Seguidores do Victor Hugo

Páginas

Total de visualizações de página

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

VOTAR PARA PRESIDENTE



                            Se avizinha mais uma eleição para também escolhermos nosso próximo principal mandatário ou o Presidente da República.

                            Os pretendentes já são conhecidos. E se não houver qualquer surpresa (sempre é possível) os nomes são exatamente os alardeados por aí, com exceção de Lula, que pela legislação vigente está impedido de concorrer.

                            Pois bem. Tenho acompanhado atentamente os candidatos, principalmente suas recentes entrevistas, agora em tal condição. Tal situação, aliás, que me parece uma obrigação de todo o eleitor. E ao mesmo tempo que percebo pessoas preparadas para o debate, vejo outros que não passam de uma piada e de extremo mau gosto.

                            Assisti, nesta semana, uma sabatina característica do jornalismo atual: ataque principalmente à pessoa e, se der tempo, perguntas sobre suas ideias e propostas.

                            Desta verdadeira armadilha só sobrevivem os que têm um mínimo de conhecimento em áreas básicas. Os demais, como o entrevistado que vi, que somado ao seu total despreparo e total ignorância, mostrou claramente desconhecer fatos basilares de nossa história, de nosso povo e, por consequência, dos mais comezinhos conceitos do que é em verdade o Brasil, sucumbem vergonhosamente.

                            A batida retórica de ser buscado um “salvador da pátria” a partir do que ele diz, ou seja, exatamente o que muitos querem ouvir, sem, no entanto, buscar a informação sobre a possibilidade do que é dito efetivamente ser possível de realização, reputo eu, como o maior perigo que ronda nossa quase ferida de morte democracia.

                            Corremos o risco sim de tudo ficar pior do que já está. E vejam, meus amigos e amigas, eu também achei que pior já estava em nossas vidas com o atual desastre que nos comanda.

NO FIM

                            Só para esclarecer que a eleição é da República do Brasil e não, como muitos ainda pensam, de “Curitiba”.



POLENTA E MOLHO



                            Nossa origem é a base condutora de todo o caminho. Quem foi criado com iogurte, chocolate quente e brioches teoricamente já nasceu em caminho pavimentado, ou, ao menos, menos nebuloso. Outros, onde me incluo, que a travessia original veio regada a pão caseiro, chimia, geleia, e, além das massas, a clássica polenta com molho, via de regra, foi enfrentada alguma estrada de terra e muitos quebra-molas.

                            Vejam que não há aqui qualquer preconceito, em absoluto. Cada um em seu quadrado e em sua realidade. Aliás, em tal quesito “preconceito”, provavelmente traduz o sentimento mais desprezível que advém de um ser humano. Mas hoje nossa “conversa” é outra.

                            Todos estamos no mesmo barco que se chama Brasil. De uma forma ou outra, quem por aqui está, dependemos de um timoneiro. Será ele da turma do iogurte ou da polenta? Talvez de ambas. O certo é que alguém será e logo. Estaremos na mão do quem terá como norte repartir, ou quem vende um sonho de que tudo poderá ser resolvido ao final com a violência. As cartas estão sendo lançadas e os balões de ensaio são todo o dia postos à prova.

                            Vocês já pensaram nas consequências de uma escolha, uma opção não racional, mas alicerçada na emoção vinda de uma terra considerada arrasada?

                            Caberá aos do iogurte com mel aos da polenta com molho feito de galinha caipira as consequências. Além disso, e pior, é que os filhos, netos, de todos, experimentarão o resultado nefasto de uma eventual escolha baseada no egoísmo, no preconceito e na turva visão de um salvador, ao invés de um condutor de ideias e de ideais.

                            Nesse turbilhão lembrei da minha avó Normélia e toda sua ritualística na preparação da iguaria a qual fomos todos nós, de lá, criados. Lindos tempos! Perigosos tempos!

NO FIM

                            Não esqueçamos também da alface e, sobretudo, do radite, mas o clássico, em detrimento dos crótons, sem preconceito.

FORMATURA



                            Parece que foi ontem que tudo começou. Mas o fato é que a Carolina está se formando em Direito. Soma-se ao Micka em tal condição e aguardam a Thaís que vem na sequência à passos largos.

                            É interessante a dinâmica da vida. Nossos filhos estão pequenos, ingressam na escola, com lancheira e leite com chocolate, uniformes, e seguem os anos. Aí quando nos damos novamente conta do tempo, por tal ótica, estão no vestibular. Mais um pouco ingressam na universidade. Começa uma nova fase que se extingue também rápido. Não parece pelo viés dos boletos, mas é tudo muito célere.

                            Hoje parabéns a ela.

FRANÇA

                            No grupo do “charque” apostei, antes de iniciar a Copa, na vitória da França. Fui o único que assim o fez. Não torci para a França, mas todos sabemos o resultado final. Ficam todos os vinhos para serem degustados pelos atletas etílicos desta reunião mensal. Pena que alguns números que poderiam me auxiliar de alguma forma eu nunca acertei.

BRASIL

                            A equipe brasileira não passou de razoável, tipo nota 6,5. Patamar, aliás, que nunca deixou de ser o seu nos últimos tempos. O técnico Tite é um grande chato. Parece mais um palestrante de autoajuda do que técnico de futebol. Claro que tem méritos e conhecimentos, mas aquela unanimidade toda era e foi enganadora.

                                      Não esqueçamos: hoje faz 16 anos e farão 20 anos na próxima Copa do Mundo que o Brasil não levanta a taça.  

NO FIM

                            Tudo fica a cada dia mais fora dos trilhos. Lembram do rompimento institucional?



OS JAVALIS



                            A partir de uma ação profissional, técnica, preparada em detalhes, inteligente e cirúrgica, todos os meninos, junto com o professor, foram retirados com vida de uma caverna na Tailândia.

                            O mundo inteiro estava angustiado. Não se tinha qualquer certeza. Poderia dar certo, como deu; porém igualmente havia o risco de que tudo resultasse em tragédia.

                            Tudo foi realizado com discrição. As informações durante o resgate nunca eram precisas. Definida a estratégia foi seguida, sem alarde ou espetáculo midiático. Deu tudo certo. Parabéns!

HABEAS PARA LULA

                            Deixando a conversa de bar e as manifestações em geral, sob todos os prismas, quer seja ideológico, terrorista ou de ódio, de lado, o fato é que ocorreu uma sucessão lamentável e um espetáculo onde o judiciário se apresentou como infeliz protagonista.

                            É definitivamente surpreendente o desrespeito a decisão de um juiz de plantão, o qual, para todos os efeitos, naquele momento é o próprio tribunal. Se a decisão está certa ou errada, considerando o entendimento de qualquer interessado processualmente, o caminho é pura e simplesmente um recurso, como acontece diuturnamente nas lides forense.

                            E aqui não s  trata de reconhecer ou concordar com a decisão tomada no mérito. O fato é que uma decisão e por isso deve ser cumprida enquanto não seja eventualmente reformada. O sistema é assim e o é, ou ao menos deve ser, para todos.

                            Mas o nosso trem desgovernado atinge até instituições que outrora pareciam imunes a determinadas situações.

                            O Estado Democrático de Direito está sangrando.

NO FIM

                            Teratológico é o que se transformou este país.