O momento é para
debates de toda ordem. Nestes o chamado “politicamente correto” é um dos
pilares que faz avançar ou retrair. Sobre ele quero tecer algumas
considerações.
Um dos freios para
que as pessoas tenham receio em se manifestar sobre esse ou aquele assunto é o
temor às represálias. Tais podem ser no aspecto pessoal ou profissional, tanto
faz, porque o fato é o medo das consequências. Um empregado terá obviamente
muitas resistências para fazer suas observações ao seu empregador. O interesse
também seguirá a mesma cartilha.
Por isso, as
instituições se apresentam como “substitutos”. A não apresentação de uma “cara
específica” traduz o não pessoalizar. Isso, ao final, é a garantia (ou deveria
ser) de que a represália ou a contrapartida venha da forma não pessoal.
Muitos conduzem tudo
assim. Puxam a lenha e dão ao outro o encargo de colocar no fogo. São os “corretos”,
porque não se expõem e não corre qualquer risco.
Pois
bem. Em tempos de reformas, de contenções e, sobretudo de economia frente a um
Rio Grande do Sul quebrado e em fase falimentar também na saúde, segurança,
etc., experimentamos muitos descalabros; algo complemente fora da ordem: o
recebimento de benefícios por algumas categorias em detrimento de outras, e
pior, alguns privilégios que todos sabem que não perdurarão sob o prisma
constitucional, e que permanecem dormindo em berço esplêndido aguardando
julgamento, sem, contudo, deixar de alimentar
o prejuízo à sangria pública e por consequência o reflexo sobre tudo e todos.
Senhoras, senhores,
não está certo! Precisamos falar sobre isso. Precisamos “botar a cara”.
Precisamos deixar de ser “politicamente corretos”, sob pena de em algum dia
aceitar que um professor, um Policial Militar, um Policial Civil e todos os
demais servidores públicos que não fazem parte da casta e recebem seus vencimentos
de forma parcelada seja algo normal. E se assim o for, tudo é possível.
A ordem está
invertida.
NO FIM
E a boa-fé ao final
não obrigará qualquer devolução.
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