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quinta-feira, 27 de outubro de 2016

EU ACREDITO EM FANTASMA




 

                            Conversas despretensiosas, lançadas ao vento são inegavelmente saudáveis. A conversa de bar, regada sempre ao combustível e a alegria de quem ali está e pelo motivo de ali estar, é o sim um belo exemplo e o simbolismo disso tudo.

                            Porém quanto tal condição passar a ser a regra em detrimento ao respeito à liturgia que conduz determinados atos e relações, algo está fora do lugar.

                            Não pode ser considerado normal a espetacularização de atos judiciais, pedidos ou prisões. Não pode ser considerado normal a discussão aberta entre chefes de poderes por vaidade e corporativismo. Não pode ser normal um professor ter o seu vencimento parcelado, enquanto outras categorias de funcionários públicos, as mais privilegiadas financeiramente, aliás, continuam a perceber vencimento ou subsídio sem qualquer alteração, inclusive em relação as verbas ditas “auxiliares” e “autônomas”, sobre as quais também nem o imposto de renda passa perto. Não pode ser considerado normal que as pessoas achem tudo isso normal.

                            O escritor Robert Pirsig, em Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas, traduz em seu personagem o sentido de acreditar em fantasmas. Por que não acreditar? Ou você acha que a Lei da Gravidade, por exemplo, não existia antes de Newton?

                            Pirsig: A lógica está na mente. Os números são produtos puramente mentais. Eu não me perturbo quando os cientistas dizem que os fantasmas existem apenas na nossa imaginação. É esse apenas que me intriga. A ciência também reside apenas nas nossas mentes, só que isso não a transforma numa coisa prejudicial. O mesmo acontece com os fantasmas.

                            Aliás, eu sempre acreditei também em lobisomem, mas esta é outra história.

NO FIM

                            Um sonoro não às castas e aos privilégios.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

AGUALUSA




 

                            Faz alguns anos que li o livro “As mulheres do meu pai” do escritor José Eduardo Agualusa. Nada escreverei sobre ele, com duas exceções: o personagem morto deixou muitas viúvas e filhos; e que nada é absolutamente aquilo que o leitor pode achar que é, ou, como dito no livro: “com quantas verdades se faz uma mentira?”.

                            Lembrei-me de Agualusa aleatoriamente. Tenho feito pequenas inserções em obras já vencidas por mim, com objetivo de recapitulação, renovação e novos mergulhos.

                            E aqui quero chegar: quantas vezes a leitura se renova sobre uma mesma obra? Como um livro pode mudar tanto se lido mais de uma vez? Será que a verdade só existe porque há a mentira?

                            Agualusa certamente ajudará nas respostas.

HAMBURGUER

                            As pessoas falam. Conversando com um, com outro, mais outro, e vejo que a Hamburgo Hamburgueria Artesanal conquistou seu espaço entre a gastronomia não só da cidade como da região.

                            Parabéns guris e gurias, especialmente pela qualidade e as inovações recorrentes (o uruguaio e as batatas são a pedida atual).

NO FIM

                            Estamos vivos!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

BICICLETA




 

                            Em tempos já remotos o grande lance era cortar a “garupeira”      da bicicleta. Tinha alguns ainda que compravam spray e pintavam o quadro todo de preto. Ficava como disse Alex em “Laranja Mecânica”: horrorshow.

                            Hoje o negócio é outro. As bikes (como são chamadas) têm teto-solar e air bag duplo, além de outras características que as deixam mais leves, mais acessíveis e competitivas, pois o mundo é assim.

                            É muito interessante ver o número de pessoas adeptas a este esporte, o qual além de completo não causa impacto, condição essencial aos mais experientes e que pretendem subir escadas até os últimos anos.

                            Lembro-me de uma viagem que fiz de bicicleta com meu amigo César Oliveira aqui de Lagoa Vermelha até Porto Belo/SC. O tempo era outro e ainda circulavam monaretas, monark barra circular e caloi 10, nada de muito moderno.

                            Demoramos três dias e dois episódios foram marcantes, além de uma chuva torrencial que nos acompanhou: o primeiro é que na cidade de Alfredo Wagner numa descida fantástica ao chegar fiquei completamente sem freio, e neste momento pensei que deveria ter comprado algo um pouco melhor que acessórios em supermercados. O segundo, que sonho até hoje, foi quando também numa descida avistei um cachorro (pensem num cachorro!) que saiu em disparada ao nosso encontro e o César (sempre prevenido) tinha um cassetete amarrado na bicicleta para momentos delicados como o enfrentado. Evidente que o máximo que conseguimos foi colocar os pés para cima e torcer para não cair, porque a nossa defesa, em velocidade, jamais conseguiríamos pegar. Passamos também!

                            O que fica disso tudo é que o tempo e as coisas todas ficam mais devagar. Tudo é cadenciado e você percebe que a partir disso você definitivamente faz parte do todo.

                            De carro não conseguiria.

NO FIM

                            Abraço ao campeão André Cerri, que finalmente encontrou seu esporte.  

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

GRITO DAS URNAS - 1




 

                            Primeiro, e muito antes de qualquer outra situação, parabéns ao prefeito eleito, Gustavo Bonotto, e a toda sua equipe de trabalho.

                            O resultado, e a diferença de quase 5.000 votos entre os concorrentes, é o que se fala em todos os cantos. Não há um lugar nesta cidade onde as pessoas não comentem este expressivo número que separou os pretendentes.  Definitivamente não me lembro de algo minimamente parecido.

                            Não sou analista político, longe disso, mas uma leitura mediana é possível fazer. O vencedor fez uma campanha franciscana. No início, pelas informações que recebi, nem assessoria em posições essenciais possuía. Fez uma caminhada, nada despretensiosa, mas, principalmente na arrancada, com visões e objetivos que provavelmente não alimentavam a proporção que definiu tudo e onde principalmente tudo chegou, passando no caminho muitas vezes por estratégias opositoras mais do que conhecidas.

                            Os detalhes indicam o que aconteceu.  A soma de muitos deles conduzem ao todo. Eles sabem!

GRITO DAS URNAS – 2

                            De modo geral a Direita sai fortalecida deste pleito. Aliás, tal condição é perfeitamente explicável e previsível pelo resultado das ações que emergem da Operação Lava Jato, que sistematicamente apresenta o resultado atingindo sempre o alvo visado, seletivamente.

                            Em Porto Alegre, como em diversas cidades e capitais, as “abstenções venceriam os pleitos”. Isso é sim muito sério e preocupante, porque traduz que o desconforto do povo é geral e com todos, apesar de alguns tentarem vender a ideia de que desonestos e pilantras estão de um lado só.

NO FIM

                            Segue o baile.