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quinta-feira, 18 de outubro de 2012


O PODER DO QUEITO
 
                                      Lendo na revista Vida Simples uma reportagem sobre as pessoas quietas, aquelas que efetivamente fazem valer a constituição anatômica humana, ou seja, dois ouvidos e uma boca, algumas reflexões floresceram.
 
                                      A primeira delas é a clara, porém muitas vezes pouco avaliada, diferença entre o tímido e o introvertido. Enquanto aquele o é pelo medo, este o é por opção. Enquanto aquele não se expõe pelo receio da contrapartida alheira, este é simplesmente reflexivo.
 
                                      A segunda, é que o introvertido, ao contrário do que a sociedade especialmente considera, não deve ser inferiorizado em relação ao extrovertido, o qual “abre às portas” com sua eloquência, que por vezes não passa de palavras ao vento.
 
                                      É sabido e é fato, que o extrovertido tem maior penetração em qualquer condição e meio social, enquanto o introvertido é marginalizado, pois, além da confusão com o tímido, ainda o “falar”, mesmo sem nada a dizer, é considerado um predicado, ao invés de ser uma impertinência.
 
                                      A terceira, é que o introvertido, o qual é um introspectivo na essência, é garantia de ponderação, análise dos fatos e de todas as condições. Somente irá se manifestar pontualmente e sobre aquilo que julgar adequado.
 
                                     Com efeito, a garantia de acerto e de plausibilidade em suas manifestações é inversamente proporcional aos que, extrovertidos, falam o tempo todo, sobre tudo e todos, e absolutamente não se extrai nenhum suco deste liquidificador.
 
                                      Portanto, muito cuidado com aqueles que “tomam a conversa” em detrimento daqueles que somente dão o seu recado de forma específica.
 
                                      Se isto servir para o momento eleitoral, sob qualquer prisma, deve ser considerado.
 
NO FIM
 
                                      Que a natureza humana seja a condição nodal para que tudo aconteça. 

RESÍDUOS

 

                                      Definidos, ao menos em nossa região, os eleitos para os mandatos que iniciarão no ano de 2013 e terão em sua projeção, entre questões ordinárias, os anos de copa do mundo (2014) e olimpíadas (2016).

 

                                      A vanguarda na leitura do futuro é talvez uma das maiores virtudes de um administrador, essencialmente o administrador público, que ao caminhar na linha tênue e bamba da resistência de muitos, na desconfiança geral, necessita ultrapassar as primeiras pedras para chegar ou enxergar um horizonte definidor.

 

                                      Nesta esteira, observo que ambos os eventos de envergadura mundial podem sim render frutos para Lagoa Vermelha e toda a região. Como? A resposta está com os vencedores.

 

                                      De outra sorte, qualquer competição, inclusive eleitoral ou especialmente esta, se aguarda vencedores e vencidos, sendo a harmonia devida no pós-pleito aguardada com ansiedade por todos.

 

                                      A grandeza dos vencedores deve ser proporcional ao reconhecimento dos que perderam. Não há mais espaço para campanha eleitoral após o resultado extraído dos terminais eletrônicos. O reconhecimento e o respeito é o que deve preponderar.

 

                                      É natural que do processo, notadamente no âmbito municipal, algumas feridas permaneçam ainda abertas. Todavia, tal condição, haverá de ser enfrentada sob o prisma global, não mantendo questões individuais para superar o bem comum.

 

                                      Portanto, parabéns a todos os que alcançaram os seus objetivos e, da mesma forma, àqueles que não foram felizes, devendo somente ser evitado, até por respeito a sociedade,  a mantença de um discurso já funesto.

 

                                      Sejamos todos maiores que a periferia do raciocínio. Não podemos deixar que os resíduos de todos gravitem de maneira inversa ao sentido da busca e do bem da vida.

 

NO FIM

 

                                      O aceitar é por vezes mais digno do que vencer.

MULHERES QUE DORMEM DE MEIAS

                        
                            Pensando sobre os grandes conflitos do cotidiano, como a utilização do vestuário, a teoria da relatividade, a quintessência, o agendamento de compromissos, para quem iremos dizer sim ou não, finalmente, qual dos caminhos será escolhido, fixei-me num ponto nodal da convivência humana: as mulheres que dormem de meias.


                            A compreensão passa por critérios deveras substanciais, que serão diluídos (grande pretensão) dentro de uma lógica mundana, qual seja enxergar o óbvio.
 

                            Começo pela análise do conteúdo que é acondicionado dentro das meias: os pés, os quais podem ser definidos como a parte inferior das pernas, com as quais mantém articulação, direcionada a postura e ao andar.
 

                            Os pés devem ser expostos, sempre que possível e em todas as circunstâncias, pois a própria natureza não deve ser privada de seu convívio visual, além, é claro, da condição anatômica e da necessidade da renovação epidérmica, mesmo que esta ocorra silenciosa.
 

                            Mas, qual o motivo essencial que possa justificar uma mulher dormir de meias?
 

                            Recolher durante o dia, frente às necessidades maiores, quer laborais, de lazer, etc., é plenamente justificável. Agora, à noite, sob o manto e o local do descanso, é uma atitude que foge, ao menos de uma definição palpável, da razoabilidade.
 

                            Razões aleatoriamente trazidas ou até climáticas, são as campeãs. Todavia, nenhuma delas consegue alterar o que está realmente escondido por detrás (ou no interior) da opção das meias para dormir.
 

                            Sei, dizem alguns, tem homens que dormem de tocas e pijama comprido. Evidentemente que sim! Mas, tal evidente desvio não poderá servir para avalizar a discussão sugerida.
 

                            Não consigo encontrar a “razão”, só concluo, para o desgosto ou aplauso de muitas, que não será fácil sustentar a viabilidade ou a aceitabilidade de uma mulher que dorme de meias, por mais bonita e cheia de adereços que possa agregar.
 

                            Dormir de meias, reflitam, pode ser um abismo sem volta.


NO FIM
 

                            Bolsa térmica é uma solução tão eficaz quanto um tijolo aquecido.