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quarta-feira, 5 de julho de 2017

CONFRADES


                            Nosso tradicional (ou seria cultural, Eduardo?) encontro mensal ocorreu mais uma vez na residência do dr. Joel. A ritualística seguiu seu termo: degustação preliminar de cachaças premiadas, especialmente vindas do estado da Paraíba (agradecemos ao Marcelo), passando pelos vinhos a partir do encontro e dos gostos de cada um dos confrades.

                            Como sempre, dona Márcia, que fica nos bastidores, nos agraciou com seu extraordinário arroz, além de uma pimenta em conserva - que estava no ponto -, e saladas variadas, sem esquecer, da moranga caramelada que fornece, a todos aqueles que apreciam a simbiose doce/salgado, uma iguaria singular.

                            O discípulo apresentou um churrasco no padrão de sempre, evidentemente sob a batuta do patrão, que sistematicamente fazia às honras litúrgicas do revisor num colegiado judicial.

                            Aliás, do tradicional, do cultural, do litúrgico, gravitamos em terrenos amenos e outros nem tanto. Observações pontuais foram à tônica. Falamos de administração pública, de futebol, de saudade, de música, de profissão, mas a grande estrela sempre foi o vinho, apesar do dr. Aldoir fazer a sua referência de que um dia aprenderá com a degustação.

                            Claro, como em todas as situações e pela situação ser criada para tanto, não faltaram àquelas manifestações com barulho de pequenas, mas sinceras vaias, quando um colega traz o nosso encontro um vinho que não traduz um padrão mediano a que nos propusemos a enfrentar.

                            Claro que nada passa de uma brincadeira de dizer verdades, condição que, esperamos todos, estimulará, nas próximas, só para contrariar, que o vinho trazido por este confrade estourará todos os padrões de qualidade e teremos que reformular alguns conceitos já quase estabelecidos.

                            Por isso mesmo que a vida deve ser (ou tentar) dirigida ou conduzida com leveza e no mais possível com a certeza de que tais momentos são o seu mais precioso combustível.

NO FIM

                            A foto nos engradece.





PERGUNTA


                            Iniciava a semana e eu enfrentava um dilema: o que é mais feio ou pior do que o futebol praticado atualmente pelo Internacional: a) diarreia; b) mondongo; c) picada de abelha; d) Dick e Putin tratando de corrupção.
                            Fiquei numa intransponível encruzilhada, daquelas em que só os “bluesman” do Mississipi poderiam vencer. A situação definitivamente não é para amadores.
GENTILEZA
                            Seguiu a semana, no ritmo de, passou segunda já chega sexta-feira, quando recebo um regalo da minha querida tia Maria. Após rápido e proveitoso papo regado ao café, que lembrou minha não menos querida vó Elsa, trocamos experiências que somente é possível em situações e com pessoas pontuais. Voltarei mais seguido.
ENTREVISTA
                            Semana que passou o Mickail utilizou o espaço desta coluna. Quando preciso socorro-me ao superior. Gostei muito das observações e, sobretudo, o repartir conhecimento com as aulas do meu amigo e camarada Nei Godinho.
FILÉ NO PÃO
                            Na culinária sempre fui clássico ou lhe dei preferência. Agora, o filé com molho ao pão “by Débora Nadin” é algo extraordinário, ainda mais quando regado por um tannat uruguaio e a companhia de meus amigos Paulo e Helena. Tudo fica mais fácil.
RESPOSTA
                            Acho que sofrer uma picada de abelha, estando com problemas estomacais, após comer um mondongo assistindo o Dick e o Putin juntos, talvez até possa superar a tragédia do futebol. Oh vida!
NO FIM
                            O ciclo terminará e voltaremos mais fortes ainda! Eu acho!



TEMPO E MARCHA


                            Hoje também não importa o tempo da “folhinha”, o tempo do tempo como disse o poeta. O que fixo é o tempo da história e para ela, diante dela eu manifesto.
                            Em coluna recente fiz observações quanto às matérias que estavam inseridas na grade curricular, desde o ensino fundamental até o chamado “terceiro grau” pelos idos anos 1970/1980. Estudamos muito sob o pálio e o receio de nossos mestres em dizer algo considerado “fora da ordem”. Tudo poderia ser interpretado como atitude suspeita e até subversiva.
                            Aos alunos era lançada a “educação moral e cívica” e a “organização social e política brasileira”. Os livros vinham carimbados e todos ficávamos debaixo da história oficial, que nunca, por obviedade, traduziria o que de fato acontecia e aconteceu nos porões e “catafaustos” (neologismo meu) do regime de exceção.
                            Porém, nós, alunos em formação, erámos alimentados com os dados necessários para que o sistema tivesse sentido. A educação da moral e do civismo passava pelo vício impregnado até nas paredes dos educandários. Não havia saída diferente. Tudo para a evidente conclusão de que a “moral” e o “civismo” como elementos de manobra não poderiam se sustentar por muito tempo.
                            Teve o respeito, claro. Isso foi importante, também concordo. Entretanto, todo o ensinamento baseado nos conceitos que advém do medo resta comprometido, pois a essência, que é onde a valia se apresenta da forma genuína, parte de premissa viciada pelo conjunto da obra.
                            Eu marchei em 07 de setembro. Era obrigatório. Eu gostava daquilo. Por que foi assim?
                            Entendem a diferença? Ela é extraordinariamente grande!
NO FIM
                            Ah, fui também da banda.