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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

RODOVIÁRIA




                                     

                            Existem lugares que deveriam ser proibidos de fechar, e a “nossa” rodoviária é um desses.

                            Recebo a notícia que os últimos ônibus aportarão lá até o dia 16 próximo. Ficará mais uma lembrança, como tantas, de todas as épocas (Cine Guairacá e Colégio Duque de Caxias), guardadas todas as proporções e razão de existência de cada um.

                            Por residir sempre nas cercanias da nossa “Estação Rodoviária” lembro claramente das chamadas: “atenção, senhores passageiros, partirá o ônibus com destino a Barretos, Fátima, Tupinambá e por ai ia. Queiram ocupar os seus lugares e boa viagem!”.

                            O progresso, a modernidade, traz consigo efeitos colaterais e o fechamento deve ter também relação com isso.

                            Seguirá, dizem, a venda de passagens e um ponto de embarque/desembarque. Mas, certamente, aquela chamada nunca mais voltará, e todos restarão saudosos dos microfones a da “boa viagem”.

CRIATIVIDADE

                            A minha impressão é que as propagandas eleitorais, especialmente em rádios/TV, pecam pela falta de criatividade e por isso se tornam enfadonhas e muito chatas. Vejo que a maioria diz a mesma coisa, sem absolutamente nenhuma “perfumada” na fala, sendo possível apertar a tecla “repetir tudo” e quase nada muda de um para o outro.

                            O último grande inovador foi o Enéas. Tinha pouco mais de alguns segundos e, pela estratégia, ficou, na eleição para Presidente da República em 1994 em terceiro lugar, à frente do Brizola, Quércia e atrás somente do Lula e do Fernando Henrique.

                            Eu achava horrível, das falas às ideias. Mas a propaganda vinha com a 5ª Sinfonia de Beethoven ao fundo, o que não deixava de ser outro “grande lance” e demonstrava que estava sempre sobre a média.

                            Pretendentes, vamos ser um pouco mais do que muito simplório!

NO FIM

                            O silêncio às vezes não é sempre aliado.

 

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