TRATADOS
Então
tá, estamos todos tratados de que o tabuleiro terá este trato, travará com
estas peças, e sustentará a travessa, tudo, evidentemente com menos tes.
Escutando
algo nada a ver, na melosidade que teima ingressar sobre o pensamento,
mesmo que tentado de todas as maneiras fechar as portas, ou os ouvidos, me
deparei com a seguinte frase: “Me dê razão, mas não me dê
escolha, porque eu cometerei o mesmo erro outra vez”.
Os
pontos são razão, escolha e erro. Neles, ou deles, desloco a respiração e
emirjo sobre a política local, precisamente sobre os candidatos postos ao
embate.
A
análise partirá de premissas abertas, subjetiva, sem o contexto e respeito à
lógica, com a conclusão nem sempre vinculada às mesmas premissas anteriores.
Há um
candidato que é chamado de criador; há outro chamado de criatura; existe um candidato ao cargo de vice e
também uma candidata ao mesmo cargo; há questões ideológicas (quais seriam
mesmo?), de gênero, de compadrio, de cabo de guerra (lembra dele?) entre
autoridades de outros escalões, e tantas outras questões de toda ordem que veem
e virão a todo o momento, é o jogo. Enfim, tem para todos os gostos.
Mas, o
que interessa mesmo? Quais os critérios que merecem ser sopesados? Por que irei
votar neste ou naquele? É claro que são perguntas dirigidas ao chamado “público
em geral”, sem vincular os interessados e seus agregados.
Vale
ainda a pena discutir conceitos, programas, bases, fidelidade ou mesmo a própria
razão de uma ideia ser colocada à discussão, em detrimento de interesses de
cunho estritamente pessoal?
Seremos
brindados com uma disputa de beleza ou uma disputa de ideias? A tônica será a
acusação por si, ou teremos o aprofundamento dos relevantes temas que podem ser
enfrentados com o simples objetivo de evolução da sociedade como um todo.
Talvez
eu esteja sendo ingênuo, porém temo que não seja o único, esperando que me deem
razão e não escolhas, pois poderei errar outra vez.
NO FIM