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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

GENOCÍDIO


                            Não, não se trata de uma abordagem sobre o nazismo, sobre a guerra na Bósnia ou mesmo da mortandade dos escravos à época do Brasil Colônia.

                           Trata-se do genocídio moral. Foi dito que a base desta (moral) está no senso das proporções. E o que é proporcional hoje? Uma opinião simples sobre uma predileção qualquer será motivo para iniciar uma verdadeira guerra. As pessoas têm receio de emitir qualquer juízo de valor sobre este ou aquele assunto porque isso poderá gerar desconforto geral. Há sim uma censura moral velada (para ser simpático) sobre o direito às manifestações.

                            A tolerância é uma reação que se afasta. Toda a abordagem é fixada num sentimento de “solução absoluta”. Ou seja, a minha opinião está cerrada e não há espaço ou mesmo possibilidade de que, por qualquer razão, eu veja a intenção de revê-la. Eu entendo assim e ponto final!

                            O resultado é a violência. Não concordar é uma situação. Respeitar é outra bem diferente. A linha entre isso está rompida. Sou contra a opção sexual de alguém. Assim, ao invés de respeitar, vou censurar. Por vezes tal condição esconde exatamente o medo ou a inveja.                  

                            Na religião, como outro exemplo qualquer, também é algo utilizado como escudo para que se gravite dentro de conceitos ultrapassados. E isso acontece porque, da mesma forma, o medo está presente. E isso não autoriza a violência, mesmo que verbal, como bandeira da intolerância.

                            Foi dito, também, que em época de loucura coletiva o peso dos pecados não é o mesmo. Quer dizer, sempre existe uma brecha para justificar uma condição que foge ao controle. A consequência da regra é “adaptada ao momento”. Viram como é simples explicar o que não se tem explicação?

                            Escrevi isso pensando que a cada dia tenho menos tolerância ao café forte. Perceberam como eu sou intolerante?

                            Tudo não passa de uma grande e sistêmica contradição e dúvida, ou não.

NO FIM


                            O que é tudo isso?

CARNAVAL


                            É, de certa forma, uma pena que o “nosso carnaval” tenha sido reduzido para apenas uma noite. Lembro dos carnavais de quatro noites, em todos os clubes da cidade, e ainda o aquecimento na sexta-feira que antecedia a festa toda.

                            O que realmente aconteceu para que esta festa, que reputo “a mais popular e brasileira” tenha praticamente findado por essas bandas?

                            Lagoa Vermelha sempre foi referência. Muitos falam da época do Caio, dos vestidos do Paulinho, entre tantos outros que contribuíam para que a festa acontecesse.

                            Outros tempos? Talvez. Tempos em que a cadência dos músicos levava todos a circular no salão. Não havia rodas e separação de blocos. Era tudo junto e, como já dito, misturado.

                            As informações dão conta de que não há mais o público de outrora. Isso traz prejuízo aos clubes e desanima qualquer ação.

                            É uma pena.

OS DRIBLES

                            De todos lembro sempre do Rivelino. Os dribles (elástico principalmente) eram desconcertantes e deixavam o adversário envergonhado e com aquela sensação de inferioridade que o acompanhava por todo o jogo.

                            Hoje os dribles (até elásticos) que mais chamam a atenção do povo, são outros. São aqueles que institucionalizam uma prática nefasta que favorece somente as camadas mais favorecidas. A ordem é inversa. As explicações não se sustentam. É confessado que o objetivo é outro. Questionam bolsas e se calam aos auxílios. É a lei do mais forte. Talvez Darwin explique. A sensação de vergonha permanece. Mais isso adianta alguma coisa?

NO FIM

                            Navegamos em águas perigosas.




QUAL EXPLICAÇÃO?



                            Na última pesquisa eleitoral, a mesma que aquele pré-candidato que diz utilizar o auxílio-moradia para “comer gente” tentou barrar no TSE, se renovaram praticamente os dados das anteriores, ou seja, Lula continua na frente disparado.

                            Surge, então, a seguinte indagação? Como pode ocorrer tal fenômeno, após a confirmação de uma sentença condenatória do petista em segunda instância?

                            Poder-se-ia, para utilizar os recursos gramaticais do Dick Vigarista, partir da premissa de que todos os demais pretendente ao cargo não estimularam ninguém, nem mesmo com balões de ensaio previamente estudados. O povo não engoliu nenhum deles, do misógino ao frequentador dos picadeiros.

                            Isso indica, para todos os efeitos, que a última trincheira para que Lula não seja o próximo Presidente da República é realmente uma decisão quanto a sua inexigibilidade.

                            Bom, com tal decisão, aí os eleitores de Lula votariam em candidato indicado por este? Ou não votariam em ninguém, tornando a enxurrada de brancos e nulos em fenômeno nunca experimentado em nossa democracia?

                            Vejam que encruzilhada, especialmente para a direita (se é que, como esquerda, centro, etc., existe ainda) que não conseguem emplacar um candidato sequer, apesar de muitos de seus defensores se apresentarem como a “solução”. E, pior, veem um candidato que responde a processos criminais, condenado, apesar de ainda sem trânsito em julgado, ser, caso venha a participar do pleito, inalcançável.

                             O ano está só começando.


NO FIM

                            Também é legal ver os que tentam ser ministros.