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segunda-feira, 2 de outubro de 2017

FESTIVAL DE ROCK SEM ROCK



                            Que tempos estranhos os atuais, onde até um festival de rock (Rock in Rio) não tem rock! Tem tudo, menos rock. O que é isso? Um atentado ao código de defesa do consumidor? Não, este adquiriu uma mercadoria da qual conhecia. Mas é possível um festival sem o produto que é inclusive seu nome? Ou posso ir a um festival de jazz e não ver jazz? Blues e não ver blues? Sertanejo e não ver sertanejo? Apesar que quanto a este último, todos só teriam a ganhar.

                            Em tal universo deslocado vi algo que me chamou atenção: Johnny Hooker. Um nordestino com voz que lembra Ney Matogrosso, interpretando canções socialmente fortes, contraponto regras e enfrentado a hipocrisia com naturalidade.

                            Para um festival que indica algo que não teve (pelo mesmo até então), ficou uma boa dica.

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO

                            O escritor (entre inúmeras outras atividades) Luis Fernando Veríssimo foi demitido do jornal Zero Hora. Era praticamente o último que eu ainda lia (apesar do novel Paulo Germano ter muito a dizer), o que faz-me encerrar um longo ciclo.

                            Veríssimo é um ET das crônicas. Como também é na condição de cartunista, humorista, etc., pois está em patamar infinitamente superior à média dos demais. Não há absolutamente ninguém que consiga chegar onde ele chega.

                            Mas ele diz coisas que talvez não seja politicamente correto dentro de um país sem rota ou rumo. Ainda mais dentro de uma instituição sabidamente parcial. Acho que na verdade ele até durou demais. O talento sem limites foi a garantia.

                            O mundo realmente está ficando cada vez mais chato.

NO FIM

                            Enfrentaremos.

                            

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