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terça-feira, 28 de novembro de 2017

ACELERADOS


                            A humanidade está em constante processo de aceleração. A ideia e ações voltadas para que tudo aconteça da maneira mais célere é a regra. A exceção, desta forma, é buscar viver em desaceleração. Em compasso um pouco mais lento, como uma música de João Gilberto.

                            Mas como se controlará a ansiedade? Quero um carro veloz; uma comida que possa ser feita rapidamente; um celular que tenha velocidade em todos aplicativos; que os discursos sejam breves; que a viagem dure o menos possível; que o tempo entre um compromisso e outro não dure mais do que o estritamente necessário; que o abraço seja rápido.

                            Apesar disso é comum ouvir e dizer: não tenho tempo para nada; o dia deveria ter 40 horas; não consigo fazer tudo que preciso; estou atrasado e, ao final, a constatação: como a vida passa rápido demais!

                            É dito que os anos passam depressa e as semanas devagar. Nossa, já é natal novamente! Ou: tomara que chegue sexta-feira logo! Parece tudo uma contradição. Porém o que realmente se apresenta é a abordagem sobre algo que talvez nem mesmo exista.

                            Aceleramos e ao mesmo tempo há uma procura por medicamentos que enfrentem a depressão, a ansiedade e ajudem a suportar o dia a dia. Onde está a lógica?

                            As pessoas comumente dormem mal, comem mal, vivem, de maneira geral, desanimadamente, mas, ao mesmo tempo, aceleram o processo. Nada é feito para que o ciclo ou a engrenagem experimentem alguma reação contrária.

                            Todos estamos acelerados além da conta


NO FIM

                            De algum lugar em uma leitura qualquer: não esqueçam que o cabo do machado que desmata também é madeira ou como dito “é dos nossos”.

                            

ORVALHO DA MONTANHA


                            Ou o refrigerante com o pomposo nome de “Mountain Dew” foi palco de animada e recente conversa entre nós. A maioria (ou todos?) não lembrava dele. Só eu, com a barba branca, tinha em mente até os dizeres da propaganda deste refrigerante.

                           Voltamos aos anos 1980. Este composto refrescante de origem imperialista chegou ao Brasil para reverenciar o esporte radical. Lembro que a música dizia mais ou menos assim: “a vida é mais refrescante com Mountain Dew” e mostrava alguém escalando ou praticando algum esporte radical.

                            Mas como só eu lembrava? Fui pesquisar. Constatei que este refrigerante permaneceu pouco tempo, poucos meses para ser mais preciso, no mercado brasileiro, a partir de um projeto encabeçado pela Pepsi-Cola.

                            Após experimentou novos testes por aqui em 2002 e mais recentemente em 2015, sempre associado à juventude. Pelo jeito o marketing não funcionou como o esperado.

                            Eu, ao contrário, que provavelmente deveria ter 10 ou 12 anos de idade na época do lançamento, lembro muito bem de tudo, inclusive do ator que tomava um gole enorme do refrigerante e saía como se o conteúdo tivesse resultado similar do espinafre sobre o Popeye.

                            Bom, se foi para abrir o baú lembrei de outra pérola: “Tênis Motoca”! Aquele que “anda mais, dura mais e custa menos”. E que a “vida é mais feliz, com tênis motoca”. Não lembro de ter usado.

                            Tinha (ou ainda tem?) o “Kichute”. Esse sim um clássico!  Lema: “Calce esta força”. Era utilizado em qualquer situação e terreno. Da escola para o futebol ou eventos eclesiásticos. Era comumente amarrado na canela e somente descartado quando já estava branco de velho. Na realidade não terminava nunca, o que vinha de desencontro com a atual ideia de liquidez ou de constante substituição pelo consumismo desenfreado.

                            Outros tempos, certamente.

NO FIM

                            O saudosismo também faz parte da caminhada.




FEIRA DO LIVRO


                            Achei muito interessante a palestra do Patrono Piangers em nossa Feira do Livro. Disse praticamente o que é natural, deveria ser normal e até óbvio. Porém, quem dúvida de nossa dificuldade de dizer ou até entender as obviedades?

                            A sua fala contaminou sim, a todos. Sua simpatia e linguagem jovial traduz exatamente um norte, um caminho, uma forma, para que entendamos, primeiramente, e para que venhamos a enfrentar, após, a liquidez dos relacionamentos familiares.

                            Menos celulares e mais abraços.

21 ANOS

                            Você lembra quando fez 21 anos? Ainda não fez 21 anos? Tanto faz. O importante é que 21 anos também é um marco, até foi considerado balizador para maioridade civil em outros tempos. No imperialismo do norte, 21 anos é ainda a maioridade para alguns atos importantes da vida civil. Enfim, 21 anos não é pouca coisa.

                            O que está valendo mesmo é que a Thaís Helena fez 21 anos nesta semana. E, por isso, os parabéns vai para com quem tomo chá todas as noites.

ARACNÍDEOS

                            Tenho uma conhecida, poderia até chamá-la de certa forma de uma companheira, que reside estrategicamente entre a emenda de um móvel que a faz protegida de qualquer ato perigoso de minha parte.

                            Ela tem conhecimento do estado de perigo. Quando vulnerável, dia desses, e eu preparado para levá-la junto aos seus entes que já partiram, se fingiu de morta. Eu, amador, pensei: não será necessário realizar algo que já está consolidado. Fui busca algo para o translado e, surpresa: ela não mais estava ali. É muito esperta.

                            Vejo ela todos os dias. Sabida, não mais se expõe, pois, sua tática de “falecimento” é conhecida. Ela sabe que eu sei.

                            Ainda vamos nos encontrar novamente, cara a cara.

NO FIM


                            Parabéns aos organizadores.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

SORTEIO


                            A origem da palavra “sorteio” vem de sorte. Se ganho o sorteio é porque tive sorte. Até aí concordamos todos, certo?

                            Quanto eu começo a ganhar (quase) todos os sorteios, acende uma luz, pois a probabilidade se mantém idêntica e não altera. O que muda é realmente que estou sempre com sorte. Isso causa um certo desafio na lógica, porque será possível ser sempre eu o agraciado? De onde vem tanta sorte?

                            Lembrei que, ainda pequeno, ganhei dois sorteios: uma panela de pressão e uma cadeira (chamavam de praia), sendo que esta última, por não estar presente no local, ganhei, mas não levei. Nos últimos tempos ganhei um livro, e não lembro de mais nenhuma sorte no quesito.

                            Haviam os sorteios do futebol onde o nome das equipes, escritas em pedaços de papéis, eram colocadas dentro de um copo, e a que sobrava ficava no conhecido “copo”, indo avançando sem necessitar jogar. Claro, e não dá para espalhar, mas invariavelmente o pedaço de papel sofria auxílio externo (saliva) para que determinada equipe ficasse sempre “no copo”. Outros tempos!

                            Agora um cidadão de sorte (ou de azar) é o juiz da Suprema Corte, Gilmar Mendes. Ele corriqueiramente é sorteado para apreciar assuntos complicados que deságuam no Tribunal. Sempre é para ele que matérias de grande repercussão são encaminhadas. Que coisa!      Que sorte! Ou não?

                            O Presidente também é um sujeito de sorte. Vejam: apesar de uma certa experiência no quesito cronologia, é casado com uma bonita e jovem mulher; foi alçado ao cargo de maior mandatário do país sem muito esforço, votos, e, diriam, alguns, “de carona”. O certo é que está no cargo e mesmo ameaçado fortemente por três ou quatro vezes, teve a sorte de conseguir se manter, não correndo, agora, qualquer perigo. Que cidadão sortudo!

                            Teve recentemente uma pequena intercorrência que o levou a experimentar uma obstrução. Porém, sendo um cara que tem sorte, não seria uma estrada obstruída, que até é provavelmente pouco explorada, que seria um problema.

NO FIM


                            Sorte a todos. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

HAMBURGO HAMBURGUERIA



                            Neste mês de novembro a “Hamburgo Hamburgueria Artesanal”  trará novidades. Além do tradicional - e único - hambúrguer já conhecido através das entregas à domicílio, disponibilizará seus produtos direto ao público, a partir de um ambiente inovador, vanguardista e cirurgicamente decorado para recebê-los.

                            Haverá àquele som do vinil, onde os “chiados” se misturarão aos cheiros extraídos dos selecionados e variados ingredientes; também às formas, que nas mãos da equipe resultam sempre numa atmosfera que aguça os mais exigentes paladares.

                            Seus sentidos viajarão dentro deste particular ambiente que se avizinha em chegar. A experiência se tornará única e inigualável.

                            Ao final você poderá inclusive deixar registrada sua experiência na própria linha do tempo; por ela própria, pela música, pela foto, pela mensagem ou da forma que você, apreciador e protagonista, encontrar como o primeiro “grand finale” de um grande início.

FESTA DE CRIANÇA

                            Combinamos todos que grandes acontecimentos gastronômicos também são conhecidos com as “festas de crianças”, onde gravitam, entre muitas guloseimas, o tradicional cachorro-quente, pastel, brigadeiro, etc.

                            O que eu nunca entendi é como alguém pode gostar de canudinho ou olho de sogra, quando geralmente a riqueza de opções vence tais barreiras.

                            Lembro sempre que tais itens permaneceriam entre os menos enfrentados, sobrando ao final das festas para que, sem alternativa, inclusive após ser distribuído para um e para outro, teimarem em permanecer em nossa visão e inevitavelmente serem absorvidos.

                            Sobrava para as mães, as quais heroicamente já enfrentavam o pescoço e a asa da galinha, em detrimento da coxa, sobrecoxa ou peito, porque, sabemos: mãe é mãe!

                            De mondongo ou bife de fígado falamos em outra oportunidade.

NO FIM


                            A vida é também assim.