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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

FALAR




 

                           

                            Argumentava eu no almoço de domingo, o qual é sempre momento especial para falar sem maiores compromissos, especialmente sob o olhar da carne que assa e do vinho que trafega sob taças, dos olhos que se cruzam sempre com algo a dizer, sobre tudo que era possível ou não.

 

                            Disse ser impossível confiar numa mulher que confessa sua verdadeira idade, pois se diz isso é capaz de qualquer coisa! Claro, parafraseio o extraordinário Oscar Wilde, que entre tantas outras relíquias têm o conceito mais claro sobre ética e caráter, questões sempre atuais e, no momento, especialmente pontuais.

 

                            Disse: Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter.

 

                            Porém, Wilde era homossexual. E tal condição o levou à prisão e por consequência desta à morte. Tudo isso quando os séculos “viravam”, sim o XIX para o XX, mas poderia ser agora, porque as entranhas ainda se mantêm incólumes e inafastadas do preconceito.

 

                            Entre um naco de queijo, pedaços de carne, daquelas servidas como entrada com o poder incontestável do aperitivo alimentar seguimos até com generosos goles daquela clássica mistura que envolve limão, açúcar, gelo e vodka, a qual sempre consegue retirar da sinapse tudo o que ela é capaz de produzir (ao menos para o momento), quando chega “do nada” o Chico cantando roda viva: tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu.

 

                            Ocorrem visitas, igualmente de maneira regular, por exemplo, da Elis, sobretudo como nossos pais. Outros vão e vem. Alguns também nunca voltam, mas para dizer que não falei das flores jamais, em momento algum, teve a indecência de não participar.

 

                            Tudo continua até terminar. Quanto termina há um começo, porque é após a entrada que o principal é apresentado. Ele pode ser tão interessante quanto, mas dependendo do que já circulou ele ficará para sempre acessório.

 

NO FIM

 

                            Podia dizer tanta coisa.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

QUARENTA




 

                           

                            Lembrei-me do Raul: depois do carnaval a carne é algo mortal! Estamos em “tempo de quaresma” como dizem os cristãos, se referindo ao período que antecede a páscoa. Aliás, o quarenta tem um grande simbolismo, como sempre ensina o Nei. Ou seja, tudo gira, no momento, antes do quarenta e quatro, que chega em menos de dois meses.

 

                            Mas também há os quarenta ladrões. Deixa pra lá!

 

RODEIO

 

                            Como sempre uma festa bonita, organizada e voltada à confraternização. O problema, que deve ser enfrentado, e aqui uma simples sugestão, com muita delicadeza, é a soma do valor cobrado pelo ingresso, ao preço do doce, ao preço do lanche, considerando que a maioria se trata de famílias, que se utilizam inclusive do transporte público para o deslocamento.

 

                            A festa é (ou deve ser) do povo, para o povo, mesmo sabendo que tudo isso é complicado de administrar, sobretudo pelo valor de tudo e pela conjuntura do espetáculo.

 

                            Mas, talvez, com carinho algo possa ser feito, especialmente ou somente para todos os pequenos.

 

CARNAVAL

 

                            Já foi dito, e repetido, que no carnaval vale quase tudo, inclusive usar vestes, utilizar de trejeitos e se comportar como o “outro”, inclusive do sexo oposto.

 

                            Nada de excepcional ou original.

 

                            O que deve ser, e parece que o foi, é um compartilhamento natural, para muitos necessários, entre humanos, nada obstante, especialmente em outros tempos (e agora), tal requisito ser muito difícil de visualização.

 

NO FIM

 

                            O maior espetáculo da terra! Duvido!

 

                           

 

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

O TEMPO (DE NOVO)




 

                            Além do ser humano o tempo é igualmente algo que realmente me intriga. Já disse Einstein que o “tempo não existe!”. Ou que o “tempo é uma simples e mera ilusão”.

 

                            Pensei, só com os meus botões: se o tempo é relativo, se ele definitivamente não existe, então não há como “perder tempo” (!).

 

                            Deixando as brincadeiras e as conversas de bar para depois, a prova da teoria de Einstein somente aconteceu com a pesquisa de campo do astrofísico britânico Arthur Eddington, realizada em São Tomé e Príncipe na África. Porém, a prova conclusiva quanto a teoria respectiva somente ocorreu, conta a história, considerando que o trabalho fotográfico na África, em virtude do tempo, não foi satisfatório, na cidade de Sobral no Brasil!

 

                            Portanto a Teoria da Relatividade, aquela mesmo que indica a inexistência do tempo ou de que o mesmo é relativo, teve sua prova acadêmica em estudo de campo realizado onde? No Brasil! Para alguns, dizem por ai, que até por Lagoa Vermelha passou o estudo. Talvez por isso que tenhamos por aqui muitos cientistas. Aliás, percebo que cada vez mais surgem artistas, digo cientistas, em nosso meio. Mas, isso é outro papo!

 

                            Quanto sob tal análise constato que Isaac Newton teve sua teoria contestada por Einstein, com ajuda de Eddington, a partir de estudos de campo realizados em Sobral no Brasil, entendo o motivo pelo qual o tempo por aqui (em particular) efetivamente não existe.

 

                            Portanto, não se preocupe em “perder ou não tempo”, porque este apesar de parecer não está entre nós. Fácil não é?

 

                            Mas, é “tempo” de alegria e, como dito, a tristeza nem pode pensar em chegar. É carnaval!

 

                            Aliás, o carnaval também faz parte da Teoria da Relatividade. A prova está no desaparecimento real do tempo, entre o que é lançado, absorvido, ingerido, degustado e, ao final, contado pelas rodas de costura.

 

NO FIM

 

                            Viva a festa e seu tempo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O JUDICIÁRIO ESTÁ DOENTE




 

 

                            Há muito se fala do caos na saúde. Na inoperância do sistema, na falta de tudo; de condições técnicas, de pessoas e, especialmente, para mim, de humanidade no trato com os enfermos.

 

                            É sabido, igualmente há muito tempo, que o sistema de saúde em nosso país resta falido. Sem perspectiva de mudanças, mas continuando a ser alimentado sistematicamente com uma gama de escândalos, tudo vai sendo levado, de um lado para outro, como os doentes nos corredores dos hospitais.

 

                            Todavia, quero dizer algo sobre outro setor, o qual, nada obstante se possa imaginar diferente vejo-o exatamente igual, ou seja, doente como a saúde. Falo do Judiciário, o último dos poderes! O Poder que todos depositam as últimas esperanças.

 

                            Infelizmente o sistema está comprometido. A engrenagem transita numa órbita ineficaz. E, por isso, a conta é paga por todos nós.

 

                            Estamos todos, que trabalhamos diretamente com este Poder, muito preocupados, e não é de hoje. O exemplo para que se tenha uma pequena ideia da condição e da situação atual, é simplesmente olhar o caos que é uma vara da fazenda pública em Porto Alegre. Claro, quando eu digo “olhar” indico pedir licença, porque hoje, igualmente, você não enxerga mais nada ao chegar num cartório, porque tudo está atrás dos muros.

 

                            Porém isso é o menor dos problemas. A falta de pessoal, de material, de comprometimento de um número importante de pessoas, fez com que o sistema ficasse doente, e, pior, acometido de uma doença grave, porque entranhada nas vísceras deste corpo, onde não será um simples antialérgico que resolverá o problema.

 

                            A questão, meus amigos, é muito mais séria do que se imagina. E aqui nem falo na falta de respeito que outrora a liturgia do sistema exigia. Não se trata, diga-se, de evolução ou retrocesso. Trata-se, sobretudo, de respeito a tudo aquilo que um dia, todos, exatamente todos, respeitavam.

 

                            E vai piorar!

 

NO FIM

 

                            Foi em qual momento que o marinheiro errou ao içar a vela?