Cristovão Colombo,
navegador italiano, que timoneou a comitiva que descobriu o continente
americano, não era tudo isso. Ao menos quanto a honestidade literal ao
encontrar “novas terras”.
Sabia-se que a coroa
espanhola recompensaria quem fosse o responsável primeiro por avistar e dizer a
famosa frase: “terra à vista!”. E a recompensa seriam 30 moedas de ouro de
maneira vitalícia, o que garantiria ao protagonista uma vida de luxo e sem maiores
preocupações de cunho financeiro.
Um marinheiro foi
quem avistou primeiro. Colombo, o “chefe” (não sei se marinheiro tem chefe”),
avocou para si a descoberta e abocanhou a fortuna. O marinheiro, desgostoso e
sem ter muito o que fazer, dizem, enforcou-se pouco tempo depois.
Vejam que os louros
muitas vezes não estão vinculados aos reais merecedores. Por vezes, e não
raras, os aplausos retratam algo que no fundo não diz necessariamente o que
emerge a realidade dos fatos.
Disso penso nos
jogadores de futebol. Sempre a entrevista, os holofotes e a glória fica
vinculada àqueles que realizaram o ato final, ou o gol. Os outros, que carregam
o piano, o guarda-roupas, a mesa, e conduzem a sobremesa para o goleador
finalizar, apesar de serem considerados importantes no contexto, não recebem
toda a euforia.
E isso sempre me
deixou contrariado. Em absolutamente todas as equipes de esportes coletivos, e
aqui precisamente o futebol, sempre há discriminação, mesmo velada, dos que
“não fazem os gols”. São tão importantes quanto. Mas a bola na rede é a
essência e dela tudo parte ou termina.
Minha homenagem aos
goleiros, zagueiros, laterais e volantes, que são os construtores da base para
que o telhado, quanto o sol estiver gritando, seja construído finalmente.
NO FIM
Resultados
interessantes até agora (15h de 19.06.18) na Copa do Mundo.