Ou o refrigerante
com o pomposo nome de “Mountain Dew” foi palco de animada e recente conversa
entre nós. A maioria (ou todos?) não lembrava dele. Só eu, com a barba branca,
tinha em mente até os dizeres da propaganda deste refrigerante.
Voltamos aos anos
1980. Este composto refrescante de origem imperialista chegou ao Brasil para reverenciar
o esporte radical. Lembro que a música dizia mais ou menos assim: “a vida é
mais refrescante com Mountain Dew” e mostrava alguém escalando ou praticando algum
esporte radical.
Mas como só eu
lembrava? Fui pesquisar. Constatei que este refrigerante permaneceu pouco
tempo, poucos meses para ser mais preciso, no mercado brasileiro, a partir de
um projeto encabeçado pela Pepsi-Cola.
Após experimentou
novos testes por aqui em 2002 e mais recentemente em 2015, sempre associado à
juventude. Pelo jeito o marketing não funcionou como o esperado.
Eu, ao contrário, que
provavelmente deveria ter 10 ou 12 anos de idade na época do lançamento, lembro
muito bem de tudo, inclusive do ator que tomava um gole enorme do refrigerante
e saía como se o conteúdo tivesse resultado similar do espinafre sobre o
Popeye.
Bom, se foi para
abrir o baú lembrei de outra pérola: “Tênis Motoca”! Aquele que “anda mais,
dura mais e custa menos”. E que a “vida é mais feliz, com tênis motoca”. Não
lembro de ter usado.
Tinha (ou ainda tem?) o “Kichute”. Esse sim um clássico! Lema: “Calce esta força”. Era utilizado em
qualquer situação e terreno. Da escola para o futebol ou eventos eclesiásticos.
Era comumente amarrado na canela e somente descartado quando já estava branco
de velho. Na realidade não terminava nunca, o que vinha de desencontro com a
atual ideia de liquidez ou de constante substituição pelo consumismo
desenfreado.
Outros tempos,
certamente.
NO FIM
O saudosismo também
faz parte da caminhada.
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