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sexta-feira, 22 de março de 2019

CASO RUIDOSO



                           
                            A prisão dos ditos miliciano e suspeitos do assassinato da vereadora Marielle e sua proximidade com o “quintal” da presidência da república é estarrecedor.

                            O principal deverá vir à tona logo: quem mandou fazer o serviço? Quem foi o responsável pelo pagamento dos executores?

                            Talvez possa até ser aguardada outra data simbólica, como o aniversário do atentado, para que os fatos sejam publicizados. Talvez não. Pode ser que a corda espiche tanto que arrebente antes de todas as estratégias de apresentação estejam definitivamente atijoladas.

                            Não sei, mas algo cheira muito mal. Há realmente algo de podre no reino da Dinamarca, ainda mais quando o delegado responsável, segundo informações recentes, será afastado do caso para um curso de aperfeiçoamento no exterior.

                            Já dizia um personagem do grande Chico Anysio: É impressionante!

O POÇO NÃO TEM FUNDO

                            Enquanto o povo tenta se recuperar de uma tragédia, surgem outras e mais outras, consolidando o nefasto tempo que estamos vivendo.

                            Esse massacre em escola de São Paulo é um horror sem nome. Todos fomos mortos e feridos. Todos são responsáveis e vítimas.

                            Não há o que dizer. Há sim o que cobrar; o que exigir de quem busca fomentar a violência, como se isso levasse a algum lugar diverso do cárcere ou do cemitério.

NO FIM

                            Está muito difícil ser brasileiro.




HUMOR



                            O terreno (leia-se: Brasil) sempre foi fértil para os humoristas. Claro que os de hoje não têm a capacidade dos de outrora. Mas alguns fazem sim um bom papel.

                            Aliás, através dos portais do humor, pode ser dito quase tudo. O bobo da corte, por exemplo, era o único que podia satirizar os nobres sem qualquer consequência. Fazia parte de seu trabalho. Qualquer outro seria levado à forca.

                            Por isso, o humor deve ser respeitado sempre. Não deve se estabelecer censura, guardadas as proporções do que é razoável. O limite pelo limite.

                            Dizendo sobre a razoabilidade, gravitamos num campo igualmente de muita produção. E por quê? Porque a dificuldade não se está em ser ou não ser! Mas sim em encontrar o ponto perdido daquela (razoabilidade) no universo de ausência de sanidade. Percebem a dificuldade estabelecida?

                            Para onde estamos caminhando? Há um louco gravitando. E pior: há muitos outros o seguindo, porque é necessário avalizar. Não pode existir recuo. Precisamos alimentar a máquina. Ela não está aguentando.

                            Falta efetivamente o humor genial. É preciso dizer isso tudo, sutilmente, sem amarras. Quero manter o riso. Mesmo interno, pois ali, naquela esquina, onde os passos estão perdidos, voltará a evidência e para tal nem desculpas surgirão.

                            Realmente falta humor.

HAMBURGO HAMBURGUERIA

                            Parabenizo todos que fazem a Hamburgo Hamburgueria Artesanal e Japô Sushi acontecer. Três anos de muito sucesso. Aplausos a você Micka e a toda gurizada: Ivens, Fish, Gordo, Ruth e todos os demais, que fazem ou que já fizeram o fogo e toda a roda girar. 

NO FIM

                            Vamos rir. 




O HINO



                            Tudo é polêmica. Agora é o Hino Nacional, após mais uma “furada” do colombiano, Ministro da Educação. Na verdade, não tem nada a ver com o Hino em si, mesmo que tal ingerência seja indevida sobre a competência dos estados, por exemplo. O fato é fazer (continuar) campanha eleitoral já funesta, partindo do conceito de doutrinação. Sim, a mesma que outrora era reprimida pelos atuais personagens.

                            O problema não é o Hino, que é muito bonito. O problema são as pessoas despreparadas que em delírios de poder fazem toda a confusão. Além de que, não olvidem, a grande maioria nem mesmo sabe entoá-lo ou entendê-lo. E o problema também é a mania de fazer comparações com tudo, como se a burrice pudesse ser justificada por outra burrice.

                            Salvem os móveis, porque a casa é alugada!

HOMENS LIVRO

                            Lembrei de Fahrenheit 451, romance do grande Ray Bradbury, e dos “homens livros”. Para quem não leu ainda a extraordinária obra, em síntese, o escritor cria uma espécie de “sociedade de homens” que, infringindo a lei, absorvem a leitura de livros e posteriormente os queimam. E por quê? Porque a ordem é que ninguém tenha acesso e todos os livros devem ser queimados. E quem realiza tal ato? Os bombeiros. Sim, os bombeiros são os responsáveis por encontrar e queimar os livros.

                            Logo, os homens são ao final os livros e os livros são os homens. Somente os matando é possível “matar” também os livros. Fantástico, não?

                            Hoje muitos estão sendo queimados. Não só livros, mas conceitos, formas, abraços, sorrisos, alegrias, entre tantas e tantas outras condições humanas.

                            Vejam bem.

NO FIM

                            Uma das maiores entre todas as grandes.