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quinta-feira, 21 de julho de 2016

TIA PECÚNIA




 

                            Expressão utilizada por Anthony Burgess no livro Laranja Mecânica, “tia pecúnia” é sinônimo de dinheiro, como por aqui ainda pode ser o “pila”, na referência ao político Raul Pilla, à época da Revolução Constitucionalista.

                            A “tia pecúnia” ou o “pila”, especialmente a sua falta ou seu desvio pelos ralos imundos que canalizam a corrupção, levam a cenas chocantes que tive o desprazer de visualizar nos últimos dias.

                            Nada a ver, apesar do evidente e também crime, com eventos terroristas na Europa, Oriente Médio, mas com a desocupação de uma área em Porto Alegre, determinada judicialmente, de um sem número de pessoas, incluindo especialmente crianças.

                            Tais infantes, menores em tenra idade, dormiram ao relento, sob colchões, sofás, encostados entre si, tentando fazer frente ao medonho e intenso frio que assola nosso estado este ano.

                            As imagens vieram: menores descalços, vestindo roupas de sabe lá de quem, muito maiores que seus corpos; alguns com toucas, igualmente desproporcionais, sem meias, num cenário que remeteu às guerras, ao resultado de um conflito com extremas consequências humanas.

                            Porém, não! Estava tudo acontecendo no Rio Grande do Sul, terra do “pila” e dos “grandes feitos”.

                            Sinto muito. Não sei quem eram àquelas pessoas. Não sei também o motivo pelo qual tudo estava acontecendo daquela forma e oportunidade. Sim, o respaldo deveria ser judicial. Mas, por quê? Por que aquilo acontecia exatamente daquela forma? Sabe-se, eu sei, que tudo sempre acontece desta forma.

                            Que a “tia pecúnia” e o “pila” pudessem evitar isso tudo. Não podem.

NO FIM

                            É sofrimento.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

CASÃO




                            Assisti (duas vezes) no programa Resenha da ESPN/Brasil uma entrevista com o jogador de futebol Casagrande. Como entrevistadores os igualmente ex-jogadores Sorín, Djalminha e Alex, junto ao âncora Rodrigo Rodrigues.

                            Senti um misto de entusiasmo e de decepção.

                            O entusiasmo deu-se porque Casagrande além de um extraordinário jogador de futebol foi um personagem com atitude, com opinião. Junto ao mais extraordinário ainda, doutor Sócrates, foi protagonista da chamada democracia no futebol, onde os jogadores exigiam participar das decisões dos clubes, tinham inserções na política e não temiam alardear suas opiniões e preferências.

                            A decepção vem em seguida: o que temos hoje e talvez há muito tempo?  Jogadores nada preocupados com o país e com a imagem que possuem em benefício deste. Temos jogadores preocupados somente com o penteado e a amealhar muitos e muitos mais dólares, euros.

                            Não existe mais referência como figuras com protagonismo a partir da fama. Lembro-me da campanha das diretas, só para ficar num exemplo básico.

                            Casagrande fala e falou sobre todas as questões, inclusive sobre seus problemas pessoais, vícios, etc. Contudo em qualquer momento deixou de falar com a consciência de quem sempre teve coragem de dizer o que pensa sem o receio de que isso pudesse prejudicar seu próximo contrato.

                            Isso não existe mais. Ou vocês viram algum jogador se manifestar sobre a podridão da CBF? Ex-presidente “refugiado” nos EUA. Outro ex-presidente preso. E o atual, não pode viajar com a seleção de medo de ser preso!

                            Como na música, na literatura, no futebol estamos muito pobres.

NO FIM

                            Quero mudança!

COISAS DA CAPITAL




 
                            Recebo um vídeo no “feicebuque” da Carol da página “Coisas que Porto Alegre fala”. Não morri rindo porque estou agora escrevendo este texto. Mas quase!
                            Porto Alegre é sim particular, evidente como outras grandes cidades. Mas para nós, gaúchos e peleadores, é a mais importante capital do mundo.
                            No vídeo, que recomento por certo, passa pela confusão das linhas de ônibus urbana (T1, T2, T7, TA+ 4), pela música, parques, cigano Igor e até pelo eterno Celso Roth. Mas o sotaque é pra matar!!
                            Quem não foi viajar e no dizer um simples “oi” já foi “descoberto como gaúcho”. E porto-alegrense então? Ainhã, bahh, afú, pode crer, redença, chima. Alguns até se incomodam, mas nosso sotaque faz também parte do nosso patrimônio e, confesso, é muito forte e encantador.
                            Recomendo o vídeo e depois falamos.
INSTITUIÇÕES SILENCIOSAS
                            Instituições antes tão atentas e hoje tão silenciosas. Por que será? Estão satisfeitos com o Dick? Ou depois das fotos e do espetáculo midiático está tudo superado?  E o que mais aprecio nestas ocasiões são os fantoches e aqueles que não sabem, não entendem e se acham espertos.
                            A ficha cai e a banca cobra.
 
 
NO FIM
                            Presunção de inocência sendo restabelecida.
 
 
 
 
 
 


 

                            Recebo um vídeo no “feicebuque” da Carol da página “Coisas que Porto Alegre fala”. Não morri rindo porque estou agora escrevendo este texto. Mas quase!

                            Porto Alegre é sim particular, evidente como outras grandes cidades. Mas para nós, gaúchos e peleadores, é a mais importante capital do mundo.

                            No vídeo, que recomento por certo, passa pela confusão das linhas de ônibus urbana (T1, T2, T7, TA+ 4), pela música, parques, cigano Igor e até pelo eterno Celso Roth. Mas o sotaque é pra matar!!

                            Quem não foi viajar e no dizer um simples “oi” já foi “descoberto como gaúcho”. E porto-alegrense então? Ainhã, bahh, afú, pode crer, redença, chima. Alguns até se incomodam, mas nosso sotaque faz também parte do nosso patrimônio e, confesso, é muito forte e encantador.

                            Recomendo o vídeo e depois falamos.

INSTITUIÇÕES SILENCIOSAS

                            Instituições antes tão atentas e hoje tão silenciosas. Por que será? Estão satisfeitos com o Dick? Ou depois das fotos e do espetáculo midiático está tudo superado?  E o que mais aprecio nestas ocasiões são os fantoches e aqueles que não sabem, não entendem e se acham espertos.

                            A ficha cai e a banca cobra.

 

 

NO FIM

                            Presunção de inocência sendo restabelecida.

 

 

 

 

 

 

O NOVO




                            Lembro, e nunca fugiu das minhas lembranças, uma propaganda vinculada em rádio local, na qual era dada ênfase a um curso pré-vestibular, que ao som de Gonzaguinha, alertava a todos: “eu acredito é na rapaziada”.

                            Não sei, talvez por ser eu à época “quase da rapaziada”, aquela orientação grudou, e por todos os motivos foi alimentada e consolidada no meu dia a dia.

                            Acredito na rapaziada. Quero que ela se apresente cada vez mais forte, em todos os lugares, fazendo acontecer, realizando, trabalhando, tomando a frente, decidindo e, sobretudo se comprometendo.

                            O momento não poderia ser melhor. A grande nação está sobre águas turvas. As dificuldades, que não são novas, sabemos, mas que se potencializam a todo o momento, e indicam que o “novo” deve mais do que nunca se apresentar.

                            Rapaziada, contamos com vocês.

ASFALTO

                            O que mais chama a atenção na falada obra de recapeamento do asfalto na mais importante via de nossa cidade é o considerável número de “entendidos” e “fiscais”. Porém nada supera a plateia que acompanha absolutamente tudo, levando consigo a riqueza de detalhes que emergirão à tônica em todas as conversas, das missas aos bares.

CLUBE DE SAUNA

                            Um dos mais tradicionais clubes da cidade agora conta com um artigo de luxo: ar condicionado potentíssimo para fazer frente ao pós-banho e ao suculento churrasco semanal.

                            Contaram-me e não acreditei: na inauguração até o Hino Nacional foi entoado.

                            Forte abraço os queridos amigos do Clube de Sauna.

NO FIM

                            Todos correndo.

 

                             

ANIMAIS




 

                            Sou do tempo em que os bichos não tinham lugar dentro de casa. Pessoas na casa, animais no pátio.  Era assim e não havia negociação.

                            Sempre, é importante dizer, tive em minha casa ou na dos meus pais, na dos meus filhos, a presença de bichos. Cachorros, em sua maioria. Lembro em especial dos momentos em que escolhíamos os nomes: passamos pela fase política, dos atores e atrizes, dos nomes comuns, do hoje grande Zé Colméia, e até por astros de rock, como o imponente Led Zeppelin que reside na capital do estado.

                            Nunca tive dúvida do valor e da importância dos animais para a convivência humana. Nós pensamos, eles agem por instinto. A simbiose rege tudo. É muito importante.

                            Sem atropelar os limites da convivência, salutar, saudável, onde cada um ocupa o seu espaço, o episódio da morte daquele tigre em evento preparatório para as Olimpíadas é de uma maldade e de um despreparo sem tamanho.

                            Tirar o animal de seu habitat; utilizá-lo para valorizar uma ação e, por erro estratégico ou amadorismo selvagem, perdoem o trocadilho, perder o controle e resolver tudo com a morte, está mais para as “olimpiadas do Pateta” do que para promoção do evento mundial.

                            Pobre povo brasileiro.

MITO

                            Falando em podridão, o mito, aquele deputado que faz apologia ao estupro, virou réu! E agora? Bandido bom é bandido morto? Ou, face às circunstâncias, agora devemos respeitar a Constituição?

NO FIM

                            O odor é forte.