Lendo o
que diz Lee Hill, no livro “Sem Destino”, sobre o filme Easy Rider (que no Brasil saiu exatamente com o nome “Sem
Destino”), onde mais uma vez se apresenta clara a obviedade da diferença entre
assistir/compreender ou ler/entender, e também onde, de uma forma especial, ser
livre não traduz necessariamente liberdade.
É
frisado que, em regra, as pessoas se dizem livres! Argumentam que tal estado é
baseado nisso, naquilo, por esta e aquela razão. Contudo, quando se deparam com
alguém realmente livre, caem por terra todos os fundamentos da liberdade.
Ninguém
é livre, é dito em complemento, enquanto todos, exatamente todos, podem ser
vendidos como mercadorias ou como peça de um grande mercado.
A míope
interpretação que sustenta a visão de liberdade é exatamente a mesma que deixa
na prisão. Tal sentimento, aliás, é um dos grandes conflitos, pois um tenta
abafar o outro, enquanto este outro teima em superar o primeiro.
Definitivamente
não sei se alguém é livre.
A
liberdade, por outro lado, é uma parte quase inexistente no conceito do que é
ser livre. A confusão é tão clara e ao mesmo tempo tão difícil de entender que
é natural que alguém veja a liberdade como sinônimo de ser livre.
Que espetáculo!
Começo a imaginar Denis Hopper, Peter Fonda e o então neófito Jack Nicholson, dentro
da áurea sessentista, junto a todos os demais - especialmente o coescritor Terry
Southern, levarem o conceito
de liberdade ao extremo, para ao final beliscarem o que é “ser livre” e deixa
para o espectador ou o leitor definir o encontro.
Você já
pensou se é ou algum dia foi livre?
NO FIM
Talvez
seja mais uma daquelas!