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terça-feira, 1 de outubro de 2013


GRANDES INVENÇÕES

 

                            No programa semanal Roda de Conversa, que vai ao ar na rádio Lagoa FM todas as terças-feiras às 21h, no qual os indicadores projetam, sem modéstia, audiência fantástica, apesar do embate por vezes ingrato com as novelas midiáticas, lancei uma indagação: depois da descoberta do fogo, da invenção da roda, qual a maior descoberta?

 

                            No momento dúvidas gravitaram sobre os colegas de debate, pois a resposta dificilmente seria única, a partir do avião,  da luz elétrica, da penicilina, etc.

 

                            Eu, que apresentei e propus o debate, parti de um dado único: o que o ser humano visa, essencialmente? A resposta é uma só: ser feliz!

 

                            Pois bem, o que traz a felicidade (sempre analisada sob o prima da efemeridade, como não poderia e nunca poderá ser diferente)? O que move o mundo? Muito poderia ser dito: não ser uma pessoa doente; viver com dignidade; poder realizar alguns sonhos (os prioritários ao menos); ver o sucesso dos seus; ter amigos; tomar um bom chardonnay à sombra, etc, e muitos etc.

 

                            Mas ser feliz passa pelo encontro consigo mesmo, por estar bem. E para isso é necessário também, além de escovar os dentes, ter uma vida sexual saudável.

 

                            Portanto, o citrato de sildenafila, o tadalafila ou verdenafila, devem ser, no mínimo, incluídos entre as grandes descobertas da humanidade.

 

                            Alguém duvida?

 

CONTRAPONTO

 

                            O colega e amigo dr. Diógenes Lobo mantém contato telefônico e apresenta seu contraponto em relação ao conteúdo da última coluna. Combinamos nos encontrar para aprimorar, amplificar o assunto e, juntos, buscar evoluir.

 

NO FIM

 

                            Abraços aos colegas Filipe Zonta, Rogério Grigol, Altair Ramos e ao professor Nei Godinho, com os quais aprendo toda semana.

 

 

 

 

 

 

CUIDADOS

 

                            Sempre que falamos de paixões todo cuidado é pouco, especialmente para que a opinião não seja utilizada como munição pelos raivosos.

 

                            A guerra civil conhecida como Revolução Farroupilha, e como todos sabem, foi uma ação oligarca. Os interesses sempre estivem bem definidos, ou seja, os grandes proprietários buscavam cegamente seus objetivos, como, aliás, não poderia ser diferente.

 

                            Todavia, não se pode olvidar, que a revolução foi alicerçada monetariamente e essencialmente no comércio de escravos, aos quais foi prometida alforria no caso de vitória sobre o Império.

 

                            Igualmente é verdade que a Batalha (ou traição) dos Porongos, conflito derradeiro na guerra, foi uma ação combinada e que determinou o massacre dos conhecidos Lanceiros Negros. Com isso, a promessa abolucionista seria relativizada. Tudo orquestrado.

 

                            O jornalista e professor Márcio Cavalli, em recente coluna para um jornal de grande circulação, disse: “... O Amor às coisas do Rio Grande não se formou nos combates e não se sustenta por epopeias de versões montadas. Por isso, celebremos a Semana do Gaúcho sem perpetuar como feitos gloriosos os interesses de meia dúzia de estancieiros que quiseram que o Rio Grande se associasse às suas causas ...”.

 

                            O Rio Grande do Sul, sua história e tradição, é muito, mas muito maior que uma guerra, que, aliás, foi perdida, e que, por tudo, não deveria ser cultuada como paradigma até mesmo nas linhas do Hino.

 

                            Evidente que o Gaúcho, que é o que efetivamente interessa, é um contestador, um desbravador, um corajoso e muito mais. Contudo, todos os adjetivos não merecem permanecer gravitando sob a fumaça de uma guerra que, definitivamente, não é, ainda hoje, corretamente contada.

 

NO FIM

 

                            Viva o povo gaúcho.

 

 

 

 

DEFESA

 

                            Começo a partir de uma animada conversa de rua: quer guabiju, chacoalha o galho! Ou seja, faça e não espere acontecer.

 

                            Tal marco regulatório de convivência deveria pautar nossas ações, contudo, sem culpa, mas pela cultura, a inércia sobre os assuntos, sobretudo os de maiores relevância, não ultrapassam os muros da falta de comprometimento.

 

                            Falo sem a intenção de mudança. Falo por falar, sem que minha atitude vise, ao fim e ao cabo, alterar um estado letárgico recorrente.

 

                            Não sei, só sei que é assim!

 

EMBARGOS

 

                            Sem ingresso no desanimador juridiquês, o recurso de nome feio, ou embargos infringentes, devem sim ser admitidos no Supremo Tribunal Federal na AP 470 que julga os personagens do conhecido mensalão, pelo simples fato de que há previsão no regimento interno da Corte para tanto, norma que não foi revogada como sustentam alguns.

 

                            Escrevo antes de iniciarem os debates sobre o acolhimento ou não do recurso. Espero que os ares de “celeridade” (o judiciário já esqueceu a muito o que é isso) não levem a um atentado a ordem legal e, independentemente de quem são os réus, a análise da admissibilidade do recurso fique adstrita as normas e os princípios legais.

 

DESFECHO

 

                            Acho que, uma vez admitidos os embargos infringentes, poderá ocorrer a mudança em algumas das penas aplicadas, aliás, tal recurso visa exatamente isso, é a lei.

 

                            Caindo a pena de formação de quadrilha, muitos, talvez a quase totalidade, poderão invocar um trocadilho dos bancos escolares: agora poderemos dormir com os pés espalhados.

 

NO FIM

 

                            Eu acredito é na rapaziada.