente o conservadorismo e os conservadores aplaudem, será refratária. É mais fácil deixar como está.

                            Por outro lado, e talvez alguém diga que é estéril esta discussão e que temos muitas outras coisas para nos preocupar; porém, mesmo assim, acho que como povo; como essência cultural; como nação e como cidade, esse nome não tem nada que justifique ser o nome de uma das maiores escolas de nossa cidade. Tradicional e querida por todos.

                            É desta forma que também ficamos para trás. Não sei, raciocinando inversamente, se o nome de um Presidente do Brasil é agraciado de alguma forma similar nos EUA. Acho difícil. Pensando bem, talvez seja melhor assim, pois tem cada nome!!

                            Voltando aos fatos, espero um dia ver esta instituição de ensino com um nome bem brasileiro, rio-grandense ou lagoense. Daqueles que temos orgulho e conhecemos a história de perto. Quem nos faça lembrar de fatos nossos; que nos encham de satisfação.

                            Estou sonhando? Talvez! Mas como já disse o poeta, posso não estar sozinho.

NO FIM

                            Mudanças são sempre um desafio.