Partindo de
conceitos e orientações cristãs, quase automaticamente pessoas solucionam uma
questão ou explicam outra com o clichê: “foi o destino”; “tudo o que é para
você já está determinado previamente”.
Pois amigos, este
que vos escreve não concorda com tais conclusões. Primeiro que atribuir tudo ao
destino é exatamente transferir para o vácuo tudo o que não se consegue
explicar. E, segundo, só para ficar em número de dois, se já está tudo
programado não passamos de máquinas e fantoches em nome disso que chamam de
“destino” e nesta trilha está também a condição de ser, ou não, feliz.
Bauman, na magistral
obra “A Arte da Vida”, disse que o destino é o “apelido para todas as coisas
que não temos influência” ou “o que acontece conosco, mas não foi causado por
nós”. Há sempre uma gama de opções
proporcionadas pelo “destino”, como o local onde nasci e vivo e que balizarão
as oportunidades, que serão diversas em relação ao outro que nasceu e viveu em
lugar diverso.
E
aí entra o caráter, pois todas as opções e todas as escolhas frente a realidade
apresentada são feitas pelo caráter. E existem muitos tipos de caráter, que são
diferentes, evidenciando que não há formula ou receita para felicidade.
Há, todavia, uma fórmula
que distancia esta procura: buscar na felicidade do outro o modelo para a sua. Cada
um constrói sua forma de vida, que é tão somente sua.
Continua o filósofo:
o maior perigo disso tudo são às fórmulas para a felicidade baseada em
consultores e comumente encontradas em obras e mais obras por todos os lugares.
Fujam deles, eles o estão enganando.
Portanto, buscar a
felicidade não passa pelo conceito aberto de “destino”, uma vez que tal dependo
do caráter, o qual é inerente a cada um, a partir das opções apresentadas, a
quais são as mais diversas.
Cuidado ao explicar
tudo através do “destino”.
NO FIM
Caráter.
Nenhum comentário:
Postar um comentário