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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012


INSPIRAÇÃO

 

                                      O mundo virtual, onde a maioria está necessariamente inserida, traduz exatamente a glória daqueles que são sedentos por novidades; por notícias extraídas do forno; do conhecimento da vida alheia; de quem faz o que e de quem está onde; enfim, é a materialização da conversa e das interpretações sobre a vida dos outros.

 

                                      O procedimento, clara reação do ser humano e da sua natureza, não é novidade. A novidade, nem tão nova assim, é a forma. Se antes a busca de informações era verbal ou, a clássica, ficar na janela para ver, entre outras coisas, a “banda passar”, hoje é atrás de uma tela, onde tudo e todos se movimentam, no trilhar dos dedos sobre um teclado exprimido e revelador, de onde também são extraídas, ou reveladas, as ações de todos, inclusive e especialmente daqueles que não conseguem a expressão de forma diversa.

 

                                      Neste mundo, todos podem ter ou não ter rosto. Falo, literalmente, pois o rosto conhecimento pode não ser o mesmo a partir de uma tela de computador. As revelações são eficazes, ordinárias e, na grande maioria das vezes, extraordinárias.

 

                                      Por que é assim? Pelo simples fato de que o mundo está na sua frente, sem ressalvas. A moral, os bons costumes e os limites impostos por cada um é a lei. Todas as exceções são julgadas pelo espectador.

 

                                      Quando não é mais preciso a exposição visual - apesar desta ser vital para alguns -, o espaço de ação foi alargado, ampliado, amplificado, e a coragem passa também por ai.

 

                                      A evolução da forma de “conhecer a vida dos outros”, igualmente imprimiu a aceleração de alguns processos vitais, a fim de que saiamos da época das cavernas ou daquela em que se vendia indulgências.

 

                                      Esta será, todavia, outra história, que somente haverá de ser contada após o show do Robert Plant, na próxima segunda-feira.

 

NO FIM

 

                                      Tudo não passa de fofoca institucionalizada e reconhecidamente aceita.

NOS PORÕES

 

                            Negra Lu, personagem da Esquina Maldita, pelos idos de 1960/1970, revivida atualmente na obra (com o mesmo nome) do Foguinho, lançada na Feira do Livro em Porto Alegre, tinha entre muitas, uma frase definitiva: “Não sou mulher de muita maquiagem, mas sei utilizar os talheres”.

 

                            Emitir uma opinião, sobre a mais rasa possibilidade de eco, deve necessariamente vir acompanhada de, primeiro, responsabilidade e, após, conteúdo básico que a sustente.

 

                            Visualizei, com muito respeito, algumas posições sobre questões recorrentes que norteiam a humanidade, as quais, desde a muito tempo e notadamente nos últimos, tem angustiado milhares e, por esta razão, indicam o aprimoramento das discussões.

 

                            Uma delas é o aborto, outra a pena de morte e outra ainda é a descriminalização das drogas. Todos recaem sobre pilares históricos e quem vem carregado de muitos conceitos prévios que por vezes sofrem relativização e ou censura correspondente.

 

                            Já expressei minha opinião, diversas vezes, neste espaço e em outros, sobre a minha total concordância com o aborto, desde que evidentemente seja realizado no espaço de tempo que a medicina indica como possível, sendo tal ato mera faculdade da gestante, sem interferência de ninguém, especialmente do “pensamento divino”, que sempre vem alimentado por questões subjetivas e que não mantém coerência com o que é palpável.

 

                            A pena de morte é a maior prova de que o ser humano ainda não conseguiu se livrar do seu lado animal. A justificativa, mais uma vez, é conversa de botequim. Vou matar quem matou! A forma e os meios serão exatamente buscando o mesmo fim: assassinar. O que diferencia é que, um deles, será uma morte avalizada pelo Estado. No mais, não há qualquer diferença. Não se ingressa, por fim, na seara dos conhecidos e reconhecidos erros judiciários que inúmeras vezes levaram um inocente a este fim.

 

                            Quanto a liberação das drogas, notadamente como já o fez o Uruguai em relação específica da maconha (já feito com o aborto), a discussão deverá ser aprimorada, como debates multidisciplinares, buscando subsídios sobre os aspectos legais, médicos, estruturais, sociais, antropológicos, filosóficos, etc, etc., sem novamente trazer a tona conversas sem responsabilidades e sem um cunho que essencialmente vise, sob todos os aspectos, o aprimoramento e o contexto da convivência humana em si.

 

                            Aguardo tudo, especialmente as críticas e as contribuições, sem esquecer as premissas da Negra Lu.

 

NO FIM

 

                            Toda manifestação deve ser agasalhada pela ética aos valores, pela coerência e a razão.

 

 

 

 

DUNGA

 

 

                            Tudo poderá ser dito, menos que Dunga não terá o comando do espetáculo. Que será um treinador condescendente com a bagunça e a falta de ação.

 

                            Dunga possui suas convicções e leva-as até o fim, sem sair do trilho. Têm seus objetivos bem traçados e acredita neles, sendo tal virtude que o levou a ser, em média e pelos resultados, o maior vencedor de jogos e torneios, quando treinador da seleção brasileira.

 

                            Aliás, seleção brasileira não é paradigma. É indicativo, mas não, e longe disso, garantia. Que o diga Felipão, onde após a Copa de 2002, acabou ganhando somente a recente Copa do Brasil com o rebaixado Palmeiras, dentro de um torneio que, sabemos todos, somente participaram times muito limitados.

 

                            Por estas razões, pelos fatos e indicativos, entendo que Dunga poderá fazer um trabalho respeitado no Internacional, dentro de um conjunto técnico, que abranja todos os setores, a fim de que a “turma” que entra em campo saiba, de toda sorte, sua função e quem efetivamente dá às cartas.

 

                            Assim, sorte ao Dunga e que o Glorioso retorne aos trilhos vitoriosos que o fez, antes de todos, o único Campeão de Tudo.

 

O NOME

 

                            Retorno ao assunto e sempre retornarei até que uma atitude efetiva seja tomada.

 

                            O caminho para pavimentar as ações já está borbulhando, com diversas manifestações e com uma enquete popular, que é sim um paradigma importante, onde mantém o percentual de 64% a 68% para a mudança do nome da Escola Presidente Kennedy.

                            O que fazer? Quem pode fazer ou tomar a iniciativa?

 

                            Já foi sugerida forma, ou as formas, com exemplo, contudo uma consulta popular por iniciativa do executivo, do legislativo ou mesmo provocada por entidades da comunidade, talvez seja o caminho mais honesto e eficaz.

 

                            Por fim, do debate que participei na rádio Lagoa FM sobre o assunto, sai mais convicto do que nunca, notadamente frente as respeitáveis razões que sustentaram o contraponto, de que a mudança deve acontecer, e o mais rápido possível.

 

NO FIM

 

                            Alguns estão com medo, o que também é importante.

 

                           

 

 

 

 

 

 

ARTIFICIAL

 

                            Zuenir Ventura na obra 1968 O que fizemos de nós traz uma interessante abordagem sobre a “falta de bússola” das gerações que foram concebidas nas cercanias da virada do milênio.

 
                            Aborda sobre os quarenta anos passados entre a Era de Aquário e a do Aquecimento Global. Enquanto àqueles olhavam para o futuro, estes pensam no presente. Somado a tudo isso, o argumento de que nem 10% dos jovens dos anos 1960 participaram do movimento estudantil, enquanto nem todo o adolescente de hoje está inserido em raves ou no ecstasy.

 

                            O jovem de hoje não busca a ruptura, esta já foi levada a efeito pela geração de Aquário. O chamado “desbunde” é agora careta. Se na geração “velha” perseguia tudo o que não tinha direito, a atual tem tudo o que precisa (ou não tenha nada) e, talvez por isso, seja tão paradoxal. Não há mais definição de gerações, mais de tribos, galeras, turmas.

 

                            A patota atual, via de regra, não se preocupa com política, questões sociais, não protesta, não contesta, todavia está de bem com a vida, adequada ao seu melhor poder aquisitivo, entendendo que eventual militância não deve superar a dissidência.

 

                            Isto é muito ruim!

 

                            A resposta está em muitas obviedades. Dentre tais, a não feitura da transgressão como um ideal, conforme diz Zuenir, que complementa: se tudo é permitido, se não há mais tabus, transgredir o quê?

 

                            Russel Jacoby, sociólogo, também citado na obra, argumenta que a “energia jovem é efêmera, se apresenta e se esgota instantaneamente”; ou que “não há a crença de que o futuro seja melhor do que o presente”. Isto somente pode ser interpretado como um freio ao outrora ideal.

 

                            Nesta perspectiva, resta estabelecida a conclusão de que um dos hinos da época, a música Caminhando de Geraldo Vandré desapareceu, pois, “Quem sabe faz a hora não espera acontecer”, não passa de um verso, diz Zuenir, sedutor, contudo não como verdade.

 

                            Lembrei-me de Eduardo e Mônica, da Legião Urbana, mas mais isto é outra história.

 

NO FIM

 

                            Não deixe de votar no site www.folhadonordeste.com.br, quanto a proposta de alteração do nome da Escola Presidente Kennedy.