Que tempos estranhos
os atuais, onde até um festival de rock (Rock in Rio) não tem rock! Tem tudo,
menos rock. O que é isso? Um atentado ao código de defesa do consumidor? Não,
este adquiriu uma mercadoria da qual conhecia. Mas é possível um festival sem o
produto que é inclusive seu nome? Ou posso ir a um festival de jazz e não ver
jazz? Blues e não ver blues? Sertanejo e não ver sertanejo? Apesar que quanto a
este último, todos só teriam a ganhar.
Em tal universo
deslocado vi algo que me chamou atenção: Johnny Hooker. Um nordestino com voz
que lembra Ney Matogrosso, interpretando canções socialmente fortes,
contraponto regras e enfrentado a hipocrisia com naturalidade.
Para um festival que
indica algo que não teve (pelo mesmo até então), ficou uma boa dica.
LUIS FERNANDO
VERÍSSIMO
O escritor (entre
inúmeras outras atividades) Luis Fernando Veríssimo foi demitido do jornal Zero
Hora. Era praticamente o último que eu ainda lia (apesar do novel Paulo Germano
ter muito a dizer), o que faz-me encerrar um longo ciclo.
Veríssimo é um ET
das crônicas. Como também é na condição de cartunista, humorista, etc., pois
está em patamar infinitamente superior à média dos demais. Não há absolutamente
ninguém que consiga chegar onde ele chega.
Mas ele diz coisas
que talvez não seja politicamente correto dentro de um país sem rota ou rumo.
Ainda mais dentro de uma instituição sabidamente parcial. Acho que na verdade
ele até durou demais. O talento sem limites foi a garantia.
O mundo realmente
está ficando cada vez mais chato.
NO FIM
Enfrentaremos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário