Existem lugares que
deveriam ser proibidos de fechar, e a “nossa” rodoviária é um desses.
Recebo a notícia que
os últimos ônibus aportarão lá até o dia 16 próximo. Ficará mais uma lembrança,
como tantas, de todas as épocas (Cine Guairacá e Colégio Duque de Caxias),
guardadas todas as proporções e razão de existência de cada um.
Por residir sempre
nas cercanias da nossa “Estação Rodoviária” lembro claramente das chamadas:
“atenção, senhores passageiros, partirá o ônibus com destino a Barretos,
Fátima, Tupinambá e por ai ia. Queiram ocupar os seus lugares e boa viagem!”.
O progresso, a
modernidade, traz consigo efeitos colaterais e o fechamento deve ter também
relação com isso.
Seguirá, dizem, a
venda de passagens e um ponto de embarque/desembarque. Mas, certamente, aquela
chamada nunca mais voltará, e todos restarão saudosos dos microfones a da “boa
viagem”.
CRIATIVIDADE
A minha impressão é
que as propagandas eleitorais, especialmente em rádios/TV, pecam pela falta de
criatividade e por isso se tornam enfadonhas e muito chatas. Vejo que a maioria
diz a mesma coisa, sem absolutamente nenhuma “perfumada” na fala, sendo
possível apertar a tecla “repetir tudo” e quase nada muda de um para o outro.
O último grande
inovador foi o Enéas. Tinha pouco mais de alguns segundos e, pela estratégia,
ficou, na eleição para Presidente da República em 1994 em terceiro lugar, à
frente do Brizola, Quércia e atrás somente do Lula e do Fernando Henrique.
Eu achava horrível,
das falas às ideias. Mas a propaganda vinha com a 5ª Sinfonia de Beethoven ao
fundo, o que não deixava de ser outro “grande lance” e demonstrava que estava
sempre sobre a média.
Pretendentes, vamos
ser um pouco mais do que muito simplório!
NO FIM
O silêncio às vezes
não é sempre aliado.
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