Hoje
quero compartilhar amenidades. Quero ser o mais simples possível, porque para o
rebuscado (ou tentativa de) estou sem paciência. Melhor, quero ser o mais
simplório, sintético e conciso, para que, ao final, a complexidade floresça. Oh
vida, da qual tanto se espera e da qual muito desespera. E tal sentimento, na sua
esmagadora maioria, não passa de algo fútil, inútil e despropositado. Mas, é
assim que tudo se apresenta. E, por isso, é tudo ou é nada.
Estava
refletindo sobre isso e sobre uma passagem na vida de Chaplin, o inventor do “Carlitos”,
quando seu personagem era utilizado como parâmetro para recrutar imitadores, em
casas de shows, circos, etc., e o próprio Chaplin, também por curiosidade, se
inscreveu num desses concursos. Foi desclassificado peremptoriamente, porque os
jurados entenderam que a imitação dele era ridícula! Ou seja, ele não foi
classificado imitando a si próprio!
Quanta
ironia nesta recusa. Eu, que nada mais sou do eu mesmo, quando tento mostrar
que eu sou eu não sou aceito. Eu, portanto, definitivamente, não sou eu. Eu
posso ser tudo, menos eu. Eu não consigo imitar a mim mesmo. Quem sou eu?
O que
posso extrair? O simples fato de que não sou absolutamente nada mais do que um
partícipe da grande massa por quem também os sinos poderão um dia dobrar.
Talvez, como dito, eles dobrem por ti. Eles dobrem por mim, eles dobrem por
nós.
Ou tudo
isso seja uma grande roubada. As dobras simplesmente dizem aquilo que você não
vê! Nossa, que espetáculo!
Hoje escrevo
com muitas exclamações!!! Provavelmente estou com dificuldade de colocar o
ponto certo. Mas, isso é exatamente a forma que leva tudo e todos a qualquer
lugar. Não há parada, existem sim escolhas e consequências.
Alegria
que tudo não passa de pacatas e pouco úteis amenidades, como já foi dito.
NO FIM
Espero
que eu nunca consiga imitar ninguém, especialmente a mim mesmo.