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terça-feira, 11 de outubro de 2016

BICICLETA




 

                            Em tempos já remotos o grande lance era cortar a “garupeira”      da bicicleta. Tinha alguns ainda que compravam spray e pintavam o quadro todo de preto. Ficava como disse Alex em “Laranja Mecânica”: horrorshow.

                            Hoje o negócio é outro. As bikes (como são chamadas) têm teto-solar e air bag duplo, além de outras características que as deixam mais leves, mais acessíveis e competitivas, pois o mundo é assim.

                            É muito interessante ver o número de pessoas adeptas a este esporte, o qual além de completo não causa impacto, condição essencial aos mais experientes e que pretendem subir escadas até os últimos anos.

                            Lembro-me de uma viagem que fiz de bicicleta com meu amigo César Oliveira aqui de Lagoa Vermelha até Porto Belo/SC. O tempo era outro e ainda circulavam monaretas, monark barra circular e caloi 10, nada de muito moderno.

                            Demoramos três dias e dois episódios foram marcantes, além de uma chuva torrencial que nos acompanhou: o primeiro é que na cidade de Alfredo Wagner numa descida fantástica ao chegar fiquei completamente sem freio, e neste momento pensei que deveria ter comprado algo um pouco melhor que acessórios em supermercados. O segundo, que sonho até hoje, foi quando também numa descida avistei um cachorro (pensem num cachorro!) que saiu em disparada ao nosso encontro e o César (sempre prevenido) tinha um cassetete amarrado na bicicleta para momentos delicados como o enfrentado. Evidente que o máximo que conseguimos foi colocar os pés para cima e torcer para não cair, porque a nossa defesa, em velocidade, jamais conseguiríamos pegar. Passamos também!

                            O que fica disso tudo é que o tempo e as coisas todas ficam mais devagar. Tudo é cadenciado e você percebe que a partir disso você definitivamente faz parte do todo.

                            De carro não conseguiria.

NO FIM

                            Abraço ao campeão André Cerri, que finalmente encontrou seu esporte.  

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