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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

NATUREZA, LIVRE E SUCO



 

                            Revi dois filmes: Na Natureza Selvagem e Livre, mesmo que este último com pequenos espasmos do sono, porém atualizado pontualmente pela Débora.

                            Filmes é como livros, a cada nova inserção algo se revela. O Poderoso Chefão, por exemplo, acho que já vi – todos – mais de vinte vezes e ainda enxergo algo que passou sem a devida percepção. Claro, pode ser a idade ou a falta de algo, como “espaço intracraniano”, mas sempre acontece.

                            Voltando, a busca do encontro e da administração dos conflitos que teimam em nos visitar recorrentemente é bem clara em ambos, com a conotação decisiva da participação familiar ou de seu histórico como pano de fundo.

                            Somos aquilo que vivemos. Nosso patrimônio interno é o resultado de tudo: do amor, da dor, da ação, do repouso, das vitórias, das derrotas, dos conflitos, enfim de tudo mesmo, que é liquidificado e o suco, que ao final é quem somos, ainda provavelmente precise ser passado por um filtro. E neste pode represar muitos “resíduos” que ao fim não são resíduos, mas exatamente a essência que ainda não conseguimos administrar.

                            Alguns passam a vida na dúvida entre o que ficou retido no filtro e o suco extraído. Tudo pode ser verdadeiro, até mesmo a soma de ambos, mas a consequência nunca poderá ser atribuída à peneira.

                            Os caminhos são a busca e a busca é você.

NO FIM

                            Sempre preferi o de laranja, apesar de não ter tanta certeza.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Montevidéu



 

Já foi dito por alguém: se tudo der errado vou para o Uruguai. Este pais, que já foi a Suíça da América, é vanguarda, provavelmente sempre o foi, desde o prédio mais alto da América em 1924, até a discriminação de questões que envolvem relações sociais "contaminadas" pelo preconceito. Enfim, este país é, do interior a sua capital, algo a ser copiado.

Viva o Uruguai! Viva Gardel, mesmo que a controvérsia faça parte da mística.

 

Sol

 

Quando lançamos "A Chuva" o sol não mais estava nas bancas de revista. Aliás, nem o sol era o mesmo. Percebi tudo na politização das conversas de bar e mesmo até os cafés. Acho que sempre vejo isso e sempre me surpreendo. É a vida. É ser. É entender o porquê e porque não.

 

Descanso

 

A parada sempre reduz tudo ao domingo. Nada tem hora e tudo é esperado. Assim os caminhos seguem. Nada a mudar, somente a alegria de estar entre os nossos.

 

No Fim

 

Seguimos, entre chinelos e até um rosé.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

FRACIONAR



 

                            Nada mudou e tudo muda. Começa um novo ciclo, como outros já começaram ou ainda começarão cada um seguindo sua orientação, lunar, solar, religiosa, de guerra ou de paz, mas o fato, conforme bem traduziu Drummond, é a necessária sensação de recomeço, de que algo novo trará o combustível para continuar.

                            Claro que tudo não passa de um sentimento. De um motivo necessário de seguir em frente.

                            Mas o que seria a vida sem ilusões? E por isso o fracionamento mantém sua importância invencível de ser um dos principais elementos do oxigênio que chamamos “viver”.

ARTE DA CULINÁRIA

                            Em época de festas oficializadas é sabido que além do aumento inimaginável na produção de lixo caseiro, temos muitos que buscam uma apresentação culinária para que os parentes sejam os julgadores, não chegando ao ponto de chamá-los de “cobaias”.

                            O Micka, que já se apresentou diversas vezes e, portanto, conhecido além do seio familiar pelos seus dotes culinários, conseguiu superar-se.

                            Dentre as iguarias colocadas à mesa apresentou um filé recheado (tempero é segredo) rodeado por massa folhada, não sem antes, com assistência do Ivens, lançar uma entrada com o mesmo tempero (aquele do segredo) utilizado no filé para saboreá-lo junto a torradas ou pães variados.

                            Confesso, para quem pouco conhece além de lentilhas e do ortodoxo leitão (nunca consegui comer), tudo somado ao arroz enfeitado, fiquei pasmado com a categoria dos protagonistas.

                            Claro, não poderia deixar de referir o árduo trabalho da Thaís (Carol não estava, mas no quesito, e só no quesito, talvez não fizesse diferença), pois alguém teve que lavar tudo e organizar a consequência do trabalho desenvolvido.                    

NO FIM

                            Meu Pai fez “sete décadas” ontem (07 = 70), para quem vai meu forte e especial abraço.

 

                  

O CONTO DO BILHETE


 

 
                                      O conto é, de tão antigo, tão atual.

                                      As facetas que alimentam esta forma de estelionato se apresentam de muitas maneiras, até mesmo no bilhete premiado. Tudo regado pela ganância e pela busca do “dinheiro fácil”.

                                     Mas o conto do bilhete não se resume a tal forma. Vejam vocês que diariamente nos jornais ou na mídia em geral os “contos” são recorrentes, ou alguém ainda acredita em Papai Noel?

                                      A pergunta que não cala: como alguém ainda pode cair na conversa do estelionatário? Simples. Não é a conversa tão somente que comanda a reação. O que leva às pessoas a seguirem em caminho sabidamente movediço é unicamente “levar alguma vantagem”.

                                      Vamos aqui combinar que é inverossímil alguém acreditar que “venderá” algo premiado ou que você deverá “adiantar” um valor para receber outro maior.

                                      Mas, como sabido, acontece todos os dias em todos os lugares. E por quê? Porque o ser humano é ganancioso e vê no atalho e na facilidade do falso lucro obter vantagem.

                                      Como dito, o “bilhete” (lembrei-me do Rui agora, o “biete”) é o menor problema. O grande desencontro são as pessoas. É tudo aquilo que é dito, discutido, fixado, porém na prática a ação é furar a fila, estacionar na vaga especial, reservada, sonegar, explorar, isso é o maior dos contos do bilhete, essa é a natureza.

                                      O que impressiona é o caráter sistêmico da artimanha. A forma utilizada, os meios empregados e a participação na missa dominical.

 

NO FIM

                                      Prefiro os dados.

 

 

O SAMBA DO CRIOULO DOIDO



 

                                      Sérgio Porto, ou Stanislaw Ponte Preta, certamente nunca duvidou da permanente atualidade do seu samba. A certeza de que o Brasil nunca deixará - ao menos aos olhos do timoneiro -, de ser um fértil terreno para     “coisas sem sentido”, justifica tal indicação.

                                      O que passa?

                                      Exatamente, mesmo, não posso dizer. Contudo, acho que a ordem é mais ou menos essa: o presidente da câmara dos deputados, terceiro na linha sucessória ao cargo de Presidente da República, é acusado fortemente de ser um corrupto incorrigível. O Vice-Presidente da República, o segundo, jurista de renome nacional, em tempos de informática, utiliza os métodos, guardadas as razões, proporções, grandeza e sentido, do Presidente Getúlio Vargas (por favor, não estou comparando pessoas, mas atos), e lança mão de uma carta, sim “a carta”!, para fazer “beicinho” e colocar de vez areia nos olhos do Poder Central.

                                      Os demais ratos e ratazanas circulam embriagadas pelos porões, fomentando e disseminando o caos, somente para tentar sorrirem por algo que as urnas lhe negaram. Estão mais vivos do que nunca, do playboy ao empalhado, do banqueiro ao herói do grão.

                                      Acho que é isso!

                                      Mas tem mais: alguns ainda soltam foguetes pela vitória de Maurício Macri na Argentina, indicando que isso é uma vitória da “direita conservadora”. Sinto medo da ignorância. O pior mesmo foi o ocorrido na Venezuela, onde a ditadura perdeu e imediatamente reconheceu a derrota. Mas o que tem de pior nisso? Simples: a repressão e estado autoritário reivindicado por alguns daqui é combatido pelos mesmos gênios quando o assunto é a política na Venezuela. A derrota daqui é perseguida no tapetão, enquanto lá, na ditadura, é reconhecida como legítima.

NO FIM

                                      Existem muito mais doidos.