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quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

MORTE




 

                                      Se a vida fosse fracionada em dias da semana acho que já estou “de quarta para quinta-feira”. A conta é lógica: considero dez anos por dia e limite de setenta anos. Evidente que o cálculo é para efeito de raciocínio, nada tendo a ver com baliza em somente setenta anos. Explico, porque não quero ninguém bravo!

 

                                      Pois bem, se estou na quarta-feira, estou bem. Não que seja o melhor dia, mas está muito longe de ser o pior, ainda mais quando estou vivendo a clara expectativa da quinta-feira (um dos melhores) e chegar à sexta-feira, mesmo que o sábado, para todos os efeitos, seja o “dia final”.

 

                                      Desta perspectiva e toda movimentação pensei: qual o melhor dia para morrer? Sob a ótica da solidariedade e do número de transeuntes ou ainda do volume de carros         vinculados ao evento, entendo que morrer num domingo é péssimo, pois a notícia não se propaga tanto. Não duvidem que para muitos é importante e para outros tantos isso (pessoas e carros) indica “quem era e o que representava o ora “deitado” aos olhos da sociedade. Por isso, aquela história de que “era muito querido” ou talvez “não era tanto” é também uma questão matemática.

 

                                      Voltando ao dia. Não, acho melhor deixar tudo como está, mesmo que a grande maioria, na tradição, escute menos rádio quando saem da rotina.

 

                                      Mas, pelo menos o sol poderia comparecer.

 

IMPEDIMENTO

 

                                      Não, não se trata de uma regra de um jogo de futebol. Aqui o jogo é outro, mais complexo e muito mais nefasto.

 

                                      O alardeado impeachment da Presidente da República, com o pontapé inicial dado por alguém que é tudo menos alguém com crédito para tanto, encheu os olhos daqueles que, apesar dos evidentes interesses pessoais, politiqueiros, veem tal ideia como a salvação da lavoura.

 

                                      Não há questionamentos quanto a constitucionalidade e possibilidade do trânsito da medida. Entretanto, chega a dar pena os renovados gritos gagos de quem a propaga e se revela como o sustentáculo da ignorância cimentada.

 

NO FIM

 

                                      Pode chegar vestida de cetim, em qualquer lugar esperando por mim.