Vocês, amigos
leitores, deram uma olhadinha na proposta de reforma da previdência? Se não
ainda, sugiro que fiquem sentados. Não. Fiquem bem sentados e se possível com
alguma proteção nas cercanias.
Pequenos exemplos:
hoje, por idade, o homem pode se aposentar (trabalhador urbano) com 65 anos, a
mulher com 60 anos, tendo no mínimo 15 anos de contribuição. Na proposta do
governo a idade para o homem continua aos 65 anos, a da mulher aumenta para 62
anos e o tempo mínimo de contribuição será de 20 anos. Os professores, que
hoje, se aposentam, os homens com 55 anos mais 30 de contribuição, e a mulher com
50 anos mais 25 de contribuição, passarão a ambos ter 60 anos com 30 de
contribuição.
Aos trabalhadores
urbanos, ao final do período de transição, estes com três regras distintas,
deixará de existir a aposentadoria por tempo de contribuição, a qual hoje é de
30 anos para as mulheres e 35 anos para os homens.
Aos professores,
somente poderão se aposentar a partir dos 60 anos, com tempo mínimo de
contribuição de 30 anos. Para o caso de Regime Próprio de previdência, ainda
serão necessários 10 anos no serviço público e 5 anos no cargo.
Ainda, pensão por
morte ficará menor, tanto no setor público como no privado, com o benefício de
60% acrescido de 10% por dependente. Ou seja, os 100% somente será alcançado se
tiver no mínimo quatro dependentes.
O recolhimento do
FGTS não será mais obrigatório para o empregado que já estiver aposentado, bem
como cessará a obrigatoriedade ao pagamento da mula de 40% sobre o saldo do
FGTS.
Por fim, pela regra
proposta o cálculo considerará o percentual de 100% da média de contribuição
desde julho de 1994, enquanto hoje é considerado 80% da média dos maiores
salários.
E tem muito mais.
NO FIM
Aos pretensos
aposentados: sofá, pantufa e televisão serão objetos em extinção.