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sexta-feira, 27 de abril de 2012


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                            Entre a dinâmica angustiante de um evento com duas partes, uma enxurrada de notícias que teimam em ser constante e o futuro da natureza humana por Habermas, o caminho é espinhoso.



                            O evento passa pelo duelo que já aconteceu quando meus dezessete leitores tiverem contato com este texto. É árduo, é muito complicado, mas quando não o foi?  A convergência indica sucesso e, como passado é presente e presente já passou, não importa que o futuro esteja sendo escrito agora. Esperaremos, outra vez!



                            A enxurrada passa também pelas águas que se dispõem sobre o espetáculo das cachoeiras. O revés é exatamente a nota e a melodia que o espetáculo está inserido. Não há mais volta, às águas estão rolando, objetivamente para o final de um desaguadouro que traduz a forma corriqueira e comum pela qual as pessoas apresentam o seu preço.



                            A ética, a vida correta, enfim a vida boa ou a vida ruim, a religião, a metafísica, os aplausos, a guerra e a paz, tudo caminha do evento para as águas e termina no bem ou no mal.  



                            No século 19 já foi dito que onde o homem não é tudo, o homem não é nada. Tudo deve partir do ser humano, sem dependência do meio, mas a partir dele. Independe do sistema, da forma ou da prática. O que vale é ser a partir do ser.



                            Por tudo isso, nada de novo em nosso reino, fundamentalmente sob o manto político. O inimigo não é outro, sempre foi e, ao que se percebe, sempre será o mesmo. A conduta humana é o foco principal.



                            O desprezo que ronda os protagonistas da mais alta corte judiciária do país é emblemático. Não há diferença (sei que muitos sabem que nunca houve) entre o solitário catador de papel, o clero e a nobreza, enquanto o fator humano for alimentado pela impossibilidade de ser visto o respeito da retidão.



NO FIM



                            O agasalho às minorias e aos ditos menos favorecidos sob um aspecto macro, não poderá fazer com que todos paguem a conta, sobretudo em consonância da responsabilidade estatal.







                           



                           





METAMORFOSE



                            Numa conversa livre, sob a sombra das árvores que ainda habitam as praças centrais da cidade, após pequenas inserções de um e de outro, chegou-se a inevitável conclusão: o período é propício e propenso as metamorfoses.



                            Com a chegada do outono, que para mim é a estação mais espetacular de todas, as convergências naturais se encaminham para o reflexo da queda floral, para tudo retornar após o sempre nebuloso inverno.



                            Nesta perspectiva surge a metamorfose. Ano a ano, por evidente, a troca de estações traz consigo todos os efeitos correspondentes. Agora, em anos de metamorfose, o câmbio aparece nas praças, nos clubes, nos bares, nas festas e até mesmo nos velórios.



                            Eles, os protagonistas da metamorfose, estão mais vivos do que nunca, agora inclusive cumprimentando “de mão pegada”. Como a vida é bela!



                            O sorriso forçado, o tapinha nas costas, a conversa mais alongada, tudo faz parte do show. A única situação a ser evitada é que deste circo você seja tão somente o palhaço, apesar da imensurável grandeza deste, quando em sua essência.



                            Tem as metamorfoses que de tanto ser já não são mais. A mudança é gritantemente amplificada, que a alteração de estados nem mais é sentida ou percebida.



                            Dentro da verdadeira e genuína enciclopédia de variações, sob o alimento erudito também de Kafka, vejo nas metamorfoses atuais duas, em especial, que ultrapassam a linha do desprezo visual. Não no sentido humano da ação, porque a isso poucos gostariam de absorver. Mas, na razão da nova e terrível aparência, que talvez nunca tenha sido alterada, mesmo tendo a mudança ocorrida sistematicamente.



                            Somente a enologia para responder a todas as questões, entre as que especialmente envolvem a natureza humana.



NO FIM



                            Correta a decisão do STF quanto a autorização de rompimento da gravidez com feto anencéfalo. Agora, dizer que isso não é aborto em razão de que se trata de um ser que não é um ser vivo, bom aí não há a menor chance de concordância, humildemente.