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terça-feira, 30 de agosto de 2016

TRISTE BRASIL




 

                            O Brasil está triste. Ninguém está ou ficou confortável com o processo de impedimento da Presidente da República. Até mesmo os sedentos que assumem o poder tiveram alguma dor de barriga. Não, tudo isso não é legal, e aqui digo literalmente.

                            Mas a vida segue. Vencido o foro legislativo ingressar-se-á no judiciário. Aqui sim, nesta esfera, a cobra deverá fumar um “puro” mais demorado, o que não evitará, todavia, a mudança dos quadros e o novo “chefe” nas repartições públicas.

                            Sinceramente a história da perda do suporte político se repete. Já aconteceu com o “Collorido”. A Presidente perdeu. E perdeu para Cunha, o grande responsável pelo ato de vingança. Isso tudo é incontroverso.

                            A Presidente errou. Errou feio e errou muito. Ela sabe e já confessou. Mas tais erros são capazes de decretar a pena de morte politica? Tudo isso não tinha já acontecido ou acontece recorrentemente?

                            Para o tribunal político não importa, com alguns espumando pelo resultado da negociada e fracionamento dos cargos, a ré já estava condenada antes e independente da sua defesa. O jogo já estava jogado!

                            Bom, restam agora as questões de cunho (e não Cunha) jurídico, pois somente a partir do resultado no Senado Federal estará aberta às portas para discussão de mérito, ou de fundo, sobre todos os aspectos que ultrapassam os limites processuais.

                            O que poderá acontecer?

                            Não sei. Só sei que hoje (vai aumentando) mais de 80% da população não aceita o inelegível como comandante.

                            Pergunta na linha de entendimento apresentado: vamos tirar um depois os outros. Quando começa a campanha (com panelas) para tirar “os outros”?

NO FIM

                            Saúde.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

BARBA




 

                            Dia desses em mais uma “conversa nada a ver” discutia sobre a barba. Das primeiras remoções com pedras lascadas até os aparelhos atuais, com teto solar e “airbag” duplo.

                            Conversando, disse para meu amigo (e no momento oponente) que a opção passa por provações, da família, trabalho, colegas, dos caninos, banco da praça, etc. Sempre tem alguém que dá um pitaco. Quase nunca tem maldade, até porque o assunto não é para tanto. Mas por vezes sempre tem um que aponta uma observação fatal: acho melhor tirar! Por quê? Quer casar comigo?

                            É muito engraçado, dizia eu para meu amigo, geralmente as dicas emanam de quem não as têm. Ele retruca: não é isso. O que ocorre é que eu posso gostar ou não, e isso não depende do “ter ou não ter”.

                            A subjetividade da alegação deixa espaço para dizer tudo e ao mesmo tempo ficar calado. Foi o que fiz, apesar de isso não ser normal.

                            Quase fui convencido. Agora ela vai por ralo. Não, por lixo. Não, guardarei para eternidade. Não sei. Acho que vou pensar mais um pouco.

                            O amigo insistia que isso é moda, como já o foi coisas bem piores, dando exemplo da lambada, dos homens usando tamanco ou dos cortes de cabelo “new wave”.

                            Talvez tenha razão.

                            Diante de tal problemática de importância secular, achei melhor questionar: de certa forma é verdade tudo isso. Porém, o que isso irá mudar na vida do meu amigo? Nada. E na minha? Talvez nada. Então, qual a razão de discutirmos?

                            Exatamente, qual a razão de nos impressionarmos com a opinião alheia quando a praxe é ficar feliz com a tua tristeza.

                            Ficamos assim. Ah, o amigo era eu mesmo.

NO FIM

                            A única medalha que não gostei foi a do futebol, como outrora já indiquei. Sem mágoas.                         

                           

                           

 

CONTINÊNCIA




 

                            É muito bom assistir atletas brasileiros competindo e alguns vencendo provas, conquistando medalhas, estabelecendo uma nova página no orgulho nacional.

                            É claro que torço pelo Brasil, mas com uma exceção, nutrida por uma resistência de natureza pessoal: a seleção masculina de futebol. Não consigo mais, e já faz alguns bons anos, torcer para esta equipe. Os motivos são variados: falcatruas como sistema, pilantragem avalizada e desmandos dos presidentes da CBF; a “marra” (saudades do dr. Sócrates) dos jogadores (Neymar craque? Quem disse?); enfim não consigo e ponto.

                            Até os que prestam continência em troca do soldo de terceiro sargento e lugar para treinar, pois o ato em si em absoluto contamina a essência ou a natureza do resultado, merecem sim todos os aplausos.

                            Não vamos misturar as coisas.

IMPEDIMENTO

                            Está chegando ao fim o processo de impeachment da Presidente da República. Será julgada pelo Senado Federal e perderá seu mandato. O vice-presidente assumirá o cargo ultrapassando a fase atual de interino. Seremos todos felizes para sempre, com a garantia de que nosso comandante é uma pessoa que mantém 70% de rejeição da população. Panelas, por favor!

CACHORRO LOUCO

                            Duas gripes potentes. Congestionamento nasal pior que o trânsito de São Paulo. Tosse de “cachorro louco”. Não, a vida não está de brincadeira. Sai agosto!

 

NO FIM

                            Zé das Medalhas.

 

 

 

 

LUIZA HELENA


LUIZA HELENA

 

                            Percebo uma importante movimentação em torno das promoções em favor da menina Luiza Helena, a qual precisa angariar fundos para fazer frente a um tratamento médico no exterior.

                            Nosso povo, lagoense, sempre se uniu nestas oportunidades em que um conterrâneo necessita de ajuda. E a causa não poderia ser mais nobre, especialmente visto a possibilidade real de sucesso.

                            Vamos ajudar de qualquer forma como já o fizeram àqueles que realizam depósitos em conta bancária; o Bar 52 que promoveu um show; o Bar Manaví que realizará um evento no dia 20 próximo; imprensa que encampou a divulgação, anônimos, enfim através desta Coluna peço a todos que contribuam de qualquer forma para que esta linda menina consiga enfrentar dignamente mais esta etapa de sua já longa caminhada.

DIA DO ADVOGADO

                             Juan Eduardo Couture Etcheverry, ou simplesmente Eduardo Couture, jurista, professor e escritor uruguaio, que definiu a advocacia sabiamente como arte, política, ética e ação, traduziu tudo na clássica obra Os 10 Mandamentos do Advogado.

                            Couture diz que como toda arte, a advocacia possui um estilo. E o estilo da advocacia não é a unidade, mas a diversidade.

                            Resume Couture: “os mandamentos são “decálogos do dever, da cortesia e da nobreza da profissão. Querem significar em poucas palavras a dignidade do ministério do advogado. Ordenam e confortam ao mesmo tempo; mantém alerta a consciência do dever; procuram ajustar a condição humana do advogado à missão quase divina da defesa”.

NO FIM

                            Rendo-me ao sétimo.

 

 

FITA CASSETE




 

                            Provavelmente uma esmagadora maioria nem saiba o que é ou experimentou momentos de glória ao som de uma fita cassete. Nem jamais teve o privilégio de vê-la tocar no sistema auto reverse ou ainda rebobinar com uma caneta quando “enrolava” dentro do toca fitas.

                            Lembro “dessas coisas” quanto vejo um longo passado pela frente, com já disseram outrora. Vejo que o Dick, o pai de todos, já ensaia uma tentativa de buscar uma eleição, nada obstante seu índice de rejeição se aproximar de 80%. O homem pode ser tudo, mas é essencialmente pretensioso!

                            Agora tem um episódio que gostei muito: convocou a imprensa para informar que iria buscar o seu filho na escola! É definitivamente um grande homem! Um espetáculo sem precedentes. Uma pessoa de sensibilidade da época das fitas cassete.

                            E os defensores são tantos.

INTERNACIONAL

                            Claro que os ciclos comandam e o revezamento faz parte do próprio sentido e da roda girando. Mas, como chegarmos a este ponto? Amadorismo que nem a antiga equipe do Independente, que tive o privilégio de jogar, cometia.

                            Por favor Píffero, já que está na moda, faz um “auto impeachment” e desocupa a cadeira. Pede pra sair!

OBRIGADO

                            Agradeço ao Micka pela coluna que nos brindou na última semana e, de maneira especial, pelo caráter, posição e personalidade que sempre impõe.

NO FIM

                            Tudo aparece.