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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A ESQUERDA É SÓ O PT?


                            Reiteradas posições de cunho político neste momento singular que atravessamos faz menção aos conceitos de esquerda como sendo o Partido dos Trabalhadores. Ou seja, tudo se apresenta como uma coisa só. Como se a esquerda fosse o PT e o PT fosse a representação única da esquerda.

                            A origem do termo é extraída da Revolução Francesa, onde na discussão quanto a criação de uma nova Constituição, as camadas mais pobres sentavam à esquerda, enquanto as mais ricas do lado direito, uma vez que estes buscavam não “se misturar”.

                            Sem entrar no âmago conceitual/filosófico das correntes, que poderia iniciar com Norberto Bobbio, onde a esquerda seria aquela que promove a justiça social, enquanto a direita trabalharia pela liberdade individual, o fato é que esquerda, com direita, é um conceito e não sinônimo de um único partido político.
MELHOROU SUA VIDA?

                            Foi dito que as “instituições estão funcionando”. A pergunta é: para quem? O funcionamento está vinculado ao aumento de tudo, especialmente dos combustíveis que experimentam reajustes praticamente toda semana?

                            Portanto, a pergunta é simples: sua vida melhorou após tudo isso?
LULA CONDENADO E 1+3

                            Se fosse jogo de futebol poderíamos assim resumir: no primeiro tempo Lula perdeu por 1x0. No segundo tempo o placar foi agregado, com a finalização do jogo em 4x0. Jogo jogado? Ainda não, quando o término prevê prorrogação e até pênaltis.

                            É possível reverter 1+3? Se fosse um jogo, e as regras permitissem, apesar da situação, poderia acontecer sem problemas.

                            Mas, no caso, o jogo é outro. É no campo político, jurídico e alimentado por paixões e interesses de toda a ordem.

                            Apesar do funil e do simbolismo inclusive do placar até agora, é necessário aguardar o apito final.

NO FIM

                            Seguem os jogos.


  

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

NA SALA DE JUSTIÇA


                            Como está chato (só para usar um adjetivo inofensivo) a vida neste país. Tudo é motivo ou razão para extremismo. Qualquer análise ou opinião é imediatamente taxada. A partir disso, descambar para agressões, especialmente sob o resguardo de mensagens sem rosto nas redes sociais, é o passo seguinte.

                            A radicalização, como todo ato extremo, tem o poder de cegar. Não é mais concedido o direito de opinião se tal não for compartilhada pelo outro. Ou seja, se a minha opinião é contrária ao que pensa meu vizinho, está declarado guerra. E daí em diante é um salve-se quem puder!

                            É muito desanimador que o estágio de nossas relações esteja neste ponto e caminhando nesta perspectiva. Está construído um muro onde cada um do seu lado joga pedras sobre o outro. Não há espaço mínimo para um debate de ideias, pois estas já estão preconcebidas e sem qualquer possibilidade de que no mínimo exista o comezinho direito de argumentação.

                            Semana que virá teremos mais um capítulo que surge de tal condição. Provavelmente um dos importantes, senão o mais. E o que acontece? Espetacularização máxima. De todos, inclusive de quem deveria manter a discrição. Mas a canoa está passando e vou pegar esta onda também, pois ao final a vaidade é que vai contar. Só para ela eu devo obediência.

                            Entenderam a chatice? O que deveria ser um ato ordinário no procedimento das instituições torna-se extraordinário por força do dito extremismo, o qual, não se enganem, gravita e se estabelece do vendedor de rua aos mais chiques gabinetes.

                            Vejam onde fomos parar! Cheguei a conclusão de que deverá melhorar muito para ficar ruim.

                            Sabe o que é pior: ainda vai piorar muito.

NO FIM

                            Abraço aos amigos que nos prestigiam, como meu camarada Nei Godinho e o Joanes Rech.
                           



quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

OUVIDO ABSOLUTO E OVO COZIDO


                            Recém vencido o período dos antiácidos, digestivos e de todos os demais recursos, químicos ou naturais, tentamos a retomada da marcha cotidiana.

                            Neste início, gradativamente retorno, de forma pouco triunfante até o momento, confesso, às lides da culinária. Ainda não ultrapassei o clássico arroz com calabresa ou da massa alho e óleo, mas avanço nos ingredientes, o que já faz com que tudo não fique exatamente igual.

                            O segredo e a alquimia para encontrar o sabor, o ponto, a forma, é sutil e particular, sendo exatamente tal condição o grande lance. Por exemplo, o cozimento de um ovo para engrandecer uma salada depende do tempo e em relação a este e o objetivo de seu estado final de consistência. Não há uma regra definida, tudo poderá ser alterado, inclusive o ovo passado e destronado no esmagador de batatas.

                            Aliás, salada é sempre a grande pedida para um verão, ainda mais quando sua preparação é alimentada por um som de jazz ou blues lá no fundo, sem esquecer, igualmente, de pequenos goles de um rose adequadamente resfriado.

HARMONIZAR

                            O sentido de adequação e conjugação de elementos para alcançar a harmonia igualmente é uma arte. Particular, muitas vezes. Contudo entendo haver um ponto de equilíbrio nisso.

                            Arroz e feijão é algo harmônico, concordam? Simples, clássico, evidente, mas conjuga elementos que se completam. Agora, vamos harmonizar pratos, sobremesas com cachaça? O teor alcoólico elevado da bebida indica que os pratos devem seguir uma personalidade semelhante? Para acompanhar os aromas e sabores da bebida teremos que pisar no freio quanto aos pratos encorpados?

                            Eu, neófito no assunto, e que estou resumido a um pesquisador e praticamente curioso, avanço cada vez mais neste universo que é por demais estimulante e encantador.

NO FIM


                            Pão com molho também não pode ser desperdiçado. 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SACA ROLHA

                            No sempre especial período de final de ano há fatalmente excessos alimentares e/ou etílicos. Tal situação leva à perseguição de recursos naturais ou farmacológicos para compensar tais exageros.

                            Ao mesmo tempo, entre porcos, perus, pastéis, saladas exóticas, farofa, arroz com telo solar, sempre tem aquele parente que traz uma novidade. Ou porque viu a receita nestes intermináveis programadas gastronômicos; em pesquisas na internet ou por qualquer fonte, sendo que o objetivo é exatamente apresentar “algo novo” que seja digno ao menos de sinceros aplausos.

                            Nesta seara fica a dica: cuidado com o parente vanguardista.

GRUPOS DE WHATS

                            Dentro do “processo evolutivo do ser humano” chegou há um bom tempo os grupos no WhatsApp. Tem de tudo um pouco, passando pelo do futebol, do churrasco, da sexta-feira, do trabalho, porém, inegavelmente o mais interessante é o da família.

                            Este grupo é a cereja do bolo. É nele que tudo acontece, desde aquela sutil cobrança individual ou coletiva até aquele ataque pontual que somente a tela de um telefone celular deixa acontecer.

                            No final de ano então a alegria deste grupo é potencializada. É um excluindo outro; é outro saindo e dizendo que nunca mais voltará, enfim é um componente hoje indissociável como a tradicional passas no arroz no final de ano.

                            Mas que tudo acabe em festa, abraços e sorrisos, pois o ano que vem tem mais.

NO FIM

                            Boa virada!                   

                           

                            
NO JARDIM

                            Do amigo e confrade Joel Muliterno recebi um texto que fora extraído de um periódico de grande circulação. Nele, sob o título “A psicanálise no parque”, muito foi explorado. Destaco o amor, a angústia, a prisão, os medos e ao final a busca de um equilíbrio para todos esses tormentos.

                            O ser humano é algo por demais complexo. Não há solução mágica ou única para definir e “solucionar” seus grandes conflitos. Há sim quase um padrão. Porém dentro deste há diversas nuances que fará surgir outro subpadrão, e outro, e outro. Talvez nem o fracionamento do átomo alcance o número de calabouços que uma cabeça pode manter.

                            Descobrir a origem dos medos, por exemplo, é atingir uma espécie de anestésico. Mas descobrir a origem de “todos” eles, é uma missão inatingível. Desta nascerão outras que levarão a todos caminhos não sonhados na origem.

                            Talvez no jardim possamos buscar algumas respostas.

“SEU CELSINHO”

                            Faleceu na semana que passou o senhor Celso Lobo ou “seu Celsinho” como a maioria conhecia e se referia. Grande pessoa, querida e respeitada por toda a comunidade.

                            Lembro, ainda pequenino, das farmácias “Pop e Avenida” que fizeram parte de minha infância e do imaginário de todos nós que residíamos ali, naquelas quadras. Lembro também de “seu Celsinho” nos agraciando com sua refinada educação e seus cumprimentos sempre regados de simpatia e bom humor. Não esqueceremos.

                            Sentimentos aos seus.

NO FIM

                            Boas festas!