O PODER DO
QUEITO
Lendo na revista Vida Simples uma reportagem sobre as pessoas quietas, aquelas que efetivamente
fazem valer a constituição anatômica humana, ou seja, dois ouvidos e uma boca,
algumas reflexões floresceram.
A primeira delas é a clara, porém muitas vezes pouco avaliada, diferença entre
o tímido e o introvertido. Enquanto aquele o é pelo medo, este o é por opção.
Enquanto aquele não se expõe pelo receio da contrapartida alheira, este é
simplesmente reflexivo.
A segunda, é que o introvertido, ao contrário do que a sociedade especialmente
considera, não deve ser inferiorizado em relação ao extrovertido, o qual “abre
às portas” com sua eloquência, que por vezes não passa de palavras ao vento.
É sabido e é fato, que o extrovertido tem maior penetração em qualquer condição
e meio social, enquanto o introvertido é marginalizado, pois, além da confusão
com o tímido, ainda o “falar”, mesmo sem nada a dizer, é considerado um
predicado, ao invés de ser uma impertinência.
A terceira, é que o introvertido, o qual é um introspectivo na essência, é
garantia de ponderação, análise dos fatos e de todas as condições. Somente irá
se manifestar pontualmente e sobre aquilo que julgar adequado.
Com efeito, a garantia de acerto e de plausibilidade em suas manifestações é
inversamente proporcional aos que, extrovertidos, falam o tempo todo, sobre
tudo e todos, e absolutamente não se extrai nenhum suco deste liquidificador.
Portanto, muito cuidado com aqueles que “tomam a conversa” em detrimento
daqueles que somente dão o seu recado de forma específica.
Se isto servir para o momento eleitoral, sob qualquer prisma, deve ser
considerado.
NO FIM
Que a natureza humana seja a condição nodal para que tudo aconteça.