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quinta-feira, 15 de agosto de 2013


LÓGICA

 

                            Escrevo pensando no que o cotidiano regional e recente nos apresenta. O frio não é mais novidade e para quem, como eu, pensava (e torcia) que ultrapassado junho estávamos “salvos”, experimentamos um revés definitivo com julho e, sobretudo com agosto. Nada de diferente, o que, contudo, nunca anulará a luta.

 

                            Seguindo na mesma esteira, quando o termômetro teima em não ultrapassar a barreira dos 4 ou 5 graus durante o dia é porque a situação está brasina, talvez pecuária como observou bem outro nativo. Igualmente, nada de diferente, todavia a luta continua.

 

                            Ao sair de casa pela manhã, após todo o processo para desgrudar-me da cama, o qual passa por uma sessão de autoanálise, sobre a necessidade de mudança para o nordeste, sobre a impossibilidade de raciocínio em temperaturas extremas, sobre a procura no Google de capas para o nariz, sobre a forma pela qual as extremidades devem ser protegidas enquanto deitados e também após o ritual de passagem que culmina com o lavar do rosto, enfim entre tantas dúvidas que se manifestam com gélida propriedade no espaço anual que ultrapassamos agora.

 

                            Alguém disse: há certamente “coisas” muito piores. Certamente que sim, mas não será uma visão conformista e de acomodação que trará a resposta ou o conforto para enfrentar esta loucura.

 

                            Qual a solução? Foi dito que o “negócio” é não pensar. É levantar imediatamente e começar a movimentação no esquema retilíneo, uniforme ou simplesmente colocar no automático.

 

                            Não serve. Esta história de “não pensar” comigo não dá certo, pois é evidente que ninguém pensa nessa hora, porque tudo está congelado, inclusive a sinapse.

 

                            Talvez uma alternativa seja sim pensar que estamos a cada dia, mais próximos da primavera e do verão, onde tudo muda.

 

                            Porém, nasce outro problema: o calor que será, com certeza, novamente insuportável!

 

                            O ser humano é terrível!

 

NO FIM

 

                            Será possível a evolução sem efeito colateral?

 

 

                           

 

 

 

                           

 

 

        

 

 

 

 

sexta-feira, 9 de agosto de 2013


UMA BUSCA

 

                            Renovando algumas questões que nunca descartam a inserção em “águas profundas”, após fervorosa discussão à mesa, cheguei a conclusão que Freud, muito provavelmente, não passa de uma fraude, com escusas ao trocadilho infame.

 

                            Não tenho certeza (ainda bem), porém caminho sob tal órbita, especialmente quando trago a matéria “ser feliz”, gravitando em Bauman a partir do Mal Estar da Civilização de Freud.

 

                            Dizia eu, com ressonância, que muitas vezes cheguei a conclusão sobre “odiar o ser humano”, não especificamente, por óbvio, um ser humano, mas o ser humano. Tal condição abriu caminho para um debate que chegou até o conceito de perdão como construção cristã. Daí tudo se desenvolveu.

 

                            Segundo Freud, há três razões básicas para definir que o homem nunca será feliz ou a felicidade é inalcançável: o medo da morte, a decadência corporal e a relação com ou outros serem humano.

 

                            Portanto, diz Freud, a felicidade é ao fim o afastamento do desprazer. Será?

 

                            Bauman, por zua vez, sobre o tema assim se manifesta: "Para ser feliz há dois valores essenciais que são absolutamente indispensáveis [...] um é segurança e o outro é liberdade, você não consegue ser feliz e ter uma vida digna na ausência de um deles. Segurança sem liberdade é escravidão. Liberdade sem segurança é um completo caos. Você precisa dos dois. [...] Cada vez que você tem mais segurança você entrega um pouco da sua liberdade. Cada vez que você tem mais liberdade você entrega parte da segurança. Então, você ganha algo e você perde algo".

 

                            Escuto, ordinariamente e com pesar, muitos sustentarem que a felicidade é fracionada em “momentos”, sugerindo que nossa vida é pautada pela absorção dos momentos e não como reflexo de um todo, de algo uno.

 

                            Chego a conclusão que é definitivamente impuro considerar quebra molas como balizador da essência humana.

 

                            Só isso.

                           

                           

NO FIM

 

                            Johnny Depp: Investiguei vinho e bebidas fortes a fundo, e com certeza eles me investigaram também, e descobrimos que nos damos muito bem, talvez até demais.  

sexta-feira, 2 de agosto de 2013


O CARA

 

                            Tivemos ou temos Beethoven, Dostoiévski, Muhammad Ali, Baryshnikov, Picasso, Bob Dylan, Ney Matogrosso, Robert Plant, como também o Oitavo Rei de Roma, o qual o Micka encontrou numa bela tarde de sol porto-alegrense.

 

 

ESPAÇO PARA SER INSERIDA A FOTO

 

 

        

                            Nada como ter a possibilidade de referenciar um dos maiores. Não é para muitos! Só pararraros!

 

 

MUITO BOM

 

                            Não, muito bom não. Excelente é a palavra que mais se encaixa sobre o novo espaço gourmet de Lagoa Vermelha. Uma mistura de bistrô, com ambiente tranquilo e familiar, inteligentemente decorado, onde se pode apreciar e degustar uma variação de pratos nunca vista antes por estes lados do pampa gaúcho.

 

                            A Itália é aqui! Sucesso à Casa Toscana.

 

O OUTRO CARA

 

                            Na semana em que se comemora o aniversário de Mário Quintana lembro que nunca saí da casa onde nasci.

 

                           

 

NO FIM

 

                            A partida sem regresso é sempre a vitória da morte.