A origem da palavra
“sorteio” vem de sorte. Se ganho o sorteio é porque tive sorte. Até aí
concordamos todos, certo?
Quanto eu começo a
ganhar (quase) todos os sorteios, acende uma luz, pois a probabilidade se
mantém idêntica e não altera. O que muda é realmente que estou sempre com
sorte. Isso causa um certo desafio na lógica, porque será possível ser sempre
eu o agraciado? De onde vem tanta sorte?
Lembrei que, ainda
pequeno, ganhei dois sorteios: uma panela de pressão e uma cadeira (chamavam de
praia), sendo que esta última, por não estar presente no local, ganhei, mas não
levei. Nos últimos tempos ganhei um livro, e não lembro de mais nenhuma sorte
no quesito.
Haviam os sorteios
do futebol onde o nome das equipes, escritas em pedaços de papéis, eram
colocadas dentro de um copo, e a que sobrava ficava no conhecido “copo”, indo
avançando sem necessitar jogar. Claro, e não dá para espalhar, mas
invariavelmente o pedaço de papel sofria auxílio externo (saliva) para que
determinada equipe ficasse sempre “no copo”. Outros tempos!
Agora um cidadão de
sorte (ou de azar) é o juiz da Suprema Corte, Gilmar Mendes. Ele
corriqueiramente é sorteado para apreciar assuntos complicados que deságuam no
Tribunal. Sempre é para ele que matérias de grande repercussão são
encaminhadas. Que coisa! Que sorte!
Ou não?
O Presidente também
é um sujeito de sorte. Vejam: apesar de uma certa experiência no quesito
cronologia, é casado com uma bonita e jovem mulher; foi alçado ao cargo de
maior mandatário do país sem muito esforço, votos, e, diriam, alguns, “de
carona”. O certo é que está no cargo e mesmo ameaçado fortemente por três ou
quatro vezes, teve a sorte de conseguir se manter, não correndo, agora, qualquer
perigo. Que cidadão sortudo!
Teve recentemente
uma pequena intercorrência que o levou a experimentar uma obstrução. Porém,
sendo um cara que tem sorte, não seria uma estrada obstruída, que até é
provavelmente pouco explorada, que seria um problema.
NO FIM
Sorte a todos.
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