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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O VERDADEIRO CAPO



                            Em dias onde a gripe teima em querer derrubar tudo, aqueles que não se abalam nem com um furacão Irma (que nem foi tudo aquilo), continuam sem pestanejar, firmes no passo e no compasso.

                            Finalizando uma obra sobre Getúlio Vargas (mais uma), agora essencialmente sob a ótica psicanalítica, entre um espirro e ataques recorrentes à coriza; juntando a um mergulho mais profundo sobre aos cartéis do narcotráfico e os contornos da política, la prensa sempre manteve seu decisivo papel.

                            A mídia produz, sustenta e acaba com o personagem. O comando é totalmente dela, pois, além da informação que é ao final seu papel, a forma como aborda e apresenta traz toda a massa para o “brete” escolhido. Ao final ela é o verdadeiro “Capo”.

                            A grande maioria é sedenta. Quer seja pela verdade ou mesmo pela verdade que mais lhe é apropriada. E dependendo tal verdade pode até mesmo ser transformada em uma “pequena” mentira, dependendo para que lado efetivamente ela, a imprensa, entende mais apropriada.

                            É assim e infelizmente está sendo assim mais do nunca. Getúlio, que é mito, porém longe de ser herói, cometeu o suicídio, apesar de tal condição (ou solução) lhe acompanhar desde sempre, pela pressão recorrente de alguém que tinha a imprensa do seu lado.

                            E aqui, para ficar consignado, não se contrapõe absolutamente do imenso valor da informação. O que se indica temerário é a utilização desta informação de maneira nem tanto honesta. E isso acontece diariamente. É ler e ver todo dia. E o mais nefasto é que disso nasce coisas como MBL e outras ervas intelectualmente daninhas.

                            E pior ainda: existe uma ressonância, a partir da intelectualidade nula, que até indica “carreiros” para construção de uma lógica da pseudoverdade.

                            A arte desta vez pagou a conta.

NO FIM


                            É lamentável.  

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