Em tempos já remotos
o grande lance era cortar a “garupeira” da
bicicleta. Tinha alguns ainda que compravam spray e pintavam o quadro todo de
preto. Ficava como disse Alex em “Laranja Mecânica”: horrorshow.
Hoje
o negócio é outro. As bikes (como são chamadas) têm teto-solar e air bag duplo, além de outras
características que as deixam mais leves, mais acessíveis e competitivas, pois
o mundo é assim.
É muito interessante
ver o número de pessoas adeptas a este esporte, o qual além de completo não
causa impacto, condição essencial aos mais experientes e que pretendem subir
escadas até os últimos anos.
Lembro-me de uma
viagem que fiz de bicicleta com meu amigo César Oliveira aqui de Lagoa Vermelha
até Porto Belo/SC. O tempo era outro e ainda circulavam monaretas, monark barra
circular e caloi 10, nada de muito moderno.
Demoramos três dias
e dois episódios foram marcantes, além de uma chuva torrencial que nos
acompanhou: o primeiro é que na cidade de Alfredo Wagner numa descida
fantástica ao chegar fiquei completamente sem freio, e neste momento pensei que
deveria ter comprado algo um pouco melhor que acessórios em supermercados. O
segundo, que sonho até hoje, foi quando também numa descida avistei um cachorro
(pensem num cachorro!) que saiu em disparada ao nosso encontro e o César
(sempre prevenido) tinha um cassetete amarrado na bicicleta para momentos
delicados como o enfrentado. Evidente que o máximo que conseguimos foi colocar
os pés para cima e torcer para não cair, porque a nossa defesa, em velocidade,
jamais conseguiríamos pegar. Passamos também!
O que fica disso
tudo é que o tempo e as coisas todas ficam mais devagar. Tudo é cadenciado e
você percebe que a partir disso você definitivamente faz parte do todo.
De carro não
conseguiria.
NO FIM
Abraço ao campeão
André Cerri, que finalmente encontrou seu esporte.
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