Dia desses em mais
uma “conversa nada a ver” discutia sobre a barba. Das primeiras remoções com
pedras lascadas até os aparelhos atuais, com teto solar e “airbag” duplo.
Conversando, disse
para meu amigo (e no momento oponente) que a opção passa por provações, da
família, trabalho, colegas, dos caninos, banco da praça, etc. Sempre tem alguém
que dá um pitaco. Quase nunca tem maldade, até porque o assunto não é para
tanto. Mas por vezes sempre tem um que aponta uma observação fatal: acho melhor
tirar! Por quê? Quer casar comigo?
É muito engraçado,
dizia eu para meu amigo, geralmente as dicas emanam de quem não as têm. Ele
retruca: não é isso. O que ocorre é que eu posso gostar ou não, e isso não
depende do “ter ou não ter”.
A subjetividade da alegação
deixa espaço para dizer tudo e ao mesmo tempo ficar calado. Foi o que fiz,
apesar de isso não ser normal.
Quase fui
convencido. Agora ela vai por ralo. Não, por lixo. Não, guardarei para
eternidade. Não sei. Acho que vou pensar mais um pouco.
O
amigo insistia que isso é moda, como já o foi coisas bem piores, dando exemplo
da lambada, dos homens usando tamanco ou dos cortes de cabelo “new wave”.
Talvez tenha razão.
Diante de tal
problemática de importância secular, achei melhor questionar: de certa forma é
verdade tudo isso. Porém, o que isso irá mudar na vida do meu amigo? Nada. E na
minha? Talvez nada. Então, qual a razão de discutirmos?
Exatamente, qual a
razão de nos impressionarmos com a opinião alheia quando a praxe é ficar feliz
com a tua tristeza.
Ficamos assim. Ah, o
amigo era eu mesmo.
NO FIM
A única medalha que
não gostei foi a do futebol, como outrora já indiquei. Sem mágoas.
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