Em dias onde a gripe
teima em querer derrubar tudo, aqueles que não se abalam nem com um furacão Irma (que nem foi tudo aquilo),
continuam sem pestanejar, firmes no passo e no compasso.
Finalizando uma obra
sobre Getúlio Vargas (mais uma), agora essencialmente sob a ótica
psicanalítica, entre um espirro e ataques recorrentes à coriza; juntando a um
mergulho mais profundo sobre aos cartéis do narcotráfico e os contornos da
política, la prensa sempre manteve
seu decisivo papel.
A mídia produz,
sustenta e acaba com o personagem. O comando é totalmente dela, pois, além da
informação que é ao final seu papel, a forma como aborda e apresenta traz toda
a massa para o “brete” escolhido. Ao final ela é o verdadeiro “Capo”.
A grande maioria é
sedenta. Quer seja pela verdade ou mesmo pela verdade que mais lhe é
apropriada. E dependendo tal verdade pode até mesmo ser transformada em uma “pequena”
mentira, dependendo para que lado efetivamente ela, a imprensa, entende mais
apropriada.
É assim e
infelizmente está sendo assim mais do nunca. Getúlio, que é mito, porém longe
de ser herói, cometeu o suicídio, apesar de tal condição (ou solução) lhe
acompanhar desde sempre, pela pressão recorrente de alguém que tinha a imprensa
do seu lado.
E aqui, para ficar
consignado, não se contrapõe absolutamente do imenso valor da informação. O que
se indica temerário é a utilização desta informação de maneira nem tanto
honesta. E isso acontece diariamente. É ler e ver todo dia. E o mais nefasto é
que disso nasce coisas como MBL e outras ervas intelectualmente daninhas.
E pior ainda: existe
uma ressonância, a partir da intelectualidade nula, que até indica “carreiros”
para construção de uma lógica da pseudoverdade.
A arte desta vez
pagou a conta.
NO FIM
É lamentável.
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