A humanidade está em
constante processo de aceleração. A ideia e ações voltadas para que tudo
aconteça da maneira mais célere é a regra. A exceção, desta forma, é buscar
viver em desaceleração. Em compasso um pouco mais lento, como uma música de
João Gilberto.
Mas como se
controlará a ansiedade? Quero um carro veloz; uma comida que possa ser feita
rapidamente; um celular que tenha velocidade em todos aplicativos; que os
discursos sejam breves; que a viagem dure o menos possível; que o tempo entre
um compromisso e outro não dure mais do que o estritamente necessário; que o
abraço seja rápido.
Apesar disso é comum
ouvir e dizer: não tenho tempo para nada; o dia deveria ter 40 horas; não
consigo fazer tudo que preciso; estou atrasado e, ao final, a constatação: como
a vida passa rápido demais!
É dito que os anos
passam depressa e as semanas devagar. Nossa, já é natal novamente! Ou: tomara
que chegue sexta-feira logo! Parece tudo uma contradição. Porém o que realmente
se apresenta é a abordagem sobre algo que talvez nem mesmo exista.
Aceleramos e ao
mesmo tempo há uma procura por medicamentos que enfrentem a depressão, a
ansiedade e ajudem a suportar o dia a dia. Onde está a lógica?
As pessoas comumente
dormem mal, comem mal, vivem, de maneira geral, desanimadamente, mas, ao mesmo
tempo, aceleram o processo. Nada é feito para que o ciclo ou a engrenagem
experimentem alguma reação contrária.
Todos estamos
acelerados além da conta
NO FIM
De algum lugar em
uma leitura qualquer: não esqueçam que o cabo do machado que desmata também é
madeira ou como dito “é dos nossos”.