INSPIRAÇÃO
O
mundo virtual, onde a maioria está necessariamente inserida, traduz exatamente
a glória daqueles que são sedentos por novidades; por notícias extraídas do
forno; do conhecimento da vida alheia; de quem faz o que e de quem está onde;
enfim, é a materialização da conversa e das interpretações sobre a vida dos
outros.
O
procedimento, clara reação do ser humano e da sua natureza, não é novidade. A
novidade, nem tão nova assim, é a forma. Se antes a busca de informações era
verbal ou, a clássica, ficar na janela para ver, entre outras coisas, a “banda
passar”, hoje é atrás de uma tela, onde tudo e todos se movimentam, no trilhar
dos dedos sobre um teclado exprimido e revelador, de onde também são extraídas,
ou reveladas, as ações de todos, inclusive e especialmente daqueles que não
conseguem a expressão de forma diversa.
Neste
mundo, todos podem ter ou não ter rosto. Falo, literalmente, pois o rosto
conhecimento pode não ser o mesmo a partir de uma tela de computador. As
revelações são eficazes, ordinárias e, na grande maioria das vezes,
extraordinárias.
Por
que é assim? Pelo simples fato de que o mundo está na sua frente, sem
ressalvas. A moral, os bons costumes e os limites impostos por cada um é a lei.
Todas as exceções são julgadas pelo espectador.
Quando
não é mais preciso a exposição visual - apesar desta ser vital para alguns -, o
espaço de ação foi alargado, ampliado, amplificado, e a coragem passa também por
ai.
A
evolução da forma de “conhecer a vida dos outros”, igualmente imprimiu a
aceleração de alguns processos vitais, a fim de que saiamos da época das
cavernas ou daquela em que se vendia indulgências.
Esta
será, todavia, outra história, que somente haverá de ser contada após o show do
Robert Plant, na próxima segunda-feira.
NO FIM
Tudo
não passa de fofoca institucionalizada e reconhecidamente
aceita.