A NOSSA CULTURA
Com a proximidade da nossa Feira do Livro, todos os canhões culturais são posicionados - ou deveriam estar – contra a inércia, o descanso, a preguiça e a lógica que alguns encontram para a falta de atitude.
Percebo um engajamento interessante, notadamente dos que compõem o Centro Cultural Lagoense, os quais criam e seguram uma bandeira que visa unicamente levar a cultura para todos os cantos, em condições e das formas mais diversas, para o maior número de pessoas, enfim buscam a necessária mudança na vida.
As informações dão conta de mais uma edição do extraordinário periódico A Chuva - como parte externa da programação -, que da sua excentricidade, da forma pela qual traz o seu recado, passou a criar uma expectativa que praticamente fugiu do controle.
Haverá atrações para todos os gostos. Mas faço uma referência especial para as novidades que terão concentração na tenda do CCL, sobretudo em relação às películas cinematográficas que estão programadas. São clássicos em que a transferência é o sentido.
Também recebi como muita alegria um convite da Secretaria Municipal da Educação, Cultura e Desporto para participar de uma mesa redonda com escritores locais. Será naturalmente produtivo, especialmente dentro de um clima que visa fomentar o pensamento.
Pesquiso naquele que sabe tudo (Google) e vejo, dentro de um conceito livre, que “cultura é um conjunto integrado de crenças, de valores, de costumes, e de instituições que expressam estas crenças, valores e costumes, que unem a sociedade e lhe proporcionam um sentido de identidade, de dignidade, de segurança e de continuidade.”
Que todos nós possamos, dentro deste espírito que envolve e permeia densamente sobre a razão e o sentido de um evento cultural desta envergadura, saiamos um pouco diferente.
NO FIM
Recuperei todo o estoque de wine na brevíssima passagem por Libres e Bella Union neste final de semana, especialmente respeitando as indicações sempre precisas do dr. Gladimir, sommelier prático e com posições definidas.
MOVIMENTAÇÕES
Vejo o estabelecimento de uma nova dinâmica, que pode não ser tão nova assim, mas que indica uma proposta animadora para o futuro.
Claro que não falo do Internacional, porque lá tudo está dividido. A direção, o grupo de jogadores, até a torcida, que é a base e a razão de tudo está dividida. Tempos sombrios aparecem num horizonte muito próximo. Quero estar enganado. Mas, temo que a certeza venha na velocidade de um carro de fórmula 1.
Na aldeia, algo acontece. Alguém dirá: sempre “algo acontece”. Eu direi: quase nunca acontece nada! E digo isso, em razão de que o “acontecer” não pode ser traduzir em simples substituição das mesmas peças, considerando sempre um tabuleiro viciado.
Acreditar nos jovens, mesmo em detrimento de posicionamentos políticos ou até mesmo em razão disso, indica o crescimento de conceitos e uma grandeza. Acertar ou errar faz parte do jogo. Contudo, tomar atitudes e decisões, para o agente político, é uma obrigação.
O prefeito ao indicar, primeiro, o Secretário Maurício e recentemente o Secretário Cassiano, sugere uma mudança de foco. Indica claramente a confiança em jovens, condição tão necessária como o ar que respiramos. Mudar, substituir, acreditar, sem desconhecer o evidente valor daqueles que já passaram, é um sinal de que o desenvolvimento local está sim atingindo o ponto crucial, qual seja o aspecto humano.
A tendência é um horizonte oxigenado, sem desconhecer que a ingenuidade é calculada e tudo poderá ultrapassar esta solução vislumbrada. Quero, portanto, ser ingênuo.
NO FIM
Tudo aquilo que está aparecendo é sempre tudo aquilo que a história retratará.
O PERTO, O LONGE E O INCÓGNITO
Começo invocando The Catcher in the Rye ou O Apanhador no Campo de Centeio, no Brasil, de J. D. Salinger, pela sua atualidade, como muitos outros de todas as épocas.
Não lembrei dele somente porque a Thaís o está lendo, por conta de leitura na escola, mas por tentar interpretar, dentro da série “nunca explique o que não pode ser explicado” algumas atitudes que minha retina pode experimentar.
Estudantes universitários da USP. Criado o evento, mobilizadas todas as partes, solução conhecida. Eu reivindico. Vocês fazem a resistência. Haverá um acordo. Não será cumprido. O fato alcança proporções de Jornal Nacional e os protagonistas aparecem em todos os seus tempos.
Não quero entrar nos motivos da mobilização e nem mesmo quanto ao direito que todos possuem de promoverem manifestações pacíficas. Busco um degrau anterior. Canalizo na razão que faz uma mobilização criar corpo.
Desconfio que a mola propulsora de ações como esta está alicerçada nos chamados anos de chumbo. Nalgum momento, ou melhor, em muitos momentos os jovens, notadamente aqueles que dizem alguma coisa, pensaram, sem qualquer análise, obviamente, das consequências (boas ou não tanto), que sua vida deveria ter acontecido, na juventude, dentro do período de exceção. Isso é inerente. Isso também é vida.
Esses jovens são viúvas daquele tempo. A sede de tudo que acontece, sobretudo em locais de ampla discussão, faz nascer o sentimento de amor, de ódio, de ficar e de partir. Não há censura quanto a isso, mas há diversão, hoje.
Estar perto, estar longe quando nunca se esteve tão perto não condiz com uma passagem pela vida em passeio. A natureza converge muito mais para uma pitanga doce do que um petit gateau, mesmo conhecendo que ambos mantém suas relações.
Por que lembrei do Apanhador...? Pelo simples fato de que nele está, esteve e vê-se renovada a verdadeira razão e o sentido dos atos.
NO FIM
Lembrei dos Bruxos Samurai dentro dos eventos ocorridos por aqui no último final de semana.
PODERÁ ACONTECER
Evito regularmente falar de algo onde estou contaminado pela paixão. Já cansei a todos sobre a minha predileção pelo cinema argentino e, sobretudo pelo filme O Segredo dos Seus Olhos.
Inevitavelmente lembrei dele outra vez. O momento sugere isso. A paixão nos condena. O final de semana trará revelações e fatos que indicarão os rumos imediatamente seguintes.
Quando afirmo evitar falar de algo pelo qual nutro paixão é exatamente para evitar o inevitável, ou seja, que a própria ultrapasse os limites da razão. O Internacional consegue isso. Talvez seja o único. Talvez seja um deles.
Finalizando o campeonato brasileiro, a rotina continua a mesma: Internacional, apesar das decepções gritantes que proporcionou aos seus torcedores, ainda mantém a possibilidade do prêmio de consolação que é a vaga para a Copa Libertadores do próximo ano. Os demais, os que estão próximos, já se contentam a muito tempo pelo fato de não caírem para divisões inferiores, as quais visitam com frequência. Bom, isso é uma questão de condição, situação e competência. Cada um na sua.
Iremos, primeiramente, para um clássico. Obviamente será um jogo com extrema dificuldade, como, aliás, todos os clássicos o são, independente dos interesses e do momento de cada uma das equipes.
O fato de uma equipe jogar em seu estádio, estar momentaneamente e aparentemente mais focada não indica absolutamente nada. Somente que talvez, será a única a ter algo a perder em curto prazo.
De toda sorte, há a certeza de que, D`Ale, o Pai de muitos, vai jogar, o que não aconteceu no último encontro. Damião, The Killer, está voltando a cada jogo. Ainda, que Bolívar possivelmente não vai jogar o que é mais um reforço. Porém, haverá um revés importante: será a despedida do Roth, infelizmente.
NO FIM
Para variar, ainda estamos na luta.