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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

INTERNACIONAL




 

                            Escrevo esta coluna na segunda-feira. Emblemática e sugestiva. Iremos sim disputar um campeonato inédito. Isso é fato e dele não desprenderemos. Sim, há ainda o tribunal. Não quero fixar nele neste momento.

                            O grande Internacional, o campeão de tudo, chega e conhece a base do poço.  E sabem por quê? Porque perdeu sua essência. Porque não foi mais o Internacional. Embebedou-se na fonte da soberba; na ausência da humildade e deu no que deu. Aliás, deu no que deveria dar.

                            O Internacional que viu um de seus, senão o maior, ídolo carregar tijolos em carrinho de mão na construção do seu estádio; que assistiu muito, mas muitos mesmo, doarem tijolos, cimentos, material de construção em geral, para simplesmente contribuir com a construção da nova casa; que viu torcedores, os maiores torcedores, assistirem jogos na “coreia”, local, para quem não sabe, onde ficavam em pé junto ao fosso os aficionados menos favorecidos economicamente; que viu ser reconhecido como o Clube do Povo, pela origem dos seus torcedores; por ser o clube que primeiramente aceitou um jogador negro; por ser um clube que tem como símbolo um saci e um macaco; por ser um clube da resistência, que nasceu do contraponto.

                            Sim, o Internacional é tudo isso e muito, mas muito mais.

                            Porém descemos ao calabouço do futebol por nossos próprios deméritos. No final foi merecido o que aconteceu. Talvez precisasse realmente acontecer, para que a volta às origens finalmente eclodisse e gritasse com toda força: somos o Internacional!

                            Passaremos por tudo isso também. Outros passaram. Somos muito grandes.

NO FIM

                            Que tudo mude, outra vez.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

STF




 

                            O cuidado com os “heróis de ocasião” é requisito básico para o ridículo.

                            Há muito pouco tempo vi manifestações alçando a ministra presidente do STF à condição de heroína, uma vez que teria proferido uma decisão que “agradou” especialmente a extrema-direita em um desses tantos embates entre os poderes e os mandatários da república.

                            Agora, na análise quanto ao afastamento do presidente do senado federal, votou contra. Isso fez o “vento mudar”. De salvadora da pátria passou a vilã!

                            Ou seja, dependendo do meu interesse sobre determinado assunto o juiz passa a ser bom ou ruim, pouco importando a análise jurídica a partir de uma perspectiva constitucional. Isso não é o suprassumo do ridículo e que belisca dolorosamente a ignorância?

                            O Brasil está fora dos trilhos. Não será a fórceps e com a camisa da seleção que isso mudará. Muita coisa errada foi feita e potencializada. O momento é extremamente delicado e a confusão se generaliza.

                            Pobre povo brasileiro.

CASA DA CULTURA

                            Após todo esse tempo a Casa da Cultura de nossa cidade será inaugurada. Pelas imagens o local ficou muito bonito. Certamente atende todos os requisitos para fazer nascer uma nova era na cultura. Prestigio ao teatro, música e toda a forma de manifestação, com professores e artistas locais, deve ser a prioridade.

                            Parabéns a todos os protagonistas.

NO FIM

                            Os fatos e o direito.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

FORÇA CHAPE!




 

                            Não há outro assunto. Tudo leva à tragédia ocorrida no voo da equipe da Chapecoense, o qual levava também jornalistas, além dos trabalhadores da companhia aérea. De todos, restaram cinco sobreviventes, sabe se lá como e em que condições reais. Mas estão vivos!

                            A causa principal, ao que se noticia, foi uma “pane seca”, ou simplesmente falta de combustível. Ninguém pode acreditar que isso seja possível. Mas, ao que parece foi!

                            Pensando que 99% dos desastres, não só aéreos, e sem medo de exagerar, são por falhas humanas. Uma sucessão de falhas. E nisso lembro-me de um exemplo: se você mantiver seu carro, com revisões, troca de óleo, pneus, etc., além de respeitar as regras de trânsito, quando que ele irá dar algum problema?  O mesmo acontece com uma aeronave.

                            Mas o que realmente importa após tudo são as consequências. Esposas, companheiras, pais, mães, filhos, sobrinhos, netos, amigos, colegas, anônimos e todos mais. O que dizer? Só restam clichês. Não resta mais quase nada.

                            Estive há bem pouco tempo em um hotel onde casualmente a equipe da Chapecoense estava hospedada. Tomamos café, “juntos”. Conhecia alguns jogadores: Alan (sobrevivente), Josimar, Kempes, o técnico Caio Júnior. Estavam concentrados para uma viagem à Argentina na mesma Copa Sul-Americana. Ficou uma bonita imagem.

                            Resta torcer, para os que ainda lutam pela vida e da mesma forma e intensidade aos que ficaram.

                            É isso.

NO FIM

                            No fim é o recomeço.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O CORRETO




 

                            O momento é para debates de toda ordem. Nestes o chamado “politicamente correto” é um dos pilares que faz avançar ou retrair. Sobre ele quero tecer algumas considerações.

                            Um dos freios para que as pessoas tenham receio em se manifestar sobre esse ou aquele assunto é o temor às represálias. Tais podem ser no aspecto pessoal ou profissional, tanto faz, porque o fato é o medo das consequências. Um empregado terá obviamente muitas resistências para fazer suas observações ao seu empregador. O interesse também seguirá a mesma cartilha.

                            Por isso, as instituições se apresentam como “substitutos”. A não apresentação de uma “cara específica” traduz o não pessoalizar. Isso, ao final, é a garantia (ou deveria ser) de que a represália ou a contrapartida venha da forma não pessoal.

                            Muitos conduzem tudo assim. Puxam a lenha e dão ao outro o encargo de colocar no fogo. São os “corretos”, porque não se expõem e não corre qualquer risco.

                            Pois bem. Em tempos de reformas, de contenções e, sobretudo de economia frente a um Rio Grande do Sul quebrado e em fase falimentar também na saúde, segurança, etc., experimentamos muitos descalabros; algo complemente fora da ordem: o recebimento de benefícios por algumas categorias em detrimento de outras, e pior, alguns privilégios que todos sabem que não perdurarão sob o prisma constitucional, e que permanecem dormindo em berço esplêndido aguardando julgamento, sem, contudo, deixar  de alimentar o prejuízo à sangria pública e por consequência o reflexo sobre tudo e todos.

 

                            Senhoras, senhores, não está certo! Precisamos falar sobre isso. Precisamos “botar a cara”. Precisamos deixar de ser “politicamente corretos”, sob pena de em algum dia aceitar que um professor, um Policial Militar, um Policial Civil e todos os demais servidores públicos que não fazem parte da casta e recebem seus vencimentos de forma parcelada seja algo normal. E se assim o for, tudo é possível.

                            A ordem está invertida.

NO FIM

                            E a boa-fé ao final não obrigará qualquer devolução.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

DORES




                            Vejo o passar do tempo como a conta mais cara. Por vezes nem o vejo passar de tanto envolvimento que traduz a marcha cotidiana. Quase todos ou muitos são assim. E nesta linha poderá não ser enxergado o simples, que nada mais é do que viver. Não deixe o tempo passar assim, pois um dia o livro se fechará e não haverá mais páginas a ser vencidas.

                            Solidariedade e conforto.

A BASE

                            Um administrador público deve evidentemente se cerca daqueles em que confia. Agregar a isso o conhecimento e a lealdade. Sendo assim, resta natural que as opções sempre gravitem a partir de tais requisitos. A soma de todos levará à garantia de que ao menos as escolhas seguiram os requisitos basilares. O resultado, bom este somente será conhecido após tudo isso.

                            Não critiquem os jovens. Não subestimem os jovens. Eles têm tudo para fazer a diferença.

                            Trabalho e sucesso.

COLORADO

                            Escrevo antes do jogo com a Ponte Preta. Estamos sim muito preocupados. Naturalmente a razão é a deficiência e a falta de comando/futebol que a equipe apresenta. Teremos que lutar muito. Acho que sairemos dessa. Espero.

                            Vamos torcida!

FATOS

                            Estádio de futebol não é circo, apesar de sempre aparecerem os palhaços. Gosto deles!

NO FIM

                            É uma loucura!

                           

 

terça-feira, 8 de novembro de 2016

QUESTÃO DE PELE




 

                            A nostalgia me acomete e por ela permitam-me contar algo simples, contudo emblemático, que aconteceu comigo já há uns dois anos.

                            Estava jantando com amigos num pequeno e simpático restaurante familiar em Roma. A noite estava muito fria como o é naturalmente o inverno por lá, somado a uma fina e gelada chuva que fez da necessidade de abrigo entrar naquele lugar. Só havia uma mesa disponível, um pequeno mezanino, decorado com a sutileza italiana, a qual passa pela forma da disposição dos móveis à cortina feita pela avó de alguém.

                            Deixamos o guarda-chuva e fomos à mesa. Atendidos pela dona que ao saber que somos brasileiros imediatamente apontou para um quadro na parede: Rei de Roma! Olhei e nada mais era do que o Falcão, cabeludo, com a camisa da Roma. Claro, me senti definitivamente em casa.

                            Veio o cheff e consigo trouxe uma entrada maravilhosamente decorada, a qual nos levou a pedir um Cabernet com dois cortes que não lembro quais, mas lembro do espetáculo.

                            Diante de tudo aquilo e no aguardo de todos os pratos percebo que na mesa ao nosso lado acontece uma confraternização familiar. Provavelmente pai, mãe, irmã, filho e uma senhora, muito idosa, de impressionante elegância ao se portar, ao sentar, ao realizar todos seus cadenciosos gestos. Enfim estava ali mais do que alguém.

                            Cumprimentei-a com um simples gesto com a cabeça e ela, elegantemente como já disse, retornou igualmente com um simples movimento definidor.

                            Ao saírem, enquanto nós já com o cheff e os donos do restaurante sentados à nossa mesa, a senhora parou fez questão de estender sua mão para mim e disse: figlio godere la vita.

                            Sou um felizardo.

NO FIM

                            Aproveitem que ela não é longa.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

ASILO




 

                            Passeava em ritmo de férias pelas ruas de uma antiga praia de nosso litoral, analisando especialmente as consequências e os estragos de uma forte chuva que castigou toda a região, quando me deparo com uma casa que abrigava idosos.

                            Parei. Olhei com mais atenção, focando e focado para vencer a miopia e o que enxergo? Sob uma fina réstia de sol se aglomeravam senhores e senhoras; a maioria em cadeira de rodas ou embaixo de cobertas pesadas. Alguns de tocas. Alguns dormindo. Outros olhando para o nada.

                            Era um abrigo para idosos. Um asilo humilde. Talvez municipal; talvez mantido por alguma instituição. Não sei. Só vi que estavam ali muitos.

                            Pensei na possível história de cada um: abandono, pobreza, doença, descaso, solidão. Sei lá, tanta coisa me passou que fiquei com a imagem durante todo o dia, ali, presente e martelando.

                            Apesar de conhecer situações excepcionais que não deixam alternativas, acho que um local desses, sejam para abrigar pessoas humildes ou mesmo os que comportam mais luxo, é uma forma de descarte.

                            Repito. À exceção de situações particularmente excepcionais, não consigo aceitar a entrega de um avô, de uma avó, de um pai, de uma mãe ou qualquer outro sob a sua tutela para terceiros, considerando tal encaminhamento para um asilo, abrigo ou mesmo qualquer outro nome, mesmo pomposo.  

                            A opção é extrema. As consequências para todos, mesmo àqueles que neguem, será vitalícia.

                            A conta virá.

NO FIM

                            Para pensar.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

EU ACREDITO EM FANTASMA




 

                            Conversas despretensiosas, lançadas ao vento são inegavelmente saudáveis. A conversa de bar, regada sempre ao combustível e a alegria de quem ali está e pelo motivo de ali estar, é o sim um belo exemplo e o simbolismo disso tudo.

                            Porém quanto tal condição passar a ser a regra em detrimento ao respeito à liturgia que conduz determinados atos e relações, algo está fora do lugar.

                            Não pode ser considerado normal a espetacularização de atos judiciais, pedidos ou prisões. Não pode ser considerado normal a discussão aberta entre chefes de poderes por vaidade e corporativismo. Não pode ser normal um professor ter o seu vencimento parcelado, enquanto outras categorias de funcionários públicos, as mais privilegiadas financeiramente, aliás, continuam a perceber vencimento ou subsídio sem qualquer alteração, inclusive em relação as verbas ditas “auxiliares” e “autônomas”, sobre as quais também nem o imposto de renda passa perto. Não pode ser considerado normal que as pessoas achem tudo isso normal.

                            O escritor Robert Pirsig, em Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, traduz em seu personagem o sentido de acreditar em fantasmas. Por que não acreditar? Ou você acha que a Lei da Gravidade, por exemplo, não existia antes de Newton?

                            Pirsig: A lógica está na mente. Os números são produtos puramente mentais. Eu não me perturbo quando os cientistas dizem que os fantasmas existem apenas na nossa imaginação. É esse apenas que me intriga. A ciência também reside apenas nas nossas mentes, só que isso não a transforma numa coisa prejudicial. O mesmo acontece com os fantasmas.

                            Aliás, eu sempre acreditei também em lobisomem, mas esta é outra história.

NO FIM

                            Um sonoro não às castas e aos privilégios.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

AGUALUSA




 

                            Faz alguns anos que li o livro “As mulheres do meu pai” do escritor José Eduardo Agualusa. Nada escreverei sobre ele, com duas exceções: o personagem morto deixou muitas viúvas e filhos; e que nada é absolutamente aquilo que o leitor pode achar que é, ou, como dito no livro: “com quantas verdades se faz uma mentira?”.

                            Lembrei-me de Agualusa aleatoriamente. Tenho feito pequenas inserções em obras já vencidas por mim, com objetivo de recapitulação, renovação e novos mergulhos.

                            E aqui quero chegar: quantas vezes a leitura se renova sobre uma mesma obra? Como um livro pode mudar tanto se lido mais de uma vez? Será que a verdade só existe porque há a mentira?

                            Agualusa certamente ajudará nas respostas.

HAMBURGUER

                            As pessoas falam. Conversando com um, com outro, mais outro, e vejo que a Hamburgo Hamburgueria Artesanal conquistou seu espaço entre a gastronomia não só da cidade como da região.

                            Parabéns guris e gurias, especialmente pela qualidade e as inovações recorrentes (o uruguaio e as batatas são a pedida atual).

NO FIM

                            Estamos vivos!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

BICICLETA




 

                            Em tempos já remotos o grande lance era cortar a “garupeira”      da bicicleta. Tinha alguns ainda que compravam spray e pintavam o quadro todo de preto. Ficava como disse Alex em “Laranja Mecânica”: horrorshow.

                            Hoje o negócio é outro. As bikes (como são chamadas) têm teto-solar e air bag duplo, além de outras características que as deixam mais leves, mais acessíveis e competitivas, pois o mundo é assim.

                            É muito interessante ver o número de pessoas adeptas a este esporte, o qual além de completo não causa impacto, condição essencial aos mais experientes e que pretendem subir escadas até os últimos anos.

                            Lembro-me de uma viagem que fiz de bicicleta com meu amigo César Oliveira aqui de Lagoa Vermelha até Porto Belo/SC. O tempo era outro e ainda circulavam monaretas, monark barra circular e caloi 10, nada de muito moderno.

                            Demoramos três dias e dois episódios foram marcantes, além de uma chuva torrencial que nos acompanhou: o primeiro é que na cidade de Alfredo Wagner numa descida fantástica ao chegar fiquei completamente sem freio, e neste momento pensei que deveria ter comprado algo um pouco melhor que acessórios em supermercados. O segundo, que sonho até hoje, foi quando também numa descida avistei um cachorro (pensem num cachorro!) que saiu em disparada ao nosso encontro e o César (sempre prevenido) tinha um cassetete amarrado na bicicleta para momentos delicados como o enfrentado. Evidente que o máximo que conseguimos foi colocar os pés para cima e torcer para não cair, porque a nossa defesa, em velocidade, jamais conseguiríamos pegar. Passamos também!

                            O que fica disso tudo é que o tempo e as coisas todas ficam mais devagar. Tudo é cadenciado e você percebe que a partir disso você definitivamente faz parte do todo.

                            De carro não conseguiria.

NO FIM

                            Abraço ao campeão André Cerri, que finalmente encontrou seu esporte.  

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

GRITO DAS URNAS - 1




 

                            Primeiro, e muito antes de qualquer outra situação, parabéns ao prefeito eleito, Gustavo Bonotto, e a toda sua equipe de trabalho.

                            O resultado, e a diferença de quase 5.000 votos entre os concorrentes, é o que se fala em todos os cantos. Não há um lugar nesta cidade onde as pessoas não comentem este expressivo número que separou os pretendentes.  Definitivamente não me lembro de algo minimamente parecido.

                            Não sou analista político, longe disso, mas uma leitura mediana é possível fazer. O vencedor fez uma campanha franciscana. No início, pelas informações que recebi, nem assessoria em posições essenciais possuía. Fez uma caminhada, nada despretensiosa, mas, principalmente na arrancada, com visões e objetivos que provavelmente não alimentavam a proporção que definiu tudo e onde principalmente tudo chegou, passando no caminho muitas vezes por estratégias opositoras mais do que conhecidas.

                            Os detalhes indicam o que aconteceu.  A soma de muitos deles conduzem ao todo. Eles sabem!

GRITO DAS URNAS – 2

                            De modo geral a Direita sai fortalecida deste pleito. Aliás, tal condição é perfeitamente explicável e previsível pelo resultado das ações que emergem da Operação Lava Jato, que sistematicamente apresenta o resultado atingindo sempre o alvo visado, seletivamente.

                            Em Porto Alegre, como em diversas cidades e capitais, as “abstenções venceriam os pleitos”. Isso é sim muito sério e preocupante, porque traduz que o desconforto do povo é geral e com todos, apesar de alguns tentarem vender a ideia de que desonestos e pilantras estão de um lado só.

NO FIM

                            Segue o baile.              

 

                           

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

DIZER NADA




 

                            Nunca tive muito. Porém, atualmente, tenho praticamente nada a dizer. Penso na reforma do ensino, onde filosofia, artes, ente outras, restam desprezadas. Penso no papagaio de pirata que antecipa uma “sigilosa” operação policial. Não esqueço, do que li, vi e refleti sobre o extermínio no Carandiru e  que agora vê-se tudo anulado. Não esqueço da sistematização e orquestração de um golpe. Não deixo de pensar no Cunha livre, leve e solto. Não tenho quase nada mesmo a dizer.

ENTREVISTA

                            Assisti despretensiosamente no início, confesso, a entre vista do médico Silvano Raia, pioneiro em cirurgia de fígado na América Latina e retirei desta algumas coisas interessantes. Não só pelo aspecto médico em si, como, por exemplo, a pioneira técnica de transplante de fígado em crianças, hoje utilizada no mundo todo. Mas, de forma especial, pela abordagem também sob a perspectiva médica do conceito de ética a partir dos ensinamentos de Max Weber.

                            Em momentos como o presente de manifestação sanguínea e pontual no exercício da democracia em sua mais profunda essência, a ética é a bússola a ser perseguida.

                            Weber confrontou o que chamou de ética da convicção com a ética da responsabilidade. São os valores que orientam versus os valores possíveis. É a balança entre o ideal e o que pode ser feito. É a escolha e a prova do juízo pessoal. É o conflito entre a promessa e a realidade.

                            Não esqueçamos de que ela, a ética, ainda existe.

 

COLORADO

                            Errei o primeiro prognóstico. Voltamos perdendo. Continuamos a luta! Não vai ser nada fácil. Vai dar. Espero!

NO FIM

                            São os valores.

RODOVIÁRIA




                                     

                            Existem lugares que deveriam ser proibidos de fechar, e a “nossa” rodoviária é um desses.

                            Recebo a notícia que os últimos ônibus aportarão lá até o dia 16 próximo. Ficará mais uma lembrança, como tantas, de todas as épocas (Cine Guairacá e Colégio Duque de Caxias), guardadas todas as proporções e razão de existência de cada um.

                            Por residir sempre nas cercanias da nossa “Estação Rodoviária” lembro claramente das chamadas: “atenção, senhores passageiros, partirá o ônibus com destino a Barretos, Fátima, Tupinambá e por ai ia. Queiram ocupar os seus lugares e boa viagem!”.

                            O progresso, a modernidade, traz consigo efeitos colaterais e o fechamento deve ter também relação com isso.

                            Seguirá, dizem, a venda de passagens e um ponto de embarque/desembarque. Mas, certamente, aquela chamada nunca mais voltará, e todos restarão saudosos dos microfones a da “boa viagem”.

CRIATIVIDADE

                            A minha impressão é que as propagandas eleitorais, especialmente em rádios/TV, pecam pela falta de criatividade e por isso se tornam enfadonhas e muito chatas. Vejo que a maioria diz a mesma coisa, sem absolutamente nenhuma “perfumada” na fala, sendo possível apertar a tecla “repetir tudo” e quase nada muda de um para o outro.

                            O último grande inovador foi o Enéas. Tinha pouco mais de alguns segundos e, pela estratégia, ficou, na eleição para Presidente da República em 1994 em terceiro lugar, à frente do Brizola, Quércia e atrás somente do Lula e do Fernando Henrique.

                            Eu achava horrível, das falas às ideias. Mas a propaganda vinha com a 5ª Sinfonia de Beethoven ao fundo, o que não deixava de ser outro “grande lance” e demonstrava que estava sempre sobre a média.

                            Pretendentes, vamos ser um pouco mais do que muito simplório!

NO FIM

                            O silêncio às vezes não é sempre aliado.

 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

AQUARIUS




 

                            Assisti o filme Aquarius e gostei muito. Muito mesmo! Fazia algum tempo que não ficava sentado até passar quase todas as legendas ao final.

                            A atuação da Sônia Braga é sensacional. Agora os momentos dos discos de vinil e a trilha sonora é o ápice.

                            Sem prejuízos, o filme trata do Brasil. Suas mazelas, lutas de classes, capitalismo desenfreado, corrupção, ajeite e pressão. É tudo o que sempre foi. E é tudo agora muito pior.

                            O principal: no final teve muitos aplausos e um sonoro “foraaaa”. Gostei mais ainda!

CHURRASCO

                            Apesar de ser minha vez, fui à residência dos amigos Joel/Márcia, juntamente com o colega Aldoir, o Ademar e o Rodrigo, e saboreamos um suculento churrasco, animado por um arroz clássico e saladas diversas, tudo sob o manto e a degustação de exemplares da nossa bebida favorita (será só minha?): o vinho!

                            Entre goles e palavras falamos de muito; de quase tudo o que norteia nossa atualidade. Divergimos (ainda bem), mas não deixamos em momento algum de gravitar entre o impedimento da Presidente e a situação do Glorioso Internacional, o que, aliás, também foi dito, é nosso principal problema.

                            Ao final, após ser agraciado com o empréstimo de um livro pelo anfitrião, o importante é que saímos mais felizes, renovados e com a certeza de que, finalmente, a próxima os receberei em meu território.

                            Vinhos que nos esperem.

NO FIM

                            Não vai ter sossego.

                           

                           

 

        

 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

TRISTE BRASIL




 

                            O Brasil está triste. Ninguém está ou ficou confortável com o processo de impedimento da Presidente da República. Até mesmo os sedentos que assumem o poder tiveram alguma dor de barriga. Não, tudo isso não é legal, e aqui digo literalmente.

                            Mas a vida segue. Vencido o foro legislativo ingressar-se-á no judiciário. Aqui sim, nesta esfera, a cobra deverá fumar um “puro” mais demorado, o que não evitará, todavia, a mudança dos quadros e o novo “chefe” nas repartições públicas.

                            Sinceramente a história da perda do suporte político se repete. Já aconteceu com o “Collorido”. A Presidente perdeu. E perdeu para Cunha, o grande responsável pelo ato de vingança. Isso tudo é incontroverso.

                            A Presidente errou. Errou feio e errou muito. Ela sabe e já confessou. Mas tais erros são capazes de decretar a pena de morte politica? Tudo isso não tinha já acontecido ou acontece recorrentemente?

                            Para o tribunal político não importa, com alguns espumando pelo resultado da negociada e fracionamento dos cargos, a ré já estava condenada antes e independente da sua defesa. O jogo já estava jogado!

                            Bom, restam agora as questões de cunho (e não Cunha) jurídico, pois somente a partir do resultado no Senado Federal estará aberta às portas para discussão de mérito, ou de fundo, sobre todos os aspectos que ultrapassam os limites processuais.

                            O que poderá acontecer?

                            Não sei. Só sei que hoje (vai aumentando) mais de 80% da população não aceita o inelegível como comandante.

                            Pergunta na linha de entendimento apresentado: vamos tirar um depois os outros. Quando começa a campanha (com panelas) para tirar “os outros”?

NO FIM

                            Saúde.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

BARBA




 

                            Dia desses em mais uma “conversa nada a ver” discutia sobre a barba. Das primeiras remoções com pedras lascadas até os aparelhos atuais, com teto solar e “airbag” duplo.

                            Conversando, disse para meu amigo (e no momento oponente) que a opção passa por provações, da família, trabalho, colegas, dos caninos, banco da praça, etc. Sempre tem alguém que dá um pitaco. Quase nunca tem maldade, até porque o assunto não é para tanto. Mas por vezes sempre tem um que aponta uma observação fatal: acho melhor tirar! Por quê? Quer casar comigo?

                            É muito engraçado, dizia eu para meu amigo, geralmente as dicas emanam de quem não as têm. Ele retruca: não é isso. O que ocorre é que eu posso gostar ou não, e isso não depende do “ter ou não ter”.

                            A subjetividade da alegação deixa espaço para dizer tudo e ao mesmo tempo ficar calado. Foi o que fiz, apesar de isso não ser normal.

                            Quase fui convencido. Agora ela vai por ralo. Não, por lixo. Não, guardarei para eternidade. Não sei. Acho que vou pensar mais um pouco.

                            O amigo insistia que isso é moda, como já o foi coisas bem piores, dando exemplo da lambada, dos homens usando tamanco ou dos cortes de cabelo “new wave”.

                            Talvez tenha razão.

                            Diante de tal problemática de importância secular, achei melhor questionar: de certa forma é verdade tudo isso. Porém, o que isso irá mudar na vida do meu amigo? Nada. E na minha? Talvez nada. Então, qual a razão de discutirmos?

                            Exatamente, qual a razão de nos impressionarmos com a opinião alheia quando a praxe é ficar feliz com a tua tristeza.

                            Ficamos assim. Ah, o amigo era eu mesmo.

NO FIM

                            A única medalha que não gostei foi a do futebol, como outrora já indiquei. Sem mágoas.                         

                           

                           

 

CONTINÊNCIA




 

                            É muito bom assistir atletas brasileiros competindo e alguns vencendo provas, conquistando medalhas, estabelecendo uma nova página no orgulho nacional.

                            É claro que torço pelo Brasil, mas com uma exceção, nutrida por uma resistência de natureza pessoal: a seleção masculina de futebol. Não consigo mais, e já faz alguns bons anos, torcer para esta equipe. Os motivos são variados: falcatruas como sistema, pilantragem avalizada e desmandos dos presidentes da CBF; a “marra” (saudades do dr. Sócrates) dos jogadores (Neymar craque? Quem disse?); enfim não consigo e ponto.

                            Até os que prestam continência em troca do soldo de terceiro sargento e lugar para treinar, pois o ato em si em absoluto contamina a essência ou a natureza do resultado, merecem sim todos os aplausos.

                            Não vamos misturar as coisas.

IMPEDIMENTO

                            Está chegando ao fim o processo de impeachment da Presidente da República. Será julgada pelo Senado Federal e perderá seu mandato. O vice-presidente assumirá o cargo ultrapassando a fase atual de interino. Seremos todos felizes para sempre, com a garantia de que nosso comandante é uma pessoa que mantém 70% de rejeição da população. Panelas, por favor!

CACHORRO LOUCO

                            Duas gripes potentes. Congestionamento nasal pior que o trânsito de São Paulo. Tosse de “cachorro louco”. Não, a vida não está de brincadeira. Sai agosto!

 

NO FIM

                            Zé das Medalhas.